Parece mesmo que o episódio anterior estava bem fora da curva que vem sendo desenhada para esse final de temporada de Grey’s Anatomy. Voltamos à rotina hospitalar onde nada emociona muito, em assuntos triviais que ao contrário de muitas ocasiões na série, são tratados de forma totalmente desinteressante.
O ponto alto do episódio foi, provavelmente, o retorno da paciente de Alex, grávida do melhor amigo e com câncer terminal. Havia ali, a dose de sentimento que estamos precisando tanto. A dor e a alegria dessa mulher que se tornou mãe e ao mesmo estava exaurida pela doença e todos os seus sofrimentos. A reação de Amelia e de Arizona foi tocante. Sem muitas palavras, muito foi dito e não nego algumas lágrimas derramadas, até quando Owen abraça Amelia no elevador. Aliás, se ela não entende agora que esse homem está ali para ela, haja o que houver, não sei mais o que fará. Ela a vê em pratos, a acolhe e a deixa respirar, em seguida, que é o que ela tem pedido, afinal. Parece que podemos contar com entendimento para o casal, daqui até a Season Finale, ou então, encerremos de vez o assunto e vamos passar para o próximo. Este é um dos casos que não podemos mais alongar.
Nessa seara tínhamos o caso de Maria Edite e Nathan. Foi, finalmente. Tirando da frente essa questão, ficamos com como contar para Maggie que um lance é um lance e, na verdade, não existe ensaio ou jeito fácil além de dizer a verdade. Acho, de fato, que Meredith contou no tempo que achou ser o correto. Não houve maldade. Ela quis poupar a irmã de mais decepções. E Maggie também não estava errada em querer saber tudo desde sempre e tem o direito de estar magoada. Daqui em diante, pelo menos, sabemos que essa questão vai desaparecer, assim como Elisa Minnick que, aparentemente, está amarrada na cama de Arizona e por isso não aparece mais no hospital.
O desaparecimento da personagem prova que ela nem deveria ter surgido, em primeiro lugar e que o ideal é que ela sumisse mesmo, já que nunca foi desenvolvida e ninguém tem o menor interesse em que isso aconteça. Ela ainda é citada como o motivo das brigas no hospital, mas sabemos que o problema no casamento de Richard e Catherine é outro.
Ainda nesse tema, a empreitada de Bailey e Kepner para reunir essa dupla foi…. Patética? Dá para descrever assim. Vou deixar assim, por falta de ânimo para algo tão besta.
Registro aqui um protesto formal, para a afirmação imbecil de Kepner que compara Bailey e Catherine. Só por elas serem chefes dos maridos e, bom, turronas, não quer dizer que sejam iguais ou parecidas além de uma ou duas características menores. Bailey é uma figura humana, maternal. Catherine é a encarnação do mal. Adorei a metáfora dos vermes como se dentro dela vivessem seres ruins. Vivem. São diversos demônios. Richard deveria fugir enquanto é tempo, mas, mais uma vez, temos um casal que brigou e vai dar em nada.
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Quero ainda dizer que achei extremamente antiéticos os momentos em que a equipe de médicos fotografa no meio de uma operação e depois exibe, com orgulho, as provas da desumanização total daquele ambiente. Dane-se a paciente. Vamos fotografar os vermes dela, a barriga dela aberta cheia deles, somos médicos fodões, estamos aqui nos divertindo e só isso importa. Temos, oficialmente a sala de cirurgia com Stories integrado, e é de um mal gosto e desrespeito sem medidas. Aliás, a menina com lombrigas apareceu como caso bizarro, mas vermes são tão comuns que fiquei surpresa com o tratamento. Deve ser coisa de “primeiro mundo” (infelizmente não é exclusividade, né?), chocar-se com um diagnóstico simples, embora constrangedor e fazer dele uma grande piada.















