
De perto ninguém é normal.
Spoilers Abaixo:
Todos os dias duas palavras comandam o cotidiano humano; rotina e hábito. A um primeiro olhar não tem como não atribuir um sentido negativo a elas. Normalmente acabamos associando essas palavras a atividades enfadonhas e repetitivas. Não vou negar esse sentido. Mas um olhar mais atento leva a uma reflexão, querendo ou não a rotina e o hábito são extremamente necessários no nosso cotidiano, até mesmo nas atividades de lazer.
Todo mundo tem sua rotina. Levantar, trabalhar, escovar os dentes, estudar e etc. Mas o hábito e a rotina não são termos aplicados somente para as tarefas obrigatórias. Servem muito bem para definir nossas atividades de lazer. Tudo que realizamos regularmente faz parte da nossa rotina.
Com uma série, por exemplo, podemos começar assistindo um episódio, caso seja interessante é possível continuar. Até virar hábito, quando vemos já virou rotina. Assim assistir a uma determinada série torna-se uma atividade corriqueira da nossa rotina.
É a regularidade que cria o hábito e a rotina. Comecei assistindo alguns episódios esporadicamente de Drop Dead Diva. Acabei adquirindo a hábito assistindo regularmente até que um dia, essa série tornou-se uma atividade da minha rotina.
Uma das qualidades que mais admiro em Drop Dead Diva é a regularidade da série. Nessas quatro temporadas a série segue a mesma estrutura. Isso pode até soar desinteressante, até porque não houve grandes reviravoltas desde a primeira temporada como acontece em outras séries. Mas Drop Dead Diva mantém sua essência desde o inicio, o que é fundamental para qualquer série, mantendo assim um público fiel. É bem verdade que alguns episódios podem ser melhores do que outros, mas no geral a série mantém uma média boa.
Não vou dizer que esse terceiro episódio dessa quarta temporada foi o melhor. Mas foi um bom episódio. Não teve o mesmo apelo dramático do segundo, mas foi um bom episódio, divertido e com dois bons casos extremamente opostos, mas com um elemento em comum, os dois estavam ligados à vida pessoal de Jane. Um caso de divórcio da mal-humorada irmã de Owen e o outro da super animada senhorinha processando a empresa em que trabalhava. Vale ressaltar que Jane teve que se virar nos trinta nesse episódio. Primeiro resolvendo seu caso tendo no pé seu anjo da guarda, segundo teve que descobrir porque era odiada pela irmã de Owen e para terminar teve que ajudar a amiga Stacy que foi caiu no conto do vigário.
Vamos começar por Stacy. A jovem caiu como um patinho no conto de Kimi, só ela mesmo para acreditar na história de Kimi, mesmo com Jane alertando sobre a moça. Vamos dizer, ou Stacy é muito ingênua ou é tapada mesmo. Tem momentos que não dá para distinguir essa diferença.
E a irmã de Owen, quanta amargura. A moça realmente estava para poucos amigos e fez questão de mostrar a todos seu ódio por Jane, preferindo escolher Kim para ser sua advogada. Pobre Owen ficou entre a cruz e o punhal. Felizmente para Jane cara feia não assusta e ela resolveu passar a limpo a história com a cunhada. Uma das melhores partes do episódio acontece no diálogo entre elas, quando Jane fala que não magoaria Owen porque ama ele. Esse foi o momento mais romântico do episódio. Meus votos para que o romance de Owen e Jane siga em frente.
Falando em romance, Kim e Parker dão indícios de que a chama da paixão ainda está acessa entre eles. O que dizer dos dois saindo do tribunal de braços dados? Love is in the air.
Não posso finalizar sem comentar o caso da senhorinha. Jane, Teri e Luke trabalhando unidos para ajudar Jane a ganhar o caso da senhorinha, com direito até segurar tabela de gráfico no tribunal para ajudar Jane. Sem dúvida foram os momentos mais divertidos do episódio. Sem contar a interação entre Luke e Jane, dando inicio a uma relação de confiança.
Se fosse para escolher uma cena do episódio. Sem pensar muito escolheria o dialogo final entre Luke e Jane. Quando Jane diz que ela sente-se uma aberração, ele rebate mostrando exemplos de pessoas que também se sentem do mesmo modo que ela, mas que de certa forma conseguiram usar essas limitações para superar seus próprios medos. Ou seja, de perto ninguém é normal. Definitivamente um discurso animador para fechar com chave de ouro mais um episódio de Drop Dead Diva.













