De volta à Miami.

Spoilers Abaixo:

Relacionando os episódios apresentados durante esta sétima temporada, não há dúvidas de que Exit Plan encaixa-se como um dos mais fracos, até o momento. Porém isto está longe de significar que o episódio tenha sido ruim, de fato, podemos classificá-lo como um simples filler que apresentou como objetivo principal trazer Michael, Sam, Jesse e Sonya para Miami. Cenário, onde tudo indica que será o protagonista do final da série. Ainda que apenas estejamos próximos da metade da temporada, não é precipitação afirmar este fato e valorizá-lo, pois afinal de contas, Miami é o marco de onde tudo começou e onde Michael esteve “preso” nos últimos seis anos, nada mais justo do que transportar todo este time para um único território, para viverem sua aventura final.

No que se refere ao quesito acima, Exit Plan cumpre muito bem o seu papel. Michael encontra Sonya que demonstra acreditar na história sobre Burke e auxilia todos na fuga de Cuba. Aliás, sejamos justos a abrir uma grande aspa para comentarmos sobre esta nova jogadora integrante da desfalcada equipe Westen: Sonya (Alona Tal), que surge como uma figura envolta em muitos mantos. Ainda que inicialmente Michael tenha se posicionado para trabalhar ao lado da moça, (em busca de sua causa maior), a de se convir que a história de Jesse sobre uma agente russa que invadiu a NSA, deixa uma grande “pulga atrás da orelha”, principalmente porque se observarmos todo o contexto do episódio, em nenhum momento Sonya revela suas fontes de informações assim como quais são seus objetivos e sua conexão com Burke.

A personagem surge como uma grande incógnita que surpreendentemente acaba caindo “nas graças” de Michael bem rápido, por sinal. E eu devo admitir que gosto desta exploração, além da personagem surgir como uma aliada tão sagaz quanto Westen ela pode apresentar certa “rivalidade” para Fiona. E eis que este cenário me surpreendeu por parecer tão agradável: uma personagem com todos os atributos necessários a render ótimas tensões sexuais com o protagonista, aquela famosa expressão de “brincar com fogo” que dá muito certo, (pois sabemos que Fiona e Michael representam o casal da série).

Desde o começo da temporada vemos Westen extremamente centrado em sua missão e sofrendo perante todos os fatos decorridos, condição esta, que transmite certa depressão ao personagem e provoca pontos fracos nas missões onde ele sempre se encontra sozinho, fazendo com que a série explore muito mais Sam e Jesse, por serem capazes de fornecer mais dinâmica ao roteiro. Porém, trazendo Sonya para esta equipe, em parte, temos a ocupação do vazio que Fiona deixou. E como teremos o retorno da personagem no próximo episódio, podemos acreditar em uma “competição” acirrada com o sexo feminino para alegrar esta trama.

Não há dúvidas que o lado positivo deste quinto episódio foi exatamente o panorama discutido acima, o restante, acabou tornando-se histórias singulares para preenchimento de uma trama que não foi tão emocionante como estamos acostumados, além de nada inteligente.

Para começar, podemos avaliar o papel Oksana, que inicialmente surge como uma agente extremamente obstinada e cruel, além de inteligente e perspicaz. Mas que acaba sendo enganada com uma historinha muito fraca, contada por Sam, elaborada por Jesse e duas bombas. Bem… Sejamos sensatos em admitir que esta parte da história foi muito mal estrutura, começando pelo telefone de Jesse que decide tocar com a “informação de ouro” exatamente quando Oksana manda prende-los. E termina com o mesmo Jesse sumindo da delegacia sem ninguém perceber e plantando duas bombas na frente da mesma. Qual é? Qualquer um teria olhado para as árvores na frente da delegacia para encontrar o rapaz, ou melhor, porque Oksana comprou a ideia tão fácil de que Jesse foi para o carro e Sam ficou da delegacia?

Acho que para piorar um pouco, podemos dizer que a policia cubana é a mais eficiente do planeta. Sério! Antes mesmo de sair da delegacia já havia três viaturas cercando Michael e Sonya no galpão. E, aliás, se a torre do aeroporto detectou que o pedido de liberação de voo de Sonya era estranho, porque houve a liberação?

Exit Plan é o típico episódio que explora muito mais a qualidade de atuação de seu elenco do que um plot bem estruturado. E as grandes honras acabaram ficando por conta de duas novas duplas exploradas: Jeffrey Donovan com Alona Tal e Jack Coleman com Gabrielle Anwar. Esta segunda participou bem pouco do episódio, mas com uma interação que deixou o telespectador com desejo de mais. Não vou comentar de Bruce Campbell e Coby Bell porque já sabemos o quanto estes dois são talentosos e receberam a responsabilidade de garantir o lado cômico e descontraído da série, que por sinal, rendem boas risadas.

Em outro panorama, talvez esta resenha não fosse tão crítica com um episódio com as características de Exit Plan, porém sabendo que serão apenas 13 capítulos para encerrar uma grande história de sucesso. Nesta altura do campeonato, torna-se tendencioso exigir sempre o melhor. E que assim, seja!

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