Pagando bem, que mal tem?!

Nesta semana Californication promoveu um debate sério (#SQN!) sobre os prós e contras de se contratar e pagar pessoas para fazer sexo.

Geting The Poison Out serviu para selar de vez o laço afetivo entre Hank e Levon. Tal relação chegou a atingir níveis de fofura extrema, estranhos para a série. Mesmo que permeado por várias cenas tipo cute entre pai e filho, essas sempre vieram acompanhadas de risadas. Como não rir de Levon dizendo que sempre sonhou em ter um pai que lhe pagasse uma prostituta?! 

Karen foi o elemento mais alheio no meio da confusão toda, servindo como bússola extremamente moralista. Como compensação, fui surpreendido por ela tomar às vezes da mãe de Levon, Julia, quando, a princípio, achei que ela rejeitaria e repudiaria o garoto de cara. Além disso, ela trouxe Becca à tona. Aguardaremos ansiosos pelo retorno da personagem. 

Hank segue aqui com seu jeito cool, despreocupado e negligente. Quando confrontado por Karen sobre quando ele contaria sobre seu recém-descoberto filho para Becca, ele preferiu desconversar e lidar com o problema quando ele surgisse. Confesso que faço muito disso, às vezes. Quem nunca?! Afinal de contas, para que sofrer desnecessariamente antes do tempo?! 

Também apreciei que Marcy voltou a aparecer, tendo destaque e relevância neste episódio. Acredito que vai rolar algum tipo de revival com Stu, uma vez que Charlie não vem cumprindo com suas obrigações matrimoniais já faz algum (longo) tempo. E seu filho e Levon definitivamente possuem muita química. Além de “crianças”, ambos compartilham um certo grau de “estranheza”, sempre bem-vindo na série. 

Falando em Runkle, seu plot com a roteirista segue interessante de acompanhar, apesar do alto nível de escatologia sempre presente quando a personagem surge. Detalhe hilário foi a homenagem que a vomitadora fez ao Coringa de Heath Leadger, com seu batom indo além das margens de seus lábios. Creepy and scary! 

Quanto à garota de programa e seu manager, considerei boas adições aleatórias ao episódio. Na era do politicamente correto, gostei da sátira implícita quando o “gerente” diz não gostar do termo pimp  (cafetão), por remeter ao gênero de filmes blaxploitation, um estereótipo não visto com bons olhos nos dias de hoje. 

Geting The Poison Out foi mais um ótimo episódio de Californication. Teve como principal função, bem sucedida por sinal, fortalecer, edificar e selar de vez o laço afetivo de pai e filho entre Hank e Levon. Quem não gosta quando temos um legítimo bromance nas telas ?! 

Além disso, promoveu um debate nada sério (Thank God!) sobre o “dilema” de se pagar ou não para fazer sexo. Karen utilizou bons argumentos, que Hank não deveria ensinar o filho a objetificar as mulheres e o sexo, da importância de uma ligação maior além da simples atração física. Mas também concordo com Hank, há diferentes tipos de relações sexuais, cada uma pertinente dependendo do momento, da situação e do contexto em si. 

Quando à função, quase sempre secundária e muitas vezes constante, de me fazer esquecer da vida, dos problemas cotidianos, de me fazer rir, me entreter e de sequer contabilizar seus aproximadamente 28 minutos de episódio: essa foi mais uma vez cumprida, com louvor e todos os méritos possíveis!

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