E no jogo de xadrez de Elementary estamos exatamente onde começamos.
Contrariando minhas expectativas iniciais, Watson não demorou a aceitar o fato de que seu novo patrão era o homem por traz das abduções e dos assassinatos de várias mulheres. Sinceramente, achei que demoraria mais para isto acontecer, e Sherlock e Kitty teriam inicialmente de lidar também com a opinião contrária de sua parceira. Não discordo da decisão, mas, se além do vilão eles tivessem de lidar também com uma Watson contrária aos seus pensamentos, os desdobramentos teriam sido muito mais interessantes.
Se no último episódio reclamei que as reações dos personagens não pareciam mostrar a urgência que a situação merecia, elas foram corrigidas nesta semana, onde tivemos reações e ações muito mais apropriadas e condizentes com a situação. Apesar de não achar coerente que Sherlock, como mentor, tenha sido relapso a ponto de permitir que Kitty fizesse exatamente o que ele fez quando se deparou com o assassino de Irene na primeira temporada, concordo que ela tinha motivos para isso.
O arco foi interessante, mais ainda não entendo porque aquele close tão grande no anel se ele nunca mais apareceu, ou porque Sherlock não procurou kitty para impedi-la literalmente de desmascarar o assassino, se sabia que a mesma não tinha voltado para Londres. Só achei interessante ela se lembrar do composto para derreter corpos apresentados semanas atrás, mostra que ao menos, o show vem aprendendo com seus erros e começa a ligar pontos entre episódios.
O desfecho, ainda que com potenciais falhas, serviu ao propósito. Deixou Elementary exatamente onde começou e da forma como tudo foi mostrado, eu fiquei com a sensação que tivemos mais um antagonista desperdiçado na trama. Acho que esse é um grande problema do espetáculo, desperdiça potencias tramas muito cedo. Achei interessante terem transformado Irene e Moriarty em uma única pessoa, surpreendeu, e ao mesmo tempo mostrou ousadia, entretanto diminuiu as possibilidades futuras, visto que ao invés de duas personalidades, tem-se apenas uma para se explorar.
Agora que Kitty é uma fugitiva e teve de voltar a Londres e, Watson não tem mais seu novo emprego, acredito que voltaremos a forma inicial da série, e não concordo inteiramente com isso, acho que quase três anos foram desperdiçados dessa maneira. Provavelmente veremos Kitty em um futuro próximo, talvez nessa temporada, visto que a moça decidiu continuar ajudando a resolver crimes ainda que na Europa, e isso pode indicar uma futura investigação internacional.
Diante do panorama atual penso que veremos o capitão Gregson e o detetive Bell com mais tempo de tela e um melhor aproveitamento do departamento policial, além de personagens secundários, como Alfredo e o atual namorado de Watson.
Apesar de tudo, o saldo deste arco foi positivo, adorei ver o show seguindo um planejamento mais elaborado para episódios conjuntos. Isso me deixa animado para o que vem pela frente e apesar de não concordar com certas decisões o show vem gradativamente melhorando suas tramas nesse terceiro ano, e nos resta esperar para ver o que os roteiristas têm guardado para esta metade final da temporada.
















