Eis aqui a porta de entrada para o spin-off de Supernatural?
Torço muito para um mundo onde séries de TV aberta tenham temporadas enxutas, com temas melhores abordados, sem enrolações. É algo que só traria benefícios para nós, os fãs. É sonhar demais, eu sei, mas não custa nada… Supernatural nos jogou pro hiato com um desfecho interessante e nos resgatou da espera com esse filler aí… desinteressante, mas não ruim.
Na minha opinião, esse Cole saiu do nada e foi pra lugar nenhum. Sentia que a intenção dos produtores seria transformá-lo em uma carta na manga para interações recorrentes, tipo a Bela Talbot. Depois que o episódio acabou, fiquei com a sensação de que ele talvez seja o personagem feito com o propósito de criação do spin-off. Ele começou a série “virgem”, apanhou algumas vezes e já tá pegando gosto pela coisa, digamos assim… É o caminho de um caçador: quando você entra nos negócios, não consegue sair mais.
Esse episódio também me trouxe questionamentos sobre como os irmãos Winchester lidam com os monstros. São pessoas transformadas por algo que as mesmas não desejaram se tornar? Sim (na maioria das vezes). Eles já se questionaram sobre ser certo matar sem pensar duas vezes? Sim, também. Se contradisseram? Ao meu ver, sim.
Lá na sétima ou sexta temporada, não me lembro direito (viram o porquê de eu criticar o tamanho das temporadas? Muita coisa acontece e várias vezes despropositalmente), quando o Dean matou alguém que o Sam se importava e depois o contrário também aconteceu, com o Dean sendo o atingido pela morte de alguém (me ajudem a lembrar o desfecho depois). Matar o monstro é certo? É errado? Não sei, mas levando em consideração o argumento “se não tem solução, o jeito é matar mesmo”, por qual motivo Metatron permaneceu vivo depois dos acontecimentos da Finale passada mesmo? Naquela época ele não tinha mais serventia nenhuma. Atualmente, ele claramente aparenta saber algo que não foi revelado ainda e, por conta disso, ainda vai ser aproveitado. Mas entenderam meu questionamento? Mais estranho ainda é isso vir de um militar que se julga o herói do mundo por ter estado no Afeganistão, que queria matar uma pessoa por vingança pela morte do seu pai. Mas matar monstro é errado, segundo ele. Além de tudo isso, no fim das contas, Cole ainda sai de BFF, chamando os “desconhecidos até ontem” de apelidos carinhosos. Por favor, né?
Aliás, que coincidências da vida né, caros amigos? Cole era amigo do monstro da semana, a esposa do coitado tinha o número dele, ele apareceu bem na hora que os irmãos foram na casa, ele tinha contatos no exército e, pra variar, deviam favores a ele. Por que ele não nos conta logo quem é o Chuck e se o anticristo vai voltar?
Desconsiderando esse desenvolvimento do personagem Cole, o episódio não teve nada de mais. Um caso da semana como qualquer outro. A única diferença é que resgataram um monstro, até então, esquecido da mitologia da série e isso achei interessante, assim como o paralelo feito no fim do episódio com a situação da marca de Caim. Você pode fazer tudo certo, mas no fim ainda perde. Realmente não sei o que esperar daqui pra frente. Como um episódio filler, pra descontrair e entreter, o episódio não foi ruim. Levando em conta essa hipótese de fazerem o spin-off com o Cole e o fato de não terem sequer mencionado os outros personagens principais, foi ruim. Saldo final? O que rolou, rolou. Próximo episódio.
Obs.: Desculpem-me pelo foco excessivo em algo que não foi a história do episódio em si. É que realmente o episódio não teve nada de mais e esses questionamentos me pareceram mais interessantes de se abordar.















