A saga de Victor Fries.
O retorno de Gotham continuou em alto nível, os acontecimentos que já vinham trabalhando na primeira metade desse seu segundo ano foram concluídos para que possam dar andamento a próxima fase. Algumas coisas causaram decepção na primeira parte, porem a introdução de Hugo Strange nesses dois novos episódios compensou todo o ruim da era Galavan.
I’m trusting you. Don’t make a fool out of me
– Barnes
O plot Galavan causou estragos em alguns aspectos de forma notável, o jovem Jim Gordon foi de longe o mais afetado por toda essa vingança falha contra os Wayne. Ele ascendeu um novo nível ainda mais obscuro, os limites não mais o afetam da maneira como faziam quando ele chegou a Gotham City. A ideologia que Barnes trouxe quando se tornou capitão parece mais distante do que Jim era, agora ele se encaixa nas coisas das quais o capitão despreza. É até observável quando Barnes e Dent discutem se a história do detetive parece verdadeira de alguma forma.
O depoimento de Gordon logo no começo deu o tom do episódio e retorno da série depois dos acontecimentos com Galavan. Foi excelente assistir mais um pedaço de Gordon e seu caráter firme se desfazerem a medida em que ele mente sobre sua parceria com Penguin no assassinato a sangue frio que cometeram. Até Lee sabe que algo não parece provável nessa história e a partir daí ela já começa a ter uma relevância maior também, a personagem pode ser ótima e a escolha de deixarem-na apenas como par romântico sempre foi pífia.
A fuga de Oswald não foi muito duradoura, mas abriu espaço para apresentar o novo crime boss de Gotham City, Butch. Apesar de não ter esperado Butch comandando a cidade, era bem obvio que ele seria o único sucessor de Cobblepot. A chegada de Tabitha que foi a boa surpresa nessa trama, com a morte de Theo e sem ter mais o grande objetivo dos dois, ela não parecia ter motivos para voltar; só que a história da personagem não teve um encerramento interessante e muito menos conclusivo. E Selina à espreita dos dois, principalmente de Butch, é um acelerador que pode fazer toda a diferença nessa parte do enredo.
Penguin em Arkham pareceu tirado de uma cena do jogo do Batman, os insanos dançando e se rebelando foram uma das melhores cenas já produzidas na série. A praticidade que tiveram em unir as tramas de Strange, Oswald e Gordon foi maravilhosa porque Penguin em Arkham parece mesmo um insano. Ao mesmo tempo em que mandar o Penguin para Arkham o inclua no plot do Dr. Strange, também o desacredita por ter sido dado como mentalmente instável. Se ele fala que Jim matou Galavan não tem como preterir a palavra de Gordon pela de um criminoso, ainda mais um internado em Arkham; foi inteligente seguirem essa linha e fazer a conexão com uma trama fora de Arkham e outra no hospital de mentalmente instáveis.
Lee e Bruce forjando uma nova conexão é um plot muito promissor. Esse relacionamento deles parece ter um início próspero para uma relação íntima e de confiança, algo que Bruce Wayne teve com a personagem em algumas versões dos comic books. O diálogo foi muito bom e Lee vem ganhando espaço aos poucos agora, ela é uma personagem interessante que foi deixada apenas no plano romântico e essa foi uma das falhas do enredo desde a temporada anterior. Com mais a trama de Nora Fries, ela consegue ser inserida no plot principal de forma coerente.
Muitos esperavam um vilão tão grande quanto o Mr. Freeze, o cliffhanger como introdução dele foi um dos melhores que a série já fez. Apesar dos motivos de Victor Fries, o Mr. Freeze, serem um tanto banais, a trama ficou interessante e bem dividida nesses dois episódios. A sua formula de hélio liquido e a busca por uma forma de congelar sua esposa doente criogenicamente foram ao menos bem trabalhadas, o ponto chave foi usar essa história de Fries para realmente transforma-lo em Mr. Freeze na conclusão desse plot.
Até a adição do Dr. Strange o plot parecia o de um bandido qualquer e não era isso que tinham que fazer com um personagem de tanto potencial como o Mr. Freeze, então o desenvolvimento enganou um pouco e conseguiu se recuperar com a ligação de Indian Hills – que está em todas – e seu plano maquiavélico. O Dr. Hugo Strange em Arkham já tinha passado a impressão de ser excelente, o ator e a maneira como conduziu a entrevista do Oswald foram intensas e bastante creepy.
Podem não ter o Batman na série, mas a Wayne Enterprises está em tudo. As ligações com a empresa de Bruce são excelentes para movimentar a história e construir o background que Gotham tanto precisa. Os Wayne são uma família essencial em Gotham City e a corporação aparecendo em tudo deixa a trama mais crível. A Indian Hills além de ser instigante e conectar diversas tramas na série foi uma sacada excelente para trazer o interessante e focar de verdade nessa fase de vilões.
O Dr. Strange foi o que mais surpreendeu nesses dois episódios, ele tentando extrair a fórmula de Fries e atrapalhando o GCPD sem o menor medo ou escrúpulo comprova que o potencial dele é extremamente grande, ele é um personagem curioso e bem perigoso que pode de ser um dos melhores vilões e transformar o arco do subtítulo dessa temporada em algo real e concreto desde que Jerome saiu da trama. Junto a Miss Peabody ele trouxe uma renovação na série que não era esperada, o personagem tem muita história a ser explorada desde pre-crisis até a dos New 52, inclusive até na Earth 2 (o que seria difícil por já estarem explorando isso em The Flash, além de não sabermos se Gotham é passada na Earth 1 também).
Hugo Strange chegou causando em todos os aspectos, o seu trabalho em Arkham é o menos relevante – considerando que ele vem testando Penguin, o nível de importância de Strange é extremo – a instalação de Indian Hills começou a ficar ainda mais curiosa, ressuscitar Fries depois da mudança a nível celular dele – porque vinha absorvendo as suas fórmulas – é sensacional. Os planos dele para esses vilões são obscuros e realmente promissores, diferente dos planos bobos de Galavan.
I felt alive. Intensely alive
– Bruce
A série voltou muito bem, com a introdução de Strange parece que ainda vai melhorar mais e ser a série que eles realmente queriam fazer quando iniciaram o projeto. Bruce e Alfred também voltaram muito bem e cada vez mais o Jim fica de lado com essa mistura de tramas uma melhor que a outra. A segunda parte dessa temporada tem muito ainda a revelar, entretanto deve continuar surpreendendo e fazendo valer a pena a temporada anterior que foi morna.
Heads or Tails 1: finalmente Harvey volta a ser mais relevante.
Heads or Tails 2: a cena de Lee mexendo com a Barbara inconsciente foi ótima. Cômica até, de uma maneira trágica.
Heads or Tails 3: tudo sempre fica melhor quando a Cat aparece. Além do toque de humor, os diálogos dela com o Bruce sempre são interessantes.
Heads or Tails 4: Jerome em conserva, ainda há esperança?
Heads or Tails 5: foi bem legal inserirem o Dr. Strange na trama, ainda mais pela sua participação no Suicide Squad em breve no cinema.













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