Com um caso bem mais interessante essa semana, o show mostrou que ainda é capaz. Capaz de apesar da falta de planejamento em longo prazo, nos apresentar casos semanais interessantes.  Casos esses que mesclados com situações adjacentes, que envolvem personagens recorrentes que acrescentam e interferem na dinâmica central do programa fazendo com que os mesmos ainda que pouco utilizados possam preencher algumas lacunas no tempo do show, e ainda por cima deixarem o ambiente mais atraente para o que vem no futuro.

Interessante notar como certas coisas não aparentam nem de longe ser o que elas realmente são, e eu jamais poderia imaginar que uma execução de dois paramédicos e o possível sequestro da enferma, seria o gatilho para um tráfico internacional de drogas. A forma como tudo nos foi apresentado, foi crível e deixar as supostas mulas no “escuro” foi uma grande forma de evitar serem pegos, principalmente porque elas supostamente tinham feito uma cirurgia estomacal e jamais imaginariam que ao invés disso carregavam dentro de si quilos de drogas.

Tudo dava a crer que a situação era bastante grave, que envolvia uma rede de cartéis com grande poder e formas de fazer a droga circular muito rápido. Não chegou a isso, na verdade era algo em uma escala ainda menor, o que torna tudo ainda mais danoso ao sistema, pois uma coisa é você ter aqueles que já trabalham com a droga procurando expandir seus negócios tentando aumentar as formas de contrabando e aquisição da mesma. Outra coisa é termos pessoas que supostamente deveriam salvar vidas, conspirarem para tirá-las transformando as pessoas em meros pacotes, itens descartáveis, matéria sem qualquer importância.

O doutor Ward foi muito esperto e fez tudo certo, não só acobertando, mas também culpando outros pela sua atrocidade. O que não consigo entender, e aqui é onde o episódio perde um pouco da coesão até então apresentada, é porque um homem esperto e já com um acordo de imunidade confessa o crime perpetuado por ele. Verdadeiramente não compreendo muito das leis americanas, mas acredito que com o acordo assinado, mesmo que pudessem provar sua culpabilidade não poderiam denunciá-lo. Deste modo, sua confissão para mim soou bastante forçada, principalmente porque sua advogada já tinha sacado toda a jogada.

Com relação a Sherlock, vejo nas últimas semanas um esforço do roteiro em nos mostrar um Holmes mais emotivo e preocupado com seus consortes, se assim podemos chamá-los. Não que eu ache essa versão melhor do que as outras, mas esse novo olhar dado ao personagem faz com que suas ações sejam diferentes daquelas que esperaríamos dele na maioria dos casos, e sua preocupação com Alfredo, é um bom exemplo disto. Sherlock toma atitudes que poderiam ser consideradas extremas para ajudar seu padrinho, mesmo quando ele diz que aquilo não diz respeito a ele, pois não são amigos. No fim, achei válida a ideia de renúncia ao seu padrinho como uma forma de introduzi-lo a seu pequeno, mas já não minúsculo círculo de amigos. Vejamos como essa nova mentalidade do personagem vai girar as engrenagens para os futuros acontecimentos.

A bem da verdade, Elementary nos apresentou um bom episódio esta semana, mas a esta altura do campeonato eu já esperava muito mais do show, e não fosse sua entrada no Syndication  eu não apostaria em uma renovação.

Artigo anteriorNashville 3×19/20: The Storm Has Just Begun/Time Changes Things
Próximo artigoCastle 7×20: Sleeper