The Dying of the Light (A morte da luz, em tradução livre), foi o 99º episódio de The 100. Qualquer série que chegue a esse impressionante número passou por altos e baixos e aqui não é diferente; mas para nossa decepção, como fãs da série, um dos pontos baixos é sua reta final, tornando esse emblemático número, algo amargo. Quando foi anunciado que a sétima temporada seria a última, esperávamos uma temporada de 13 episódios, porém, ganhamos um acréscimo de 3. Não sei vocês, mas acredito que isso fez mais mal do que bem. Tivemos muitos fillers, ao longo da temporada, e agora temos uma correria, um senso de urgência para a conclusão. Bem, pelo menos, deveria ser assim. No capítulo dessa semana, os roteiristas resolveram criar algo mais pessoal para provocar o emocional do telespectador e nisso, eles tiveram muito êxito. As ações foram divididas em duas frentes: Bardo e Terra. E já adianto, considero esse um dos episódios mais pesados que The 100 já apresentou. Sem mais enrolação, vamos ao episódio.

O episódio começa exatamente onde seu antecessor parou. Na Terra, Clarke e os outros lidam com as consequências da explosão no bunker e da escolha de Madi, de se entregar ao Pastor. Logo no início do episódio, os roteiristas resolveram adicionar uma nuvem de incertezas sobre o casal remanescente da série: Murphy e Emori. Confesso que achei desnecessária essa construção. Ao longo dessa sétima temporada, a dupla alcançou sua redenção. Inicialmente vistos como pessoas de caráter duvidoso, aqui eles provaram como amadureceram. Deixando o egoísmo de lado, eles passaram a se preocupar com as pessoas ao seu redor, sendo uma das poucas coisas boas desta temporada. Emori tornou Murphy uma pessoa melhor e vice-versa. A relação deles cresceu a olhos vistos e me pergunto: porque destruir ou cogitar fazê-lo faltando apenas um episódio para a série terminar? Esse tempo de tela poderia ter sido melhor gasto discutindo ou mostrando o que é a tal guerra final (ou teste). Sei que situações assim servem para aprofundar os personagens, mas não temos mais tempo para isso. Ao abrir muito o leque, a série deixa pontas soltas que nunca serão amarradas já que o fim está próximo. Para não dizer que só tenho reclamações dessa parte do episódio, quero abrir um parêntese sobre Raven. Sua relação com Murphy e Emori é belíssima e a série poderia ter se aprofundado nisso. Depois de todas as desavenças que eles tiveram ao longo dos anos (tiro, brigas, reator), vê-los lutar lado a lado para garantir a sobrevivência de Emori foi emocionante. Ponto para Richard Harmon, Luísa d’Oliveira e Lindsey Morgan que entregaram atuações contundentes, transmitindo todas as emoções que o momento exigia.

Do outro lado do bunker, Clarke tenta encontrar uma forma de chegar até Madi. Aqui os roteiristas deixaram claro o estado emocional de sua protagonista. Depois de tudo o que ela perdeu, perder Madi seria seu fim. Ela não tem mais ninguém, sem Madi, ela não seria nada. Usando os nanos chips deixados por Sheidheda, Clarke e Octavia tentam ir para o Bardo, mas sem sucesso. Foi doloroso perceber que parecia não haver esperanças. Quero deixar aqui registrado meus parabéns para todo o elenco da série. As atuações foram magníficas. Os olhares e as expressões conseguiram transmitir toda a tensão daquele momento.

No Bardo, vemos Madi ser colocada no M-cap por Levitt e o Pastor. Começa aqui uma jornada dolorosa de acompanhar. Não sei vocês, mas já considero Cadogan um dos personagens mais desprezíveis de The 100. Sei que já tivemos Mounth Weather e ALIE, mas suas ações tinham um norte, coisa que não acontece aqui, porque continuamos sem saber o que a Transcendência ou a Guerra Final. Isso torna o discurso do Pastor megalomaníaco e sem sentido. Em nome de sua crença, ele está disposto a qualquer coisa. E é exatamente isso que aconteceu. Para conseguir o código, ele tortura Madi a deixando em estado vegetativo. Isso foi tão pesado e doentio. Muitos vão usar do velho argumento: The 100 é uma série de sobrevivência e essas coisas acontecem. Sei bem disso e não esqueci de outras decisões chocantes do show, porém, não nos esqueçamos que essas decisões ocorreram em contextos diferentes, com significados diferentes. Novamente, a morte, em uma série de sobrevivência, não é o problema. O problema reside em como isso é feito. E as mortes que aconteceram até aqui parecem sofrer desse mal (Bellamy e Gabriel, estou falando de vocês).

Enquanto Madi estava sendo torturada, Levitt consegue ativar os nanos chips e trazer Clarke e Octavia para o Bardo. E aqui vai mais um questionamento, se Levitt conseguiu enxergar as atrocidades feitas pelo Pastor, como Bellamy se deixou convencer tão rapidamente? Cada episódio que passa, esta decisão parece mais controversa. Então, quando Clarke, enfim, chega até Madi, encontramos a menina em estado vegetativo. Isso foi tão doloroso de ver. Clarke fica inconsolável ao perceber o que aconteceu. Confesso que chorei profundamente nesta cena. Depois de tudo que ela fez para manter a filha viva e salva, nada mais natural que se desesperar. Acredito que a escolha de Jason Rothenberg foi a pior possível. Caso ela já estivesse morta, a pancada viria de uma única vez, mas ela ainda está viva e consciente, mas sem possibilidade de retorno! Isso é muito sádico. Clarke é colocada, novamente, em uma posição impossível. Sorte a nossa que Octavia estava lá e a impediu de realizar tal ato. Este é um peso que nenhuma mãe deveria carregar.

The Dying of the Light representa exatamente o que seu título quer dizer: a morte da luz. Os personagens que acompanhamos por tantos anos encontram-se diante de um beco sem saída, onde as possibilidades de sobrevivência são ínfimas. Falta um episódio e a única coisa que desejo é que quando chegarmos ao fim do túnel exista uma luz, por menor que ela seja. Não deixem de comentar e até a próxima semana.

Admirando o novo mundo e outras curiosidades

– Caros amigos e amigas, Sheidheda continua vivo. Ele é imortal, tenho quase certeza disso agora.

– Niylah e Echo não aparecem, portanto, não sabemos o que aconteceu com elas.

– Jordan continua batendo na tecla que tudo não passa de um teste, se assim for, acredito que Clarke será a representante da raça humana.

– E pergunta segue: o que é a Guerra Final?

– Cadogan descobriu o código que Becca tanto lutou para esconder, mas meu questionamento continua: por que deixaram tudo para um único episódio? Tudo que for apresentado parecerá raso.

– Esse episódio sacramentou o destino da nossa protagonista, não sei vocês, mas acredito que Clarke não terminará a série viva.

REVISÃO GERAL
Nota:
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the-100-7x15-the-dying-of-the-lightFalta um episódio e a única coisa que desejo é que quando chegarmos ao fim do túnel exista uma luz, por menor que ela seja. Não deixem de comentar e até a próxima semana.