Acreditem ou não eu não me esqueci de White Collar, estou de volta para mais uma vez falar bem da série (alguns haters vão ficar surpresos). Foram mais dois bons episódios.

Spoilers Abaixo:

Confesso que quando vi o tweet do @leozio dizendo que White Collar teria um episódio em homenagem a Dan Brown não achei que seria uma boa ideia. Pensando sobre isso agora, depois de ter visto o episódio, eu realmente não sei por que achei o episódio Dan Brown uma ideia ruim. Ok, Brown é um escritor bem medíocre, mas tenho q admitir que O Código da Vinci é uma leitura divertida e eu gosto bastante da coisa toda de caça ao tesouro, somar isso aos queridos personagens de White Collar tinha que funcionar. E funcionou.

Tudo bem que a série forçou um pouquinho para colocar Peter e Neal (obrigada para quem me corrigiu na review anterior) na caça ao tesouro. Eu compro que no início eles investiguem por pura curiosidade, mas a coisa toda do sequestro da menina e do Tio dela pedindo para o Neal seguir as pistas malucas do pai dele soou um pouco forçado para mim. Ninguém mais achou estranho: uma criança é seqüestrada, a divisão de crimes de colarinho branco é responsável pela investigação, e o Peter (no início) e o Neal vão atrás do resgate e não da menina? Mas, tudo bem a se série justificou de certa forma, e eu também não preciso ser chata e ficar implicando com detalhes.

Achei muito legal como o episódio jogou os personagens nessa trama meio Dan Brown e soube usá-los dentro dela. Adorei a empolgação do Neal e principalmente do Peter com a caça ao tesouro, a cena em que do almoço do Peter com a Elisabeth é sensacional. Aliás, gosto muito das pequenas participações da Elisabeth. Outro exemplo foi o ‘roubo’ do livro, a ideia de eles precisarem roubar uma das pistas foi bem legal e a reação do Mozzie e do Neal quando o livro se desintegrou foi fantástica. E eu morri com o “Eu gosto da ideia de estrelas”.

Passando de O Código da Vinci para O Diabo Veste Prada…

A trama da Diana como assistente da repórter bitch me agradou bastante, assim como o enfoque na personagem – White Collar realmente tem uma galeria de bons personagens. Gostei de ver o povo do FBI realizando as tarefas da Diane e de ver a Elisabeth organizando a melhor festa de aniversário ever (ok, eu preferia uma festa de Doctor Who, mas space cowboy serve também).

Estou feliz em ver que a trama principal continua com uma presença forte nos episódios, principalmente porque ela nos dá oportunidade de ver Neal e Mozzie em ação. Adorável, diga-se de passagem, o Mozzie arrumar um streaming para o Neal ficar olhando o tesouro deles. E eu continuo gostando de ver como Peter e Neal estão lidando com a nova situação, de ver essa nova desconfiança em contraste com a intimidade que eles desenvolveram nas temporadas anteriores.

Desde que comecei a escrever sobre White Collar (um total de três episódios contando os dois desta review) cheguei à conclusão de que a série é um procedural bem comum, mas que se sustenta e se destaca em meio a tantas séries genéricas com o mesmo estilo, graças ao carisma de seus personagens. O caso da semana é automaticamente esquecido no final de cada episódio, ele é só pano de fundo para ótimos momentos entre os personagens. Nesse episódio era algo sobre uma empresa farmacêutica, certo? Eu lembro que ele funcionou diretinho e foi interessante o suficiente no decorrer do episódio, mas quando sento para escrever o caso é a última coisa que me vem a mente.

E para terminar, alguém me explica porque mudar completamente a abertura a cada nova temporada?

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