No oitavo episódio de sua segunda temporada, Sob Pressão abordou, mais uma vez, temas pontuais e bastante pertinentes do século XXI, não é mesmo?! Primeiramente, devo dizer que eu modifiquei a minha palavra de elogio, sendo agora, não mais emocionante e sim, eletrizante! Gente do céu: a mulher colocou fogo no marido dentro do hospital! Como assim, produção?! Ainda bem que o fogaréu não perdurou por muito tempo, pois as consequências seriam drásticas. Contudo, isso é assunto para depois. Voltemos ao início:
Tudo começa com Evandro tomando remédio, mais uma vez, infelizmente, devido ao seu vício. Sem vergonha alguma, ele faz o uso dos comprimidos estando ao lado de Carolina, que finge estar dormindo para pegá-lo no “pulo do gato”, ou, simplesmente, no “pulão”, do ato. Esperta como é, ela deixa pra dar o ultimato mais tarde e, claro, também deixo pra falar disso mais pra frente, afinal, os dois merecem uma atenção especial.
O caso da semana girou em torno de um prédio, de quatro andares, que desabou próximo ao Hospital Luis Carlos Macedo (aqui eu peço desculpas a todos, pois, em reviews passadas, eu disse que o nome do hospital era Nossa Senhora das Dores. Acontece que esse nome era do verdadeiro hospital, quando estava em funcionamento. O fictício tem até o apelido de “Macedão”). Dentre os vários feridos, tivemos a história de dois casais vizinhos que se unem, por conta de uma traição, e uma senhora, um tanto fofa, ao lado de seu cão, ou melhor, “filhinho”. No primeiro caso, temos Gelson (Julio Freire de Malhação), um homem desempregado que espera a mulher sair para trabalhar, com o intuito de pular a cerca, junto à Leila (Karen Julia), também moradora do edifício. A “sorte” dos dois é tamanha que o prédio desaba com eles juntos na hora “H”. Só não entendi uma coisa: como a cortina ficou enrolada no corpo dela, sendo que a cama tinha uma certa distância da janela?! Se eu comi mosca, por favor, leitores, me expliquem!

Quem não comeu mosca alguma foi a esposa de Gelson. Daisy (Dani Ornellas de Liberdade, Liberdade) sacou na hora o que estava ocorrendo entre os dois, quando a vizinha dá entrada ao pronto-socorro e, em um momento de desespero, ateou fogo no marido! Socorro! Quão chocante foi essa cena, Rede Globo?! Depois que o fogo cessou, as pernas do homem, na região da virilha, ficaram bem queimadas e, com certeza, não foi uma dor agradável. É claro que nada justifica essa ação, mas o sentimento de traição deve ser horrível e Daisy sofreu em dobro, tanto pelo acidente quanto pela infidelidade do marido. Todavia, ela colocou não só a vida de Gelson em risco, como a de todos os pacientes presentes daquela ala hospitalar. Tudo deve ser resolvido na base da conversa, afinal, a violência não leva a nada, segundo os conselhos do Dr. Evandro à Daisy. Ele tem plena razão, mas conversar com Carolina sobre o seu problema de depressão ele não quer não, né?!
Já a segunda paciente, Maria Inês (Camille Di Paula), é uma jovem, de 14 anos de idade, que engravidou pelo descuido de não ter usado preservativo, ao lado de seu namorado, Ednaldo (Marlon Queiroz de Malhação, seu Lugar no Mundo). Ao sentir fortes dores na barriga, Dr. Carolina logo desconfia e pede um ultrassom e confirma o diagnóstico na adolescente. A mãe da menina, Marta (Cintia Rosa de As Cariocas) fica preocupada com o futuro da filha, uma vez que ela, também, teve a Maria Inês muito cedo. Entretanto, o que vale ser ressaltado aqui é a atitude de muitos pais, assim como Marta, têm, ao não conversarem com os seus filhos sobre sexo. Seja por receio, por medo, por não enxergar que a criança já não é tão criança assim, os pais não têm um diálogo aberto e íntimo sobre o tema. É importante falar sobre camisinha, prevenção de DTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e, na abordagem, sobre gravidez, para que ninguém seja surpreendido com uma notícia inesperada. Como o Dr. Décio falou sobre os novos papais: eles devem ser tratados como adultos. Hoje em dia não é de se estranhar jovens amadurecendo precocemente e começando tudo muito cedo! O que deve ser feito é ter uma conversa esclarecedora, sem rodeios, como o seriado faz, sem medo.
A terceira e última paciente foi a senhora Dona Terezinha, também, moradora do prédio. Ela machucou muito a cabeça, mas com o carinho do Dr. Charles foi bem cuidada e o sangue estancado. No entanto, ao invés de ficar em repouso, descansando, ela foi em busca do seu “filhinho”. Mas quem seria essa pessoa, que ela tanto chamava, minha gente?! Detalhe: ela morava sozinha. Até acharam que fosse alucinação da idosa, mas pelo contrário: de repente, sobe as escadarias do hospital, um cão, bastante esperto, por sinal, que vai em direção à Dona Terezinha, e acaba subindo na cama. Quão fofa e amorosa foi essa cena, não é mesmo?! Os cães são sim os melhores amigos do homem, não temos dúvida disso!

No outro lado da história, tivemos mais um capítulo na parte da Corrupção. Dessa vez, o Dr. Samuel dá uma de Sherlock Holmes e vai investigar o que está ocorrendo no seu local de trabalho. Em um bar, ele marca um encontro com Braga, ex-fornecedor de materiais ao hospital. Ele reclama que Renata não está comprando mais nada em sua mão e, além disso, Roberto, o assessor do Secretário de Saúde da cidade do Rio de Janeiro, não está facilitando a sua vida. Daí, Samuel é certeiro e pergunta o que está havendo. Resultado?! Renata está no “esquema do colarinho branco”, superfaturando os utensílios que chegam, ao ganhar um extra por fora. Detalhe: o esquema envolve várias pessoas e empresas (de fachadas, com certeza) que juntas, são de um só dono, o empresário Sérgio Menezes, já visto no sexto episódio dessa temporada. Se já não bastasse tudo isso, ao confrontar Renata, o Dr. Samuel leva desaforo, ao ouvir que isso é, segunda as palavras da diretora, “ética no mercado”. Eu não sei vocês, mas me deu uma vontade de entrar na tela da televisão e jogar umas verdades na cara dela. Uma frase que define isso tudo, vem da minha sábia melhor amiga: “seria engraçado se não fosse trágico” – PAGANO, Gabriela. Além disso, a intragável da Renata disse que corrupção é o que o Dr. Evandro faz, ao utilizar os remédios do estoque da farmácia, destinados aos pacientes. Jogar a culpa no coleguinha é muito fácil, né, bonita?! Mas a senhora sabe que o nosso McDreamy brasileiro está doente?! Que ódio profundo! Que esquema absurdo! Ainda vai dar o que falar isso tudo, aposto. Não é de hoje que eu estou batendo nessa tecla, não! Por falar nisso, fortes emoções vem por aí na semana que vem. Não deixem de ler as observações no final, hein?!
Para finalizar a review, pelo menos na parte argumentativa, pois os post scriptum (vulgo p.s.) vêm aí de montão, não posso esquecer no nosso casal: #Cavandro. Nessa semana, os dois não tiveram uma briga feia, mas foi uma certa tensão, já que Carolina, desde o episódio anterior, estava ressabiada com Evandro por conta dos remédios. A feição dela para com ele exemplifica, perfeitamente, aquele meme, do famoso Chapolin Sincero, em que a pessoa mente, mas você já sabe de toda a verdade. Com isso, ela o confronta, mas ele deixa a conversa para depois, devido à urgência em atender o paciente todo queimado pela esposa. Ainda bem que a conversa ficou para depois, afinal, nos rendeu uma das mais belas cenas da teledramaturgia brasileira: Evandro chorando, profundamente, na banheira, enquanto Carolina o abraça, confortando-o. Quem não se emocionou aí?! Lágrimas rolaram, obviamente, pois não basta serem ótimos atores, a verossimilhança foi impecável, sendo a redenção de Evandro. Tomara que agora ele possa procurar ajuda e melhorar, pois queremos o bem não só dele, mas, também, do nosso casal.

p.s.1: “País sem esgoto! Corrupção profunda.”. – FAGUNDES, Dr. Samuel. Essa foi uma das frases mais significativas ditas no episódio. Será que um dia terá fim?!;
p.s.2: O bonitão do Dr. Henrique, além de participar do esquema de corrupção, joga a responsabilidade de contar a situação de saúde dos pacientes à família, para Carolina. Falta de ética é pouco nisso. Mais um ranço, claro!;
p.s.3: O marido da Leila, Mariano (Pedro Gracindo de Milagres de Jesus) foi o responsável pelo acidente que desabou o prédio, uma vez que ele não tinha licença, documentação, alvará e afins para realizar a reforma. Que perigo, né?! Ainda bem que ninguém faleceu! #Amém;
p.s.4: Por falar em Leila, a atriz que a incorporou, Karen Julia, é a cara da intérprete de Jane Villanueva, em Jane the Virgin, Gina Rodriguez. Se fossem irmãs não pareceriam tanto;
p.s.5: Eu esperava mais do episódio, no que diz respeito em mostrar cenas drásticas no local do acidente, como houve no terceiro episódio, com a queda do ônibus no viaduto. Tudo bem! Eu me contento com o que foi mostrado, porque o que será mostrado semana que vem, promete chocar a todos:
p.s.6: À princípio, devo dizer, caro leitor, que você deve separar os lenços para a próxima terça-feira, dia 04 de dezembro, pois fortes cenas estão por vir. Não vou dizer mais nada, pois os spoilers são inimagináveis. Corra risco por sua conta aqui!;
p.s.7: Sob Pressão, para que não sabe, está se tornando, a cada semana, um dos maiores sucesso nos Trends do Brasil no Twitter. Muitos são os elogios à produção, à história e, principalmente, aos atores, merecidamente, óbvio;
p.s.8: Tal mérito, nas Redes Sociais, virou indicação, aliás, indicações, no Troféu APCA da Associação Paulista de Críticos de Arte. Marjorie Estiano concorreu na Categoria Melhor Atriz. Já Julio Andrade está na Categoria Melhor Ator, enquanto Sob Pressão concorre à Melhor Dramaturgia. Três indicações é o mínimo, visto que a série, injustamente, não está entre os Melhores do Ano 2018 do Domingão do Faustão, como eu já disse em cenas anteriores. A entrega dos troféus ocorrerá na 62ª cerimônia da premiação do APCA, no primeiro semestre de 2019. Ficaremos na torcida, não é mesmo?! #JáGanhou;
> You, Bodyguard, Homecoming – DICAS DE SÉRIES IMPERDÍVEIS!
p.s.9: Serviço de Utilidade Pública da Semana: Gravidez na Adolescência: Informe-se para prevenir. Procure o serviço de planejamento familiar no Posto de Saúde mais próximo.















