
“What exactly do you have, really?” – É o que a Lanie, a própria Kate Beckett e todos nós queremos saber: qual é a de vocês?
Spoilers Abaixo:
Assim que comecei a ver o episódio, já pensando em como escrever a review, pensei: vou começar dizendo que me surpreendi já que é a primeira vez que a série começa mostrando o assassino desde o começo. E o que acontece? Fui precipitada e, óbvio, não era Colin Hunt o assassino. Mas ah, eu sempre erro mesmo…
Um episódio que mantém o ótimo nível da série (isso até parece redundante. Castle é sinônimo de altíssimo nível). A trama sobre Naomi Allen e a descoberta do transporte ilegal de mísseis, que resultou na morte dela, não foi nem de longe o grande destaque. Com a presença do detetive escocês (ai, ai) e a tensão entre o casal principal nem tinha muito espaço para destacar o assassinato. Mas toda essa trama foi bem interessante. E o legal é que os roteiristas de Castle nunca resolvem os casos do jeito mais fácil. É sempre algo muito bem elaborado e complexo, sendo até difícil adivinhar quem é o assassino. Nem os atores convidados ajudam a descobrir (o que é meio padrão em serie policial: ator convidado = assassino). Alguém sequer pensou que o motivo seria contrabando de armas para Uganda?
E se o clima de The Limey, em relação ao crime, estava bem mais ameno do que em relação ao de semana passada, sem uma grande carga dramática, entre os dois personagens principais não estava nada legal…
Os papéis foram invertidos nesse episódio. Se em 47 Seconds é Castle quem ouve de sua mãe que ele deveria se abrir para a Kate porque o futuro é uma incerteza, dessa vez foi a Lanie passando o mesmo conselho para a detetive. Muito interessante e muito sincera a conversa das duas amigas. Não consigo me lembrar de algum outro momento em que a Beckett tenha passado uma insegurança tão grande como mostrou em The Limey. Aliás, se fosse pra escolher o ponto fraco dela eu diria que é essa relação, esses sentimentos que ela tem pelo escritor. Apesar de todo o sofrimento com a morte da mãe e o trauma de ter levado um tiro, é nessas horas, em que o assunto é o Castle, que ela mostra o lado não-detetive e quem ela realmente é. A insegurança é tão grande ao ponto de parecer que ela é impotente pra resolver essa situação.
E já nos minutos finais veio àquele grande PUTZ! Castle não deu moral para a Beckett, que ligou correndo para o escocês bonitão. E aí que fica a pergunta: vão voltar nessa, mesmo? Não estou reclamando do flerte, desse vai-e-não-vai. Eu gosto! Acho que deixa aquele desejo de assistir correndo o próximo episódio quando algo acontece entre os dois. E sinceramente, acredito que essa tensão é uma das melhores coisas e fico até com o pé atrás de como os roteiristas vão fazer para o relacionamento dar certo e não atrapalhar o andamento da série. Mas, óbvio, tudo tem limites. Não é porque eu gosto que eu quero isso para sempre. Estou achando que o relacionamento dos dois está no momento certo para progredir. Os dois já não negam o que sentem! Inclusive já tentaram contar um para o outro, mas, como sempre, algo ou alguém interrompe. O problema vai ser se o Castle realmente começar alguma coisa séria com a loirona e a Kate “fingir” (é entre aspas porque ela não engana ninguém! Ou melhor, engana só ele) que não se importa. Ai já é sacanagem dos roteiristas, não? Fica até incoerente com tudo que vem mostrado nesse final de temporada.
Semana passada estava do lado do Castle até o final, estilo #unidosparasempre, depois que ele ouviu a Beckett dizendo que se lembrava de tudo. Mas eu devo ser uma pessoa muito maleável, porque essa semana já estava totalmente a favor da Kate e torcendo o nariz para o Castle. Ok, o que ela fez foi muito errado, mas poxa, tadinha… Consegui sentir o sofrimento dela, de perceber que ele estava se distanciado, mas sem saber o porquê (mais um ótimo trabalho da Stana Katic. Aliás, que elenco que a série tem, hein!). E aí está o meu impasse. O Castle tem o direito de ficar bem chateado por achar que não é correspondido e pela mentira dela. Mas ao mesmo tempo é ruim para a Beckett não saber o porquê dessa frieza dele. E outra, se voltarmos mais ainda, ele também está errado por se meter na vida pessoal dela e investigar o assassinato da mamãe Beckett, mesmo ela tendo deixado claro que não queria. Resumindo: todo mundo tem culpa, ninguém é santo, eles têm sérios problemas de comunicação, 200% de certeza que vem muita discussão e eu sempre vou pender para um em um episódio e no outro estarei pendendo para o outro. Complicado isso!
Essa semana não deu para o Lucas fazer a review e eu vim tentar substituir a altura. Espero que tenham gostado. Mas não se preocupem, nos próximos episódios já deve voltar tudo ao normal. Aliás, semana que vem mais um mini-hiatus-torturante que nos deixa sem episódio novo. Castle volta dia 16 de abril e depois de ter visto a promo (que eu não deveria ter visto, diga-se de passagem) irei ficar com a sensação de que vai demorar um ano para passar. Até a próxima!
p.s.1: “lately? Kate, it’s been weird for four years!” – A Lanie estava inspiradíssima no episódio
p.s.2: como eu queria que o Castle tivesse colocado o plano dele de invadir o quarto do diplomata em prática… Só ia sair coisa boa dali!
p.s.3: – “Hey Lanie, how’s that look?”(Beckett) – “Like you wait too long!“ (Lanie)
p.s.4: não tivemos as ilustres presenças de Martha e Alexis (esta nem no necrotério estava). Gosto muito delas, mas, sinceramente? Não fizeram muita falta nesse episódio…
p.s.5: “He is british, trust me, he drinks” = o homem vai DANÇAR com a bebida na mão!
p.s.6: Colin Hunt, aka agent Bauer hahahaha (Y)














