Com tamanha correria nos acontecimentos, Teen Wolf entrega Werewolves Of London, um episódio de transição para os três últimos capítulos da série.
Werewolves Of London foi um desfile nostálgico de personagens na tela. A começar pelo retorno de Jackson (Colton Haynes) e Ethan (Charlie Carver), que agora formam um casal simpático e com química, que encontraram o tom certo de humor nas cenas deles em tela, com um quê bem James Bond.
Em seguida tivemos Deucalion e Peter Hale (cadê Derek e Stiles?!), que ressurgiram para que Scott enfim monte um exército para combater a seita do mal recrutada por Gerard. Pena que o dito protagonista teve que quase perder a mãe para reagir à altura, ainda assim sem disposição para matar caso necessário. Haja paciência! Se até o Homem de Aço de Zach Snyder mata, em uma era de herois ambíguos e cinzentos, não consigo entender por que insistem em manter Scott tão irritantemente idealista!
Confesso que temi que a série seguisse o caminho da redenção para a intragável Monroe. Ela dá a entender durante o interrogatório do Xerife Stilinski que fica em dúvida com relação a seguir Gerard. Porém seu ódio, intolerância e ignorância falam mais alto e ela mantem o discurso contra os sobrenaturais. Desejo nada menos que uma morte bem dolorosa para essa personagem que gosta de ver jovens adolescentes torturados e mortos.

E quão surreal foi ela tomar para si a delegacia? Suspensão de descrença à parte, o acontecimento serviu para reforçar o quanto o medo natural do ser humano pelo desconhecido, realçado pela criatura esfolada sem face (quem será a metade lobisomem dela?), pode provocar ódio e ataques gratuitos. Continua sendo uma ótima alegoria para análise das mesmas ramificações e consequências vividos no universo do real.
Theo fez par novamente com o jovem Liam, mantendo a ótima química dos outrora antagonistas. Liam está literalmente com sangue nos olhos, disposto a ultrapassar mais limites do que o próprio líder alfa Scott a fim de proteger seus queridos, após o vil ataque à residência dos McCall, que aliás deixou bem mais feridos do que eu imaginava: Mason, Lydia e o pai desnaturado de Scott.
Werewolves Of London não me pareceu ter um clímax específico e se encerra de forma quase que abrupta, podendo ser mérito de sua qualidade de imersão e me fazer esquecer o tempo passar, ou de sua incompletude em si. Ainda assim, o episódio passa longe de ser um enfadonho filler, cumprindo sua missão de servir como um capítulo de transição para as duas últimas semanas de Teen Wolf, colocando mais peças no tabuleiro, desenhando o confronto final de homens versus lobisomens.
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Que venha a próxima semana com mais um episódio duplo!















