The 100 encerrou seu sexto ano de maneira alucinante. Para os fãs, o sentimento é agridoce, pois, sabemos que este é o começo do fim. É inegável que esta temporada revitalizou o show, porém, temos que admitir: é chegada a hora de dizer adeus. Os bons shows sabem a hora de colocar um fim a sua trajetória, para garantir um bom legado. Diante disso, vamos analisar como a série deixou as coisas para seu último ano.

Como já havia previsto, na review anterior, The Blood of Sanctum, desenrolou sua trama em duas frentes: Espaço e Santuário. Russell iniciou um protocolo de ajuste, durante sua fuga. Aqui podemos compreender como isso realmente funciona. Utilizando-se de um ritual, os ajustadores deveriam garantir que só restassem os crentes em Sanctum. Misturando sangue e a toxina do Sol Vermelho havia apenas duas alternativas: morrer ou aceitar a divindade dos Primes. Mesmo depois da “verdade revelada”, as pessoas se mantinham presas às suas crenças. Podemos considerar isso algo absurdo, como Bellamy pontuou, mas admitir que sua vida inteira é uma mentira pode ser ainda mais doloroso. Quantos momentos na história não são prova disso? Imaginem as pessoas que viveram durante o período da Alemanha Nazista, seguiram cegamente as ordens de Hitler e assassinaram milhares em nome de uma pretensa “superioridade ariana”. Muitos concordavam com o que era feito? Sim, mas garanto que muitos preferiram enterrar no fundo das suas memórias, as atrocidades cometidas. Bellamy e cia são capturados, mas são salvos pelo gongo, quando Murphy e Emori, se passando por Primes, salvam os seus amigos. A partir desse ponto, eles são colocados diante de um dilema: nos salvamos e deixamos os outros para trás ou salvamos todo mundo? Octavia é a primeira a apoiar Gabriel e eles saem em busca de garantir a salvação de todos. A mensagem dessa temporada foi clara: para serem melhores, não basta salvar os seus, mas todos.

Bellamy, enfim, perdoou sua irmã. Esse foi um dos presentes desse episódio. Os caminhos percorridos por eles, nesta temporada, foram extremamente tortuosos e espinhosos, mas é impossível não notar como eles evoluíram, principalmente, Octavia. De Bloodreina, sem nada a perder, vimos ela atingir um novo nível de altruísmo aqui, mesmo que seu final tenha sido um tanto agridoce (falarei mais disso no final). Vê-los juntos, lutando lado a lado foi gratificante. Não só eles, mas Echo também. Analisando The 100, como um todo, confesso que nunca imaginei ver esse trio como uma família, mas foi exatamente isso o que eles se tornaram.

Outro personagem que merece menção é Murphy. Este é um dos personagens mais complexos das séries que assisto atualmente. Você nunca sabe onde ele irá jogar. Egoísta e altruísta, ao mesmo tempo. John é a máxima expressão do que podemos chamar de humano. Ele lutou tanto para conseguir a tão sonhada imortalidade, mas o vimos arriscar isto para fazer o certo. Sua personalidade imprevisível é o que o torna uma das figuras mais intrigantes de The 100. Fico feliz por seremos agraciados com sua presença na última temporada (confesso que temi por seu destino).

No Espaço, a luta foi ainda mais intensa. Estas foram as melhores partes desse episódio. Os Primes tomaram a nave e discutem as suas opções. Russell quer viajar para o Planeta Beta, aproveitando da criogenia e da possibilidade de usar aqueles que estão “dormindo” como novos hospedeiros e subordinados. Para isso, querem apagar a mente de todos, provocando um novo genocídio. Diante disso, Clarke é obrigada a revelar sua verdadeira identidade. Ela pega o cilindro contendo o soro e decide jogá-lo no espaço. Simone tenta enganá-la e se passa por Abby, mas logo é desmascarada. Colocada em uma situação difícil, Clarke é obrigada a ver a mãe morrer novamente.

Preciso dizer, Clarke e suas alavancas. Desde o início do show, a personagem é colocada diante desse recurso para tomar decisões difíceis. Na primeira temporada, ela autoriza Raven a explodir 300 grounders. Na segunda temporada, ela puxa a alavanca e extermina as pessoas de Mounth Weather. Na terceira temporada, ela destrói Alie e a Cidade da Luz. De todas essas situações, acredito que essa tenha sido uma das mais difíceis para personagem. Por mais que ela soubesse que Abby já estava morta, abrir a escotilha e flutuar os Primes, junto com Simone, vai deixar marcas profundas na personagem.

Na outra frente, Sheidheda tenta de todas as formas manter-se vivo, propondo, inclusive, uma aliança com Russell. Desesperado, ele aceita e acorda os Wonkru. Quando tudo parecia perdido, Clarke dá uma última cartada. Ao ameaçar tirar sua própria vida, ela tenta fazer Madi retomar o controle. Eliza Taylor foi brilhante nesse momento. Podíamos sentir sua dor e angústia. Seu desespero era evidente. Confesso que esse foi o único momento que me incomodou. Toda vez que a personagem está sobre uma situação extrema, ela aponta uma arma para sua cabeça. É preciso encontrar outras saídas. Além disso, a resolução foi muito simples. Poderiam ter mostrado, Madi tentando resistir e não a solução conveniente que nos apresentaram. No entanto, esse não era o fim. Era preciso tirar Sheidheda da cabeça de Madi. Entra em cena, Raven e sua expertise. Enfim, Madi fica livre do seu demônio, mas não é mais uma Comandante. A Chama foi destruída, para sempre. Gostei dessa resolução. Isso abrirá possibilidades para quem deverá governar Wonkru na próxima temporada. Teremos eleições? Ou o mais forte vai liderar? Estou ansiosa por isso.

Quando tudo parecia resolvido e um momento de alegria e reencontros foi concedido aos nossos personagens, somos lembrados da peça que falta neste tabuleiro: a Anomalia. Gabriel, Bellamy, Octavia e Echo partem para tentar entender o significado da tatuagem e como ela se encaixa neste mistério. Depois de inserir um código, uma moça aparece e para nossa surpresa é a filha de Dyioza, Hope, mas nada nos preparou para o que ela fez: Octavia é esfaqueada e é levada pela Anomalia. Qual é o sentido desse ato? Quais segredos essa Anomalia esconde?

Um mundo de possibilidades se abriu para derradeira temporada. Temos mais 16 episódios e muitas respostas a serem dadas. Obrigada a todos que me acompanharam nesta cobertura. Obrigada a minha amiga Vera Tocantins e seus insights valiosos. Obrigada ao Michel Arouca por abrir esse espaço para mim.

Não deixem de comentar e até a próxima cobertura. May weet me again!

> EUPHORIA, o que foi aquele final??

Admirando o novo mundo e outras curiosidades

Toda vez que a Clarke está diante de um momento de grande tensão emocional, alguém cita a Lexa para afeta-la ainda mais. Jogo baixo, senhores roteiristas, deixem a Lexa descansar em paz.

– Lola Flanery atuou de maneira magnifica. Apesar de ser uma atriz jovem, ela conseguiu segurar com maestria os momentos mais tensos.

O abraço entre Clarke e Raven foi emocionante. Depois de tantos atritos, ao longo dos anos, vê-las se perdoando foi maravilhoso.

– Jordan apareceu e claramente não mais o mesmo. O protocolo de ajuste parece ter feito efeito no rapaz e sua atitude com Bellamy me deixou com a pulga atrás da orelha. O drive resgatado por ele é de Pryia. Ele será um antagonista do grupo na próxima temporada?

– Sabemos que Russell não morreu, Jordan recuperou o drive de Pryia. Será que teremos uma reação dos Primes na próxima temporada?

– Raven retirou Sheidheda de Madi, mas ele se transferiu para algum lugar. Tenho certeza que veremos mais disso novamente.

– No final das contas, Abby foi flutuada como Jake e Kane. Triste coincidência.

– Com certeza, teremos algo relacionado a manipulação temporal na 7ª temporada. A aparição de Hope só confirmou isso. Não sei como isso será apresentado na série, mas confio que será algo crível.

– Façam suas apostas: quem será x novx governante de Sanctum?

REVISÃO GERAL
Nota:
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