Kity, kity, kity-kity-kity. 2 Broke Girls e o despropósito de um gato.

Que preguiça desse episódio. Acho que foram os 20 minutos mais arrastados dessa fall season até agora (tirando a première de Dads, é claro). Se o gato ainda fosse uma bonita metáfora para a vida das duas (tirando a óbvia, falada DUAS vezes durante o episódio) ainda daria pra aguentar ou entender o motivo de perderem tanto tempo com algo tão bobo. Fora a louca dos gatos que nem vou perder meu tempo comentando.

Porém, como tem muita gente reclamando do meu excesso de críticas vou tentar pegar um pouco mais leve nessa review e exaltar os pontos que realmente gostei. A começar pela Caroline, tão xingada nas duas últimas semanas, que me rendeu boas risadas imitando um episódio fictício de Animal Cops. O melhor é que fui dar uma olhada se o programa existia e realmente existe. Não só existe como tem algumas partes que são bem parecidas com a imitação dela. Enfim, tem muita gente maluca com animais por aí.

Adoro quando a Sophie traz algum “fato” aleatório sobre a Polônia. Ainda acho que ela é muito over the top (desculpem a dificuldade de expressar isso em português), como se tivesse sido tirada de um desenho animado e jogado na vida real sem qualquer instrução de como a vida funciona. Dessa vez ela cismou que sua amiga Nancy reencarnou no gato da Max a fim de ouvir seu perdão, o que não iria acontecer nunca. Seu surto no ap das meninas foi bem a cara dela e deu pra dar umas risadas. Eu ia dar uma zoada no fato dela acreditar na reencarnação de uma pessoa morta em um gato mas fui dar uma pesquisada no google por “animal reincarnation” e tinham quase 4 milhões de páginas, então melhor deixar quieto. Vai que é religião e aparece alguém aqui pra me processar, ne? Ainda mais agora que já estabelecemos uma relação entre nível de loucura e numero de animais domésticos possuídos por alguém.

Como dizia o poeta, “dói, um tapinha não dói. Um tapinha não dói, um tapinha não dói. Só um tapinha”! Preciso confessar que não esperava mesmo o Han se soltar tanto assim a ponto de passar a mão na Max. Tive que voltar essa parte umas quatro vezes pra ter certeza que estava vendo aquilo. A mão da Max realmente deve ter um efeito sobrenatural pra deixar tanta gente viciada num tapinha desse jeito. O crackhead  que apareceu depois mal sabia que estava perdendo uma droga muito melhor.

No fim das contas cheguei à conclusão que talvez o problema seja comigo. 2 Broke Girls é uma excelente comédia descompromissada e eu fico criando muita expectativa pra ela ser uma série ambiciosa, que não tenha medo de perder sua essência mesmo quando as duas meninas estiverem fazendo sucesso com a loja de cup cakes. Porque é realmente isso que está acontecendo, pra série não andar rumo a ruptura de seu próprio nome os roteiristas sabotam a vida das meninas pra elas continuarem broke indefinidamente. Vamos ver até quando isso vai ser o suficiente para segurar a audiência (que já vem caindo há um tempo).

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