Aprendendo a tocar a vida.

Em semana de lua de bebê, The Fosters demonstra um crescimento interessante para essa temporada. Assim como no ano passado, o ritmo é bem conduzido e as tramas apresentadas são leves e cativantes. Outro ponto positivo a ser considerado é a química do elenco que continua afinada e não deu tempo de sentir falta de alguns plots que foram deixados de lado em virtude da festinha Foster.

A construção do ambiente pra festa dos adolescentes foi ligeira, porém sem soar forçada. Me agrado quando a série pula algumas etapas desnecessárias como feito na relação entre Brandon e a banda Someone’s Little Sister, afinal “Take Me Out” já havia dado a brecha sobre o que veria a seguir.

Essa nova fase de Brandon está apagando com sucesso as suas desventuras precipitadas, fazendo com que o personagem volte a ter um papel fundamental na série daqui pra frente. O rapaz está amadurecendo e sabendo lidar bem com a sua recuperação e Lou deve ser aquela que o ajudará a superar o passado (leia-se Callie). Colocar Callie naquela posição de irmã ao defender Brandon com o objetivo de mostrar a Lucy quem ajuda quem na banda foi um risco. Isso e a utilização de “Outlaws” não poderiam ter funcionado melhor para afastar o fantasma do casal Branllie.

Um ponto do episódio que me pareceu fora de contexto foi o plot envolvendo Jesus e a morena do grupo de dança. Além do roteiro vazio e artificial apresentado, os personagens não convenceram como casal. Sim, adolescentes tomam decisões sem pensar e se entregam em momentos de fragilidade emocional, mas aqui isso não funcionou. Costumo criticar a atuação do intérprete do gêmeo latino, mas dessa vez atribuo parte da culpa à direção e ao roteiro por fazerem um casal que não apresenta nada em comum. Acho que fui mal acostumado pela química que havia em Jemma.

A jornada do descobrimento de Jude continua, dessa vez foi dado mais um passo para atenuar a sua insegurança. Connor parece disposto a desobedecer seu pai em prol da amizade, além de aproveitar a noite para distribuir uns selinhos. Cada uma da meninas se interessa por um deles, agora resta saber qual o rumo desse quadrilátero pré adolescente. Adorei quando o pai de Connor entrou no quarto de Jude e ele disse que estava apenas curtindo com as suas garotas.

Mariana não mudou a sua postura na equipe de dança e continua sendo um peixe fora d’água. A apresentação da banda foi oportuna para que a nova loira se aproximasse das outras garotas as convidando para a festa no jardim. É uma pena que Mariana não tenha dado ouvidos ao conselho de Matt no fim da festa porque ela ainda deve se decepcionar com suas novas amigas. Cierra Ramirez está longe de ser uma Naya Rivera mas bem que Mariana podia sair da dança e entrar num Glee Club em Anchor Beach.

Todo casal precisa da famosa DR em algum momento, o porquê de Lena e Stef discutir a relação durante a lua de bebê é uma conveniência roteirística. De qualquer maneira, as atrizes transmitiram tanto a artificialidade que a relação demonstrava antes da conversa quanto a mudança de postura pra um recomeço para o casal. É incrível a demonstração natural do amor existente entre Lena e Stef e é isso que mantém essa família tão imperfeitamente perfeita.

A música não pode parar e a dança da vida segue em passos bem coreografados em The Fosters. Uma família autêntica assim traz situações com os quais nos identificamos, afinal dar uma festa em final de semana sem os pais deveria ser lei. A temporada segue em tom sustenido de novidades e com muitas opções para o decorrer dessa composição.

Lar: Ri demais com a cena do celular e as desculpas lavadas para as mães. Jude jogando vídeo game no banheiro e os demais assistindo Mais Velozes e Mais Furiosos.

Doce: Quero conhecer logo a Sophia. Será que ela é esse anjinho que aparenta?

Lar: Participações das meninas do Girls United quando, produção?

Artigo anteriorOnce Upon a Time | Elizabeth Mitchell é escalada para a 4ª temporada
Próximo artigoRectify 2×03: Charlie Darwin