
Mais dois episódios e pouca coisa mudou em Caprica, o roteiro continua excelente, o elenco mantém as boas atuações, enfim a primeira vista não existe do que reclamar. Então por que eu não consigo me livrar da sensação de que algo está faltando?
Spoilers Abaixo:
Sim, Caprica é uma boa série, é muito bem feita e tudo mais, porém, ela ainda não conseguiu me empolgar. Falta conflito, falta algo que crie expectativa em relação ao próximo episódio. Ok, a série claramente segue um ritmo bem mais lento que o de Battlestar eu não estou reclamando disso, eu só acho que ás vezes (não necessariamente em todo o episódio) o roteiro da série precisa de algo que de uma sacudida na história. Mas, enfim, como foram só sete episódios, talvez esteja me faltando apenas um pouco de paciência.
Enfim, tirando esse pequeno detalhe eu gostei dos últimos dois episódios. Mais uma vez os roteiristas trouxeram de volta a trama um detalhe que parecia esquecido e Vergis surgiu para infernizar a vida do Daniel. Eu gostei que eles voltaram da tecnologia roubada pelo Graystone. Depois do comentário ainda no piloto de que se o Vergis pudesse provar o roubo ele teria processado o Daniel, eu achei que a história ficaria por isso mesmo, e tinha praticamente esquecido de mais esse trabalho sujo realizado pelo Sam, já foram tantos.
Paralelo a isso nós temos a busca do Joseph pela filha dentro do v-world. Eu particularmente acho que ele deveria ter levado o Sam junto, mas tudo bem. Foi meio sem graça eles matarem o Heracles em New Cap City, tão rápido, ainda mais que ele falou no quinto episódio que o jogo era muito importante para ele. Eu já estava curiosa para descobrir porque a vida dele era tão ruim que ele depositava todas as suas esperanças no jogo. E mataram ele para que? Para apresentar outra personagem como guia do Joseph? Bem, vamos esperar.
Outra coisa que me decepcionou um pouco foi o grande plano da Clarice. Eu achei muito fraca a ideia de que uma vida após a morte visível, por meio de avatares como o da Zoe vai disseminar a fé em um único deus. Para mim, essa ideia do avatar da Zoe, na verdade acaba com toda a parte espiritual, uma vez que ela resume todo a nossa vida a contas, fotos, emais, currículos escolares, históricos médicos… E, além disso, ela elimina a necessidade de qualquer divindade para alcançar essa ‘suposta’ vida eterna.
A historinha da Zoe com o Philomon que não tinha despertado o meu interesse ainda, começa a ganhar a minha atenção. Tudo por causa do conflito da Zoe estar de certa forma planejando usar o relacionamento para escapar do Daniel e finalmente chegar a Gemenon (sabe-se lá para que). Sem falar que foi divertido ver o Philomon ser pego em flagrante pelo Graystone algumas vezes.
Ah sim quase me esqueci que a Amanda ficou maluca. Sinceramente, não foi uma trama que me chamou muito a atenção, nem com toda a história do irmão dela, que para mim soou um pouco clichê demais. Eu só estranhei que ela passou todo o episódio falando do irmão e não lembrou da Zoe e momento algum.
Por fim, o Daniel, finalmente ‘reconheceu’ a Zoe no Cylon, ironicamente graças a um comentário da própria Zoe. Pra mim, isso demorou a acontecer, porque se aquele Cylon é o único que funciona perfeitamente é de se esperar que uma mente tão inteligente quanto o Daniel pense no aquele modelo tem de diferente dos demais. Mas enfim, isso são coisas que acontecem para que a série possa ter uma temporada completa, eu estou curiosa para ver o que acontece agora que o Daniel sabe que é a Zoe.
PS. Desculpem o super atraso nos reviews, acabei me enrolando com o início do semestre na faculdade.












