
Quatro meses depois de sua pausa, White Collar retorna com um bom episódio, fechando uma parte de sua trama, resgatando uma personagem incrível, e dando início a um novo arco. Poderia ter sido melhor? Bem…
Spoilers Abaixo:
Talvez eu esteja reclamando de barriga cheia. É inegável que esse foi um episódio bastante consistente e bem desenvolvido. Só que a sensação que faltava alguma coisa em toda aquela história permanece comigo até o momento em que escrevo este review. Não sei bem o quê, mas algo simplesmente não me parecia certo enquanto assistia a série. De qualquer forma, não chegou a ser algo que comprometesse minha análise, e por isso mesmo eu aprovei este retorno. Convenhamos: como eu não poderia gostar de um episódio que marca o retorno da investigadora de seguros Sara (Hilarie Burton) a série?

Como eu já havia previsto no meu último review, Moz não morreu. Realmente fico impressionado em saber que tem gente que chegou a cogitar essa possibilidade. Os roteiristas e produtores teriam que ter uma baita duma carta na manga para se livrar de um personagem tão cativante e divertido como o Moz. White Collar até agora tem sido ótima, mas apostar em um assassinato tão impactante no meio da sua 2ª temporada seria um enorme exagero. Sendo assim, vimos que o careca terminou em coma, mesmo que por pouco tempo. Então, podem se livrar de toda aquela angústia sem sentido acumulada por tanto tempo.
A caçada ao atirador de Moz rendeu muito, tanto para o episódio isoladamente como também com o início de um desdobramento muito bom para o futuro da trama. Vamos por partes:

Neal e Peter, após identificarem o responsável pelo ataque a Moz, fecharam o cerco do atirador, seja pela via legal, com o agente eliminando todos os codinomes usados pelo homem atualmente, como pela via ilegal, com a reunião (e união) dos melhores falsificadores de documentos da cidade. O cerco foi tão bem elaborado que o atirador teve que partir para medidas mais diretas, propondo a Neal que em troca de imunidade ele lhe entregaria o mandante dos assassinatos.
De forma alguma Neal iria aceitar um acordo onde o homem que tentou matar Moz sairia livre, e exatamente por isso, após Peter ser afastado do FBI devido a sua digital ter sido encontrada dentro da arma que efetuou o disparo, tivemos a união dos “7 do Burke”. Usando os recursos tecnológicos de Sara, a engenhosidade de Moz, o apoio tático de Diana e Jones (sem me esquecer da ajudinha da Elizabeth), e por fim, a dupla imbatível “Peter e Neal”.

Ao todo, tivemos príncipe nigeriano, louças nazistas, modificador de voz, flertes básicos entre Neal e Sara (de novo), Peter montado em um cavalo caçando um fugitivo e uma pequena dose das manias do Moz. Já seria tudo bom para um retorno, mas os roteiristas resolveram fazer com que a série tomasse uma direção de uma vez, acabando com parte do mistério que tem dado o mote até aqui na história. A revelação de que o “mestre” de Neal é o homem por trás dos acontecimentos recentes na sua vida tem tudo para ser muito bom.
Quem afinal é esse homem? Qual o tamanho do seu poder? Por que ele está tentando se livrar do seu antigo “pupilo”? Para quê serve o objeto em formato fractal oriundo da equação? São várias perguntas a serem respondidas e nós estaremos aqui aguardando ansiosos por estas respostas.
No Twitter: Adriel_SS













