Entre criaturas selvagens, um passado a ser lembrado.

 Spoilers Abaixo:

Algumas vezes a nossa subestimação em relação a uma série torna-se um bom fator relacionado a impressão que temos ao assistirmos ela. Essa subestimação junto com uma real evolução na qualidade dos episódios colabora para um melhor aproveitamento da história toda. Acho importante também lembrar o entrosamento entre os personagens agora, que no início estavam meio engessados ou perdidos em cena, mas já se relacionam muito melhor conhecemos bem a devida importância e as peculiaridades de cada um.

A expectativa deixada pelo episódio anterior nos deixou esperando um progresso significativo em PNW, e infelizmente ele não veio com este episódio que acabou não sendo tão bom quanto o anterior, porém se mostrou competente no que foi exposto.

A missão da equipe foi a mais complexa até aqui, pois ao longo do episódio foi ficando claro o quão difícil seria capturar os vários Daemonosaurus que sabiam muito bem como se esconder e a hora certa de atacar, mas sempre uma boa solução é encontrada pelo grupo e justificada pelo conhecimento de Dylan sobre comportamento animal.

Enquanto nossa equipe enfrentava mais esta barra, Angelika e Ken estavam degustando um bom vinho, e o que parecia não ia dar em nada muda quando Angelika anuncia que vai sair da Cross Photonics. Acredito que Ken não a deixará sair tão rápido, já que ela exerce certa influência sobre Evan, ou então acontecerá algo que a fará mudar de idéia sobre a decisão.

Mac quase cai num erro de se tornar chato demais (assim eu imaginava), tirando os seus primeiros momentos no episódio, ele se saiu bem em sua parte da missão e soube dosar isto com o luto pela Sam. Pena que Toby não apareceu pra ajudá-lo a superar tudo isso.

Como estávamos vendo, a série preocupa-se com sua qualidade e em atingir os objetivos mostrados na trama, nos deixando envolvido com o que é apresentado a cada semana. PNW só não pode cair no erro de se perder em meio a essa evolução, achando que já está tudo bem e todos já estão aceitando tudo o que ela propõe, pois eu devo admitir que ainda há muitos aspectos em que ela possa melhorar. Este episódio demonstrou não tanto uma evolução na trama, mas uma melhora significativa na competência que os produtores buscam em fazer bons episódios de aventura e tensão.

1×07: Babes in the Woods

Muitas surpresas e revelações em um dos episódios em que as tentativas humorísticas mais funcionaram. Além de a série ter melhorado este aspecto, ela parece ter nos ressarcido da falta de Toby no episódio passado, pois, convenhamos, Toby foi a anomalia brilhante desta aventura. Fiquei chocado ao descobrir que Toby era Fatal Baby e fazia fotos sensuais pra pagar as contas nos tempos de faculdade. E como se não bastasse a coincidência da anomalia abrir próximo ao chalé das Fatal Babes, ainda descobrimos que a própria Toby pegava uma das coleguinhas.

Eu só espero que a ex-namorada de Toby, Allison, não resolva entrar para o grupo, não tanto pela personagem ser ruim, mas além de não acrescentar muita coisa, as cenas entre Toby e Mac funcionam de maneira mais espontânea e engraçada. Allison é uma maluca descontrolada que não sabe ser piloto de fuga, metendo Toby e Mac numa enrascada pior, e quase entra na anomalia de tão hipnotizada que estava por ela. Aliás, já sabemos o que acontece com uma pessoa que resolve namorar alguém da equipe.

Mac se encontrava impagável em suas cenas tentando fazer download das fotos de Toby e nas demais cenas em que a tensão sexual era enorme entre os dois. Quanta falta a Sam está fazendo para ele, não? Resta torcer para que Toby não reate seu relacionamento, senão Mac ficará na mão por algum tempo ainda e só lhe restará as fotos de Toby mesmo.

Do lado menos interessante do episódio estavam Dylan, Evan e Angelika, que resolveu se intrometer na missão da equipe mesmo sem saber usar uma arma (só uma taser e olhe lá). Pelo menos Angelika também nos rendeu algumas boas cenas, sem falar no momento tosco em que acerta o dinossauro com um golpe de caratê.

A reunião destes três serviu para que fosse percebido o ciúme de Dylan em relação a Evan. Sempre que Evan ia num cantinho conversar com Angelika, Dylan ficava com aquele olhar de que queria receber a mesma atenção. Acho legal que as características sentimentais dos personagens estarem mais esclarecidas e o que propõe muita coisa para o futuro.

Depois destas surpresas, ao final do episódio eu nem estava tenso como de costume, mas aliviado pela aventura ter funcionado como uma boa válvula de escape para que os integrantes da equipe mostrassem um lado menos conhecido. Episódios com este tipo de ritmo são muito bem vindos de vez em quando, e somados aos episódios com clima mais tenso, acredito que Primeval: New World renderá uma boa aventura durante esta temporada.

DESFOSSILIZANDO 1: A grande chave para entender muito do que acontece em Primeval é entender o que é o Primeverse, o universo onde se passa a série. Apesar de ser muito similar ao nosso universo, o Primeverse tem como grande diferença a existências das anomalias, que não existem no nosso.

DESFOSSILIZANDO 2: Nestes dois últimos episódios não tivemos o Alarme de Anomalia, mas quem quiser ouvir/botar como despertador/ringtone pode achá-lo neste link.

DESFOSSILIZANDO 3: Foi lançado no iTunes o game da série para iPhone/iPad. Achei meio tosco e viciante!

Artigo anteriorABC planeja série sobre a vida de Justin Bieber
Próximo artigoBaú das Séries: The Nanny