
Terceiro episódio filler em sequência? Talvez. De fato, só saberemos se ocorrerá algum desdobramento do que aconteceu nesse episódio no futuro. Enquanto não temos a confirmação, admito que gostei do episódio, mesmo com ressalvas.
Spoilers Abaixo:
Primeiro de tudo: trazer de volta o personagem Matthew Keller (Ross McCall) até que foi uma bela jogada. O golpista, grande rival de Caffrey, havia participado do episódio Bottlenecked (1×12), onde já havia deixado sua marca. O plano desenvolvido por ele, que incluía o seqüestro de Burke, foi um jogo de xadrez até que inteligente. Movendo as peças certas e tendo em mente como os jogadores irão reagir a cada movimento, o personagem tem tudo para ganhar mais destaque e uma importância significativa na série.

Outro ator que marcou presença neste episódio foi o Adam Goldberg, que é mais reconhecido pelo público em geral por ter atuado no filme O Resgate do Soldado Ryan. Contudo, sua participação não foi lá grande coisa, infelizmente. Culpa em parte do próprio personagem, que não abria margem para exigir mais do ator. Interpretando o parceiro de crime que tinha mais ar de capanga do Keller, ele ficou restrito a vigiar Burke no cativeiro e esperar que o seu colega desse as caras no local, seguindo o combinado.

O ponto que de fato me frustrou nessa história é que em nenhuma hipótese Burke estava correndo risco. Todos nós sabíamos que o personagem não seria morto. Assim sendo, a única dúvida que sobrava era se Keller conseguiria escapar da prisão ou não. Conhecendo bem White Collar, a 2ª possibilidade tinha maior chance de ocorrer. Foi aí mesmo que a série surpreendeu: pela primeira vez o vilão da semana se deu bem. Só por isso, ela já merece palmas. Estava na hora de as coisas darem errado, mesmo que em parte, para Caffrey e Burke. Ganhar e ganhar o tempo todo, estava tornando a série chata. Eu mesmo comecei a me desempolgar seriamente com o show, o que vinha deixando bem claro nos meus reviews anteriores.

O destaque dessa história ficou por conta da relação dos personagens principais da série. Burke não trata mais Caffrey como seu prisioneiro. Antes ele já tinha a condição de colega de trabalho, mas agora ele é o melhor amigo do agente. Vê-lo desabafar e aceitar conselhos sobre como lidar com seu relacionamento com Elizabeth, foi o ponto alto da relação de confiança e cumpricidade que ambos estão construindo. Isso não é só percebível para nós espectadores, como deixou evidente Keller ao dizer que Neal estava cada vez mais agindo como um homem da lei. Talvez no futuro, seja esse mesmo o caminho natural que o personagem terá. Vocês conseguem imaginar “Neal Caffrey, agente do FBI”?
Chato mesmo foi novamente não termos tido notícia de como anda o processo de busca pelo mega-golpista Adler, o grande vilão da série. Pelo o que andei pesquisando, possivelmente veremos alguma coisa a partir do próximo episódio, que será o penúltimo da temporada. Não faço idéia de como essa temporada irá terminar e nem se White Collar voltará a ser tão divertida e interessante como eu a via na 1ª temporada e na maior parte da temporada atual. Mesmo assim, se tratando dessa série em especial, tenho motivos para esperar o melhor. Sempre. Para o bem ou para o mal.
Twitter: Adriel_SS













