A grande nova aposta da HBO faz seu debut e em um episódio demasiadamente longo e fica claro que The Deuce ainda não conseguiu mostrar a que veio.

O elenco estelar não basta para que o roteiro funcione, mas ele ajuda e muito. Contando com atores consagrados da cena cinematográfica como James Franco e Maggie Gyllenhaal, a série promete contar sobre a explosão da indústria pornográfica dos anos 70. New York, 1971. O cenário por si só já lança altas expectativas, o glamour e as histórias dos 70’s são alvos de produções televisivas e cinematográficas desde sempre. As drogas, o sexo, a barreira quebrada com maior liberdade quanto a esses temas são atrativos para que contem histórias baseadas na época. E com The Deuce, não é diferente. 

Vincent Martino, um típico ítalo-americano com uma família para sustentar, até que o irmão gêmeo com sua vida inveterada, começa a ser parte dos seus problemas. Frankie Martino é o que se espera de um fanfarrão, enquanto Vin – não que este seja a imagem da pessoa perfeita – tenta prover para a família em um modo de vida mais mundano e comum. 

Maggie Gyllenhaal em The Deuce
Maggie Gyllenhaal em The Deuce

Os personagens se cruzam em determinados pontos, porém, tudo ainda parece um tanto aleatório. Talvez o problema tenha sido a duração do episódio ou até mesmo a abordagem feita na parte introdutória para cada um deles, mas isso não foi o suficiente para atrapalhar o andamento. Como a industria pornográfica não é pra qualquer um, o plot com as prostitutas e pimps de New York tinha que ter seu lugar mais que especial. Desde cafetões comparando-se ao presidente Richard Nixon, a trabalhadoras passando apuros com clientes regulares (Darlene) ou explicando como os negócios funcionam (Candy). Essa parte da ambientação da história foi bem contada, com destaque a Candy, personagem de Maggie Gyllenhaal. 

> EMMY 2017 📺🏆 3 SÉRIES IMPERDÍVEIS | SM Play #67

O bar de Vin e a conexão com Abby, foi uma maneira natural de apresentá-los, só que ainda não parece certo o que acontecerá entre eles. A trama da NYU (Universidade de New York) e os conflitos de Abby parecem encaminhá-la para um envolvimento com Vin e a empreitada na nova indústria. Para um um episódio piloto, o ritmo mais lento funciona, mas a duração foi algo que incomodou por não ter conseguido desenvolver tanto quanto tinha potencial. Os personagens parecem bons e essa parte introdutória para conhecer mais sobre eles deu certo, mas acredito que com o próximo episódio, veremos a trama se desenvolvendo melhor, afinal, Vin já mostrou seu dom para o empreendedorismo, com a ideia para bombar o bar e agora só falta a trama mostrar a mesma coisa. 

Pimped 1: as excentricidades de cada cliente começando a ser exploradas, principalmente com Darlene, é uma forma interessante de mostrar mais da personagem.

Pimped 2: personagens como C.C. ficaram bem camufladas e é interessante quando alguém não é exatamente o que parecia.

REVISÃO GERAL
Nota:
Artigo anteriorTeen Wolf 6×17: Werewolves Of London
Próximo artigoNova temporada de Riverdale terá estreia simultânea com os EUA na Warner
deuce-hbo-industria-porno-potencialA grande nova aposta da HBO faz seu debut e em um episódio demasiadamente longo e fica claro que The Deuce ainda não conseguiu mostrar a que veio.