Fica até difícil escrever uma introdução de um episódio como este de 30 Rock. Digo que tivemos uma citação a Lost? Ou que tivemos Robert De Niro aqui? Tenho muitas e muitas outras opções, neste que foi um dos melhores capítulos da temporada.
Spoilers abaixo:
Primeiro, o roteiro deste episódio foi incrível. Cada referência, cada ideia mais maluca que a outra. E mesmo o plot mais fraco do dia, dos roteiristas (ironicamente), foi bem interessante. Mas claro que sem Tina Fey, Tracy Morgan, Alec Baldwin e companhia para dar vida a tudo isso, nada disso teria tido a cor que teve.
E na pauta deste episódio temos Jack querendo passar na frente das outras emissoras e criar um especial de ajuda a desastres, no momento em que estes ocorrem. Claro que para isso ele decide pré gravar todas as possibilidades de todos os tipos de desastres e assim ter exclusividade na coisa. E quem melhor para pensar em diversos tipos de desastres do que nossa queria equipe de roteiristas.
Mas para entrarmos mais a fundo neste plot, antes temos que introduzir o assunto secundário deste episódio, “Queen of Jordan”. Com o reality da Angie correndo solto, temos uma equipe de filmagem 24h atrás do Tracy Jordan. E em consequência, todos do programa podem aparecer a qualquer momento. Isso transforma o Lutz de tal maneira que, assim como a Liz, me deu calafrios.
Dai começa o efeito dominó na sala dos roteiristas. Eles pensam em diversos tipos de desastres naturais que poderiam ocorrer para o Jack. Cada um mais absurdo que o outro, sendo que o ápice é um tornado numa fábrica de armas. Dai pulam para o que fariam em caso de algo ocorrer com eles. Dai para o Lutz e os assentos de seu carro serem disputados “a tapa” por todos é um pulo. Ajuda muito o plot ele achar que estrela um reality, tipo The Bachelor, com direito a confessionário e tudo. Provável melhor momento dele na série e o final foi só um bônus.
Tracy Jordan é indicado ao Oscar e por isso quer agir de modo exemplar em frente as câmeras. Porém ele se recusa a trabalhar e já imaginamos Liz irritada com isso. Claro que isso gerou momentos maravilhosos com ela usando as câmeras em seu favor. Mas tudo isso é multiplicado com o Tracy achando um modo de burlar o reality ao falar enquanto canta uma música com direitos autorais. Sério, isso foi genial. E olha que estou falando de um plot que teve esses tipos de falas:
“Todos os loucos VIPs têm uma ilha… Nicholas Cage, Celine Dion, Charles Widmore.”
“Estou feliz como um maníaco que quer matar uma mulher.”
E se isso já não foi o bastante, o reality show ainda vai e me insere dois fakes nos lugares deles para encenarem uma reconciliação. Mas é tão ridícula essa inserção que torna tudo melhor. E essa cena consegue fazer os dois se entenderem no final. E este foi supostamente o segundo melhor história do dia.
Eis que chegamos ao Jack e sua brilhante ideia. Que foi enriquecida pela enorme contribuição dos roteiristas da TGS. Claro que um especial de ajuda a desastres não estaria completo sem celebridades e Donaghy consegue Robert De Niro, obvio que apenas na base da chantagem, pois revelará que ele na verdade é inglês se ele não contribuir. E ele lendo todas aquelas opções de catástrofes foi incrivelmente engraçado. Nem imaginava o quanto.
E eis que acontece um desastre natural numa pequena ilha em Fiji. Um tufão. E se tinha duas coisas que estavam em pauta no episódio eram, ilhas e pessoas famosas malucas que as tinham. Opa, está faltando isso aqui. Claro que isso é até descobrirmos, no maravilhoso clímax do episódio, que o dono dela é o Mel Gibson. Isso por si só já é genial, as piadas que rolam depois não ficam atrás. E Jack Donaghy correndo desesperado para tentar impedir o inicio do especial, é o ápice do ápice.
Tem que amar 30 Rock.















