Levanta, Grimm!

Spoilers Abaixo:

Grimm está melhorando… A passos lentos, mas está. Tivemos dois bons episódios seguidos, com bastante ação e espaço para o nosso personagem favorito: Monroe.

Mas não foi só ele que teve seu espaço não. Dona Juliette começou a mostrar suas asinhas (finalmente!) e a perceber que algo não está certo. Só que quando você encontra pessoas vigiando sua casa e elas saem correndo ao perceberem que foram descobertos, o mínimo que você pode fazer é contar ao seu namorado policial. E quanto ele diz que vai cuidar do assunto e é para você ficar fora disso… É para você ficar fora disso!

Juliette usou aquela desculpinha mais infantil do universo: “eu só queria ver…”. Isso, moça, vai caçar encrenca com seres sobrenaturais fazendo uma visitinha especial na casa deles! Porém, aqui eu paro e me lembro de que Grimm ainda não ousou nem um pouquinho em suas revelações. Ou seja, a esta altura do jogo os personagens estão praticamente no nível que estavam lá pelo terceiro episódio, impossibilitando que eles tenham qualquer tipo de noção do que os cerca.

Vejamos: Hank e Juliette não fazem ideia do que atingiu a cabeça deles, Nick não evoluiu nada como Grimm, alguns seres descobriram a existência de um novo Grimm em Portland e resolveram vigiá-lo, o chefe de Nick nunca tirou os olhos dele e, aparentemente, nem de Monroe. E para por aí.

Nestes dois últimos episódios duas coisas, (além das surras, é claro), chamaram a atenção: a coragem burra de Hank no episódio 1×08, e a avalanche de mortes no 1×09. Vamos colocar assim: por que raios Hank achou que tinha que enfrentar um ogro invencível sozinho se a polícia da cidade inteira estava lá de reforço? Ele realmente achou que ia dar conta do recado mesmo sabendo que bala era capaz de derrubar Oleg? Ah, Hank!

O bom de toda essa burrada é que Monroe foi, mais uma vez, o salvador da pátria. Enquanto Nick estava hospitalizado depois de uma boa sova, restou para o Blutbad dar uma de sniper. Resumindo: mais um excelente momento estrelado por ele.

Já o 1×09, começou como todos os outros: um assassinato acontece e logo Nick entra na investigação. Mas de repente o número de mortes foi aumentando e aumentando juntamente com o número de suspeitos. O engraçado é que a coisa foi se enrolando tanto, com tantas pistas e gente envolvida, que no final o suspeito por quem eu menos apostava (o  Mauzhertz, ou rato, se preferir) é que era o criminoso. E não o mais óbvio, o Lausenschlange, ou cara-de-cobra. Ficou ótimo.

Dando continuidade à trama principal, depois de Nick, foi a vez de Monroe apanhar. A mensagem foi clara, tem a ver com seu envolvimento com o Grimm, e o mandante da mensagem, suponho, é o capitão Renard. Além do fato de o detetive e o Blutbad formarem um excelente time, (o que pode frustrar eventuais planos do capitão), o símbolo (a gadanha desenhada com sangue) deixado na Fusca nos remete ao episódio 1×04, “Lonelyhearts”. Nele, um ceifador foi à Portland para matar Nick, e Renard deixou bem claro que ele é quem manda na cidade. Ou seja, este “recado” tem, ou deveria ter, no mínimo, seu consentimento e interesse.

A partir destes acontecimentos, temos o seguinte cenário: Juliette continua com a pulga atrás da orelha, mas se a série não pisar no acelerador, essa pulguinha só vai fazer papel de boba. Monroe avisou que não arreda o pé. Logo, concluímos que aquela surra foi só a primeira de muitas, o que deve incluir a pele de Nick também.

No entanto, ainda não sabemos quais são os planos de Renard nem daqueles que vigiam a casa de Nick. Eu gostaria mesmo que Grimm maneirasse mais nos casos e nos desse mais de sua trama principal. Já é quase o meio da temporada e muito do que vimos se restringe às investigações.

Não é muito pedir mais para os protagonistas a esta altura, é? A premissa é boa, os casos são interessantes, as criaturas são “peculiares”… Mas a história principal precisa de mais atenção. Faltam 14 episódios para o fim da temporada. O aquecimento já passou. Agora chegou a hora de vermos “some real action”.

@nanydng

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