Vocês não sabem como eu gostaria de começar uma resenha de Haven dizendo o quanto o episódio foi bom. Mas a série dá um passo pra frente e cinco pra trás.

Spoilers Abaixo:

Depois de alguns progressos no episódio anterior, em que nos despedimos de Audrey Number Two (já estou arrependido de ter reclamado dela… sua presença pelo menos não deixava o episódio ser tão comum), voltamos para o que parecia ser o início de um novo caminho para Haven. Mas que, no entanto, só parecia mesmo.

O episódio dessa semana (e sua piadinha aparentemente involuntária com o título de Parks and Recreation) foi tão intermediário que deu raiva. É sabido que as séries mitológicas costumam ter isso. Aqueles episódios de assentamento que ficam situados entre grandes eventos e que costumam nos deixar ainda mais ansiosos. O problema é que Haven não é uma série de “grandes eventos” e quando parece que as coisas vão andar, vem uma ação intermediária que coloca o programa naquela rede de segurança que pode até funcionar pra uma galera que não espera muito da série, mas que pra mim, não cola.

O caso da semana foi aquilo de sempre: “problemáticos” sendo procurados e no final das contas, o responsável age indiretamente. Foi tudo tão insípido que eu fiquei me perguntando sobre o quê eu ia escrever.

Ah sim, teve o Jason Priestley. O nosso eterno Brandon Walsh adentrou o elenco para viver um personagem com uma particularidade interessante: ao contrário de seu pai, ele detesta que todos sejam tão interessados por ele. Rolou um climinha com a Audrey e vamos ver se a tensão entre ela e Nathan aumenta por conta disso. Não seria uma grande novidade, mas eu já estou apelando pra tudo.

Duke foi lá com aquela “super ex-mulher que não diz a que veio” procurar pistas de sua morte anunciada. Acharam uma caixinha aparentemente endereçada a ele, mas que como tudo em Haven, se apresenta para se perder no tempo. A primeira temporada lançou mistérios e terminou sem resolver ou avançar nenhum. A segunda temporada, pelo jeito, vai pelo mesmo caminho. Claro que eu sei que as perguntas são lançadas não para respostas imediatas, mas sim para a criação das expectativas. A questão é que mesmo uma pergunta sem resposta, precisa de um incentivo na criação dessa ansiedade. Haven não faz isso. Ela lança uma, esquece, lança outra, esquece… E agora só temos mais uma pra levar adiante. Aliás, pensando bem, vamos ser justos. A coisa da tatuagem até que sofreu uma ligeira evolução. Mas por favor, roteiristas! Ajudem a gente aqui… A gente quer gostar de Haven. Pra valer!

Tivemos uma sugestão sobre o motivo pelo qual tanta gente vive morrendo em Haven e ninguém fala nada, mas ainda fico me perguntando como é que aquela operação de limpeza faz para mascarar a quantidade imensa de eventos catastróficos que desfilam pela cidade e que seriam impossíveis de disfarçar com uma simples manipulação jornalística.

Minhas esperanças agora residem na semana que vem. Quase metade da temporada já rolou. As coisas precisam esquentar… Precisam.

Haven não é só defeito: A sessão “Haven não é só defeito” não encontrou material justo essa semana.

 “Problemático” do dia: Sou só eu que acho ou o Eric Balfour faz cara de “garanhão” o tempo todo?

Prêmio pieguice: A sessão “Prêmio pieguice” não tinha orçamento para tantos troféus.

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