Uma luz no fim do túnel
Rebels chega ao seu mid-season finale com um ótimo episódio, depois da sábia decisão de retornar ao seu formato original de exibição.
“Rebel Assault” apresenta uma nova tentativa de ataque da Rebelião à Lothal com o intuito de destruir a fábrica que está desenvolvendo os novos TIE defenders.
1 – The Light Side.
O ponto alto do episódio foi a perseguição de Rukh à Hera e Mart. Achei que essa sequência foi bastante dinâmica, além de demonstrar que a General tem muito mais recursos que ser apenas um grande piloto.
Também gostei do “jogo de xadrez” entre Thrawn e a Rebelião. Foi interessante ver como o Almirante, mesmo enfrentando manobras bem planejadas por Hera e os seus comandados, foi capaz de se prevenir de todas as ações de seus inimigos. Finalmente vimos o quanto esse personagem é um brilhante estrategista.
Outro destaque foi a batalha aérea. A sequência de combate entre os caças da Rebelião e as naves Imperiais foi excelente, com boas cenas de ação e momentos de tensão, que são raros em Rebels. Acredito que o fato de termos pilotos “descartáveis” permitiu que a sensação que os Rebeldes poderiam ser derrotados fosse real. Afinal, se os caças rebeldes estivessem sendo pilotados apenas por membros da tripulação do Ghost é certo que ninguém correria risco de ser morto.
2 – The Dark Side.
O único ponto negativo do episódio foi a cena em que Mart, o piloto rebelde resgatado por Hera, desviou dos tiros dos Stormtroopers. Sim, nós sabemos que a falta de mira dos soldados imperiais é lendária, mas achei fora do tom o fato do piloto ter desviado daqueles que pareciam ir em sua direção. Teria Mart sensibilidade à Força? Afinal, somente alguém com reflexos Jedi seria capaz de algo similar, e como acredito que não foi o caso, penso que houve um erro no desenvolvimento dessa sequência.
Apesar da minha insatisfação com a quarta temporada de Rebels até o momento, fiquei muito feliz com esse episódio. Acredito que o retorno ao seu formato original, com episódios de vinte e dois minutos em média, ajudou ao desenvolvimento de uma trama ágil, com boas cenas de ação e um ótimo cliffhanger. Apesar de suspeitarmos que Hera deva ser resgatada em breve, já que há a participação de um “General Syndulla” em Rogue One, gostei de vermos que nossos heróis sofrem grandes derrotas, como essa nova tentativa de ataque à Lothal. Agora é torcer para que o restante da temporada consiga manter a qualidade desse episódio.
Observação final:
1 – Gostei de poder assistir a um bom episódio em que o foco não ficou em Kanan e Ezra. Sempre achei que Hera merecia mais destaque, já que é a líder do grupo.















