Após o imenso gancho deixado ao final do último episódio, era hora de Maura ir ao encontro de seu pai em Cool Guy, e lá foi ela, acompanhada de Ali, ao ansioso encontro com o velho Moshe. E logo ali, momentos antes de cortar para os créditos de abertura, observamos o rosto incrédulo e frágil de Maura ao reencontrar o seu pai, conseguindo perceber o quão agitado o seu pensamento está, com a sua espinha está gelada. Uma expressão tão pura quanto a série, Jeffrey Tambor é um mago.
Percebi um claro desapontamento de Maura em relação à reunião com Moshe e as expectativas prévias sobre esse momento, mas toda a impressão ficou para trás ao vermos a conversa em que o velho Pfefferman revela a verdade sobre Gittel, tia de Maura. Um impacto forte na mulher, que se antes pensava que estava sozinha nessa batalha pessoal, agora percebe que alguém na família passou pelo mesmo caminho. Conhecer alguém ajuda tanto quanto se aceitar, ás vezes se torna o primeiro passo para isso.

A cena final em que Maura abre o seu coração para Ali foi um dos momentos mais lindos da série. Tambor mais uma vez dominou o momento e transmitiu toda a sinceridade dos sentimentos em sua voz e expressões. A caminhada seria mais fácil se tivesse descoberto antes, mas mesmo assim, agora dá uma força a mais para seguir adiante.
Em meio ao domínio e foco da história em Moppa, Ali se tornou apenas uma personagem coadjuvante, mas sem perder toda a sua importância na trama. Como já falei, ela é a filha de Maura que mais tem essa sensibilidade e questionamentos sobre a sexualidade, com conflitos no passado e uma mente aberta para o tema. A notícia não teve o mesmo impacto do que em sua mãe, mas com certeza a ajudou bastante para se conhecer melhor.
Ainda na parte do trabalho emocional do paciente, Josh deu um passe a mais na luta contra o seu luto e contou para o seu grupo de apoio sobre o seu passado com Rita. É doloroso ver o jovem machucado daquele jeito, e cada sentimento do personagem é transmitido maravilhosamente bem por Jay Duplass. A cena do depoimento foi simplesmente mágica, com direito a um enquadramento simétrico lindo e encaixado com a emoção da cena.

Mesmo com tudo isso, a cena em que eu percebi que ele atingiu o fundo do poço foi a tentativa falha de se masturbar, sem nenhum estimulante visual e auditivo, seja em revista ou vídeo, apenas olhando para a janela e tentando tirar o fantasma de Rita da sua mente, que já está conseguindo atrapalhá-lo nessa tarefa tão pessoal. Piada a parte, espero que ele não caia num caminho sombrio.
Enquanto isso, Sarah consegue o que quer e acaba organizando um threesome com Lila e Len, o que me deixou surpreso até, pois não enxergava o marido participando dessa fantasia da esposa. Gostei do rumo que isso tomou, com a oficialização de um casal à três entre os personagens, como se Lila fizesse parte do casal agora. Vamos ver até onde isso vai durar de uma forma pacífica e sem complicações, o que é certo que acontecerá.
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A seção mais divertida dos 20 e poucos minutos foi o sucesso de Shelly no Improv, impulsionado pela discussão que teve com Josh anteriormente. Finalmente a personagem está se sentindo livre para se divertir, sem colocar qualquer obstáculo ou responsabilidade para aproveitar os momentos. O sorriso aberto no rosto da Judith Light é algo para melhorar o dia de qualquer um.

Assim como o último episódio, Cool Guy se encarrega de construir a entrega de uma notícia impactante, só que desta vez, surpreendendo apenas os personagens. A diferença é que o quarto capítulo esteve recheado de uma carga e estudo emocional de dois personagens importantes: Josh e Maura.















