Para quem estava com saudades de uma boa “Ilha Perdida”…
Alguém já ouviu falar de uma série, onde os protagonistas se isolam em uma ilha tropical, misteriosa, habitada por uma seita maluca e isolada da civilização convencional? A equipe da CDC não explodiu em um avião antes de embarcar nesta aventura, mas o Lost Feelings foi extremamente forte (e generoso) nesta Premiere. Alie isso ao fato dos personagens já terem um background bem definido na temporada debutante e, provavelmente, o encerramento do ciclo de histórias neste ambiente 13 episódios (a exemplo do ártico), e Helix entregará uma sensacional temporada.
Para aqueles que gostam de respostas rápidas, a frustração deste retorno será gigantesca: além de não responder nada do que ficou pendente, a série ficou ainda mais recheada de perguntas, pois a história mudou completamente de foco e de ponto cronológico. Só para lembrar, não havia ficado claro quem tinha morrido na explosão do complexo, o que era a Ilaria, por que esta organização queria um vírus para dizimar a humanidade, qual a origem dos imortais e, a cereja do bolo, como Julia se tornou a Presidente da Corporação. Pois bem, além de não responder nada, ou seja, não sabemos se Balleseros ou Hatake estão mortos, se Sarah realmente estava grávida e, se estava, onde está o bebê e todas as questões envolvendo a Ilaria, ainda temos o grupo todo trilhando caminhos distintos, cada qual com os seus próprios mistérios.

Pelos lados da CDC, parece ter sido formada uma força-tarefa para perseguir o NARVIK, encabeçada por Peter e Sarah. A missão inicial, no entanto, revela a existência de uma nova praga, onde os infectados parecem vomitar âmbar (Fringe) em meio a ataques violentos e irracionais contra seus pares, cujo surto originou-se numa expedição turística à citada ilha. Aparentemente deslocado dos eventos centrais da série, os protagonistas se isolam para estudar este novo fenômeno, porém, a história deve mostrar que a sua estadia ali, não foi mera obra do acaso.
Alan, foragido por atos terroristas à sede da Ilaria em Paris, encontra-se inserido na seita e a única cena que aparece, ainda que de capuz e barba, serve para promover algumas especulações do que é este novo vírus, afinal seria ridícula a coincidência a equipe liderada pelo seu irmão vir trabalhar no mesmo local que ele escolheu para se isolar do mundo. A falta de surpresa em sua expressão ao encontrar Sarah é uma pista adicional de que ele deve ser o arquiteto desta nova reunião dos personagens principais. E como a seita (ou parte dela) parece ser a responsável para infecção, arrancando os dentes das vítimas e enfiando o vírus goela abaixo, pode-se imaginar que o Alan estava lá para destruir o grupo e precisava da ajuda dos seus parceiros de confiança.

Mas o que é este novo vírus?
Julia, como esperado, também está na mesma ilha, no entanto, 30 anos no futuro! Entre todos os bons acertos desta retomada, este foi o maior. Contar a história, em paralelo, mostrando Julia perseguindo a cura para uma doença que mata até imortais, enquanto seus ex-amigos descobrem os primórdios da mesma é empolgante demais. Para os amantes de referências, a cena que revela a diferença cronológica, lembra demais O Silêncio dos Inocentes, enquanto a repetição incessante de “Do you know the way to San Jose”, cuspida pelo mascarada, faz os fãs chorarem de saudades de “Where is Jessica Hide”, de Utopia (a melhor série não assistida de todos os tempos).

Enfim, através de um festival de referências à cultura pop, uma história contada através de linhas temporais paralelas, a melhor trilha sonora de todas as séries da atualidade, mistérios sazonais e globais para todos os gostos e o roteiro que parece saber onde quer chegar, Helix promete ser, de novo, a melhor série Sci-Fi da temporada. É esperar para ver (e torcer para que os personagens não estejam mortos, rs).
Helix Sountrack
2×01 – Dionne Warwick – Do You Know The Way To San Jose












