Entre ganhos, perdas e lutos, o penúltimo episódio de 12 Monkeys não só confirmou a já estabelecida falha de Cassie e Cole em parar o paradoxo de 1957, como encerrou os ciclos de vários personagens em um final que não era o certo. Afinal, existem vários finais. E o certo, é aquele que você escolhe. Certo?

Toda a busca inicial pelo último primordial foi um tanto enfadonha. É chato ver as mesmas brigas e as mesmas situações vividas pelo não casal Cassie e Cole. Então, és que aparece o carismático CHARLIE. Um colega de Cole da fábrica que em um diálogo de menos de três minutos cita: o tempo, o fim do mundo e a possibilidade de saber de tudo. Poxa, Cole!! Cassie estava certíssima ao dizer que talvez ele tenha deixado passar algo. Só faltou uma seta luminosa indicado que Charlie era no mínimo um suspeito. Assim, descobrir que ele era um mensageiro não foi surpresa. A surpresa foi descobrir que ele abandonou tudo em prol de Melinda, a última primordial. Ao passo que Melinda foi quase que na totalidade suprida da história. Pouco a conhecemos e, de certa forma, foi frustrante. A série enfatizou tanto essa última primordial e nada. Nada foi mostrado a respeito dela. Contanto, a retórica a respeito de Charlie não é verdadeira. Essa inversão de dinâmica foi bem interessante. No fim, a morte de Charlie foi bem mais sentida do que a morte de Melinda. Principalmente, por ele ter provocado o paradoxo para poder se reencontrar com a sua amada saudável na floresta vermelha, visto que ela estava em estágio terminal. Do contrário ele não provocaria o paradoxo. Foi bonitinho!

De certa forma, os mensageiros foram desde o berço condicionados a pensar em sua existência como um ciclo. E para tal, eles viveram apenas para fazê-los cumprir sem esperar que a vida lhes propusesse um novo sentido. Contudo, a série já havia dado indícios que entre os mensageiros existiam sim, alguns filhos pródigos. Tivemos Vivian, que demostrou querer constituir uma família apesar de seu instinto assassino e agora tivemos o Charlie e a sua reflexão enquanto a sua existência: Afinal, viver para quê? Ele remou contra a maré do tempo e chegou à conclusão que o seu propósito na dependia da testemunha. Ao contrário, ele decidiu encerrar o seu ciclo assassino ao conhecer Melinda, deixar de ser quem ele era, para se transformar em quem ele é. Tornando-se assim uma pessoa melhor.

Colsie (Cassie e Cole) finalmente aconteceu. Claro, que a trajetória até esse encontro de corpos foi bastante árduo e de certa forma já esperado há muitos episódios. Decerto, nada foi por acaso. Com certeza, a cena final (dos dois fazendo amor logo naquela casa) sendo justaposta com os brutais assassinatos de Whitley, Deacon, Hannah e Ramse foi indicativo de que alguma coisa ainda a de se revelar. Sem falar que Cole estava bem estranho. Não tivemos notícias dele por quase dois anos. Será que ele ficou apenas reformando aquela casa para Cassie? Estranho, muito estranho.

Essa sequência final me lembrou o discurso de Vivian ao assassinar o Tommy. Episódio S02E03 – One Hundred Years.

“[…]semear (Colsie no bem bom), renascer (Testemunha). Sem começo, sem fim (Memórias do amanhã/próximo episódio). Sem morte (Ninguém nunca morre, os principais pelo menos), sem sangue para lavar (Nome desse episódio). Destruição, decomposição, caos, ordem, crescimento, vida eterna (Titan). Isso não é morte. Não há morte. É só a passagem do tempo que nos faz pensar que não somos eternos (Floresta vermelha/vida eterna)”.

Como Jeniffer já havia dito. Titan só traz a morte. Toda a matança foi apenas um final. E que final. Fiquei, pela primeira vez, desejando assistir o próximo episódio em sequência. Pelo que li na mídia especializada, eles já assistiram a season finale (invejinha). Teremos uma season finale bem promissora e surpreendente. Bolão: Quem vocês acham que é a testemunha? Vão em frente e compartilhem suas opiniões nos comentários abaixo. Até a semana que vem!!!

Monkey 01 –  Jen sempre é a divergente. Mesmo em meio ao fim do mundo, Goines ainda traz uma abundância de alívio cômico “Minhas filhas são idiotas!!!!!!!!” “Alerta se Spoiler: não sou inteligente como a eu mais velha”.

Monkey 02 – O interessante é que a cidade Titan só apareceu depois do paradoxo de 1957.

Monkey 03 – Apesar de distinguimos (termos visuais) as linhas temporais pelas paletas de cores, notei que foi utilizado apenas uma vez o recurso gráfico que mostra o ano na qual os personagens estão. Isso pode até ser besteira. Mas, a série sempre seguiu um padrão. Lembro que no episódio S01E09 – Tomorrow foram realizados ao todo 19 trocas temporais e em todas foram utilizados o recurso gráfico.

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