
Tomara que a série não comece a levar a sério essa dinâmica de prender e soltar.
Spoilers Abaixo:
Esse sétimo episódio da primeira temporada de Alphas me fez lembrar de uma passagem interessante da minha vida. Quando eu era um fascinado estudante de teatro e tinha aulas de expressão corporal com uma bailarina clássica, alemã, chamada Nora Kholki, uma das frases que eu mais ouvia dela era uma variação desse “catch and release” que vemos no título. Sentados na primeira posição, ouvíamos ela pedir: “contract”. Então retraíamos os músculos abdominais, fechando os braços. E então ela pedia: “release”. E abríamos o diafragma e os braços. O conceito é o mesmo. Você contrai para preparar e relaxa para curtir. Aqui nesse episódio, essa correlação existe de maneira não menos metafórica. Fugir e encontrar, prender e libertar, omitir e revelar são só alguns dos verbos de ação desse roteiro.
O teaser de abertura durou mais essa semana, mas também não passou de um prólogo apressado. Novamente, conhecemos algumas das angústias dos nossos personagens. Bill tem medo de ter filhos alphas, e essa postura é imediatamente intercalada com a mãe de Gary, ciente dos perigos do trabalho do filho e receosa de liberá-lo para viver suas aventuras. Esse é apenas o começo do trabalho dramático do episódio, que se apóia o tempo todo nessa estrutura.
Não era de se esperar que o Alpha investigado da semana fosse uma antiga conhecida de Rosen e Nina. A moça, com capacidades inventivas peculiares, foi uma das poucas a serem liberadas para viver em sociedade depois de passar por muitas entrevistas. De súbito, a moça passa a ser perseguida e começa a aplicar suas capacidades para impedir uma nova captura. A razão disso é uma filha com capacidades maiores que a dela e que faz uma conexão direta com as mazelas de Bill e da mãe de Gary. Os significados de catch e release vão se encontrando em prismas hora igualitários e hora opostos. Tudo para um clímax que revela muito sobre Rosen: A decisão de deixar que Skylar fugisse e de destruir o localizador de alphas coroa todos esses significados em torno do título e finaliza um episódio muito bem pensado.
Apesar dessas metáforas, foi tudo regular. Essa série de analogias não são suficientes para tudo ficar realmente interessante e de novo, Gary nos tirou do lugar com seus comentários irresistíveis. Alphas ainda tem problemas com a história, mas seu texto ainda é bom. Ao menos, tivemos um episódio melhor essa semana.
Já ultrapassamos a metade da temporada. Já está na hora de trazer de volta a Red Flag e de começar a trabalhar mais intensamente as relações entre os personagens.
Sequencia Alpha: O finalzinho com a cafeteira foi um exemplo do quanto a série pode ser gostosa de assistir.
Alphas em Frases: Rachel para a cafeteira falante: – Será que ela me dá conselhos sobre os homens?
O Alpha do Dia: Gary na cabeça, novamente! As seqüências com o táxi foram muito bacanas.
Prêmio Pieguice: Alerta vermelho para aquele inseto sobrevoando o carro de Skylar. Não sei por que, mas não gostei daquilo.













