E, para nossa felicidade, começamos a descobrir o que realmente aconteceu na Season Finale da primeira temporada.

Spoilers Abaixo:

Acredito que é uma unanimidade: todo mundo sabia ou imaginou que o avião onde Kate estava iria explodir. Não estávamos preparados mesmo foi para o quão ridícula, do ponto de vista dos efeitos especiais, aquilo seria. Contudo, após a explosão, até mesmo para aqueles que odiavam a namorada de Neal, a possibilidade de a garota ter escapado vivinha, não era algo impossível de ter acontecido. E imaginei imediatamente o quanto essas mesmas pessoas que odiavam Kate devem ter ficado quando foi nos revelado, neste episódio, que a garota estava de conluio com alguém e que foi (aparentemente) morta pelo mesmo.

Existem teorias da conspiração que de fato são mais que teorias, e nesse quesito White Collar ainda não me decepcionou. Pelo contrário, ela tem o seu ritmo próprio, mas desenvolve sua trama principal de forma eficiente. Como não se lembrar, por exemplo, de quando foi nos dado a entender, que Peter estava por trás do desaparecimento de Kate? Ou, até mais recentemente, quando pareceu que Diana tinha roubado a caixa de música? É justamente esse jogo de ilusões e aparências que dá a série um charme único.

Sobre esse tal jogo, é importante notar como a idéia da série é fazermos perceber que há um pouco de “Caffrey” em todos nós. Nem todo mundo é o que parece e há um pouco de santo e pecador em toda personalidade. Peter, por exemplo, mesmo sendo um homem da lei, não tem problemas em admirar e se preocupar genuinamente com Neal, assim como o inverso também ocorre.

Para quem não percebeu a parte que realmente interessa a nós neste episódio, foi somente a da fita de áudio. O caso da semana foi bom, mas apenas isso. O advogado que extorquia seus clientes em casos de adoção para poder pagar suas dívidas não foi algo tão complicado quanto se deu a entender. Divertimos-nos, claro, mas isso aconteceria naturalmente e independente da história por causa, na maior parte, de Neal e, no restante, graças aos demais personagens.

Se o que interessa mesmo foi o desdobramento da história da fita, então foquemos nela:

Estava evidente que Mozzie teria que pegar a fita no apartamento de Sara, e assim o fez. Mas para nos fazer agonizar em curiosidade um pouco mais, Neal não quis escutar o conteúdo do áudio logo de cara. Também como seria consequência natural, Sara iria ficar na cola de Caffrey por causa do pacote surrupiado. A mulher realmente veio com tudo para cima do falsário, começando com um detector de mentiras e quase terminando por colocá-lo na cadeia. Felizmente, para Neal, Peter limpou a barra dele contando o provável motivo dele ter feito o que fez.

Achei bem interessante a Sara ter não só entregue a fita de áudio, como se predispor a ajudá-lo na busca do assassino (?) de Kate. É uma ótima adição ao elenco por a personagem atuando ao lado de Neal, especialmente porque está um tanto quanto claro que ela sente uma atração pelo falsário (poderia culpar qualquer mulher por isso?). Para o público masculino, por sua vez, é mais uma beldade a agradar os nossos olhos. De fato, quando Elizabeth retornar pra valer, aí não terei mais nada para reclamar da série.

Falando em Eliza, dessa vez o fundo em tela verde foi usado de forma mais adequada do que o da semana passada. Pareceu até real, se não se notar com atenção.

Conclusão: foi um episódio que se não agradou pelo caso, teve seu valor por causa da trama principal. E o quadro maior dessa temporada começou a se desenhar. Alguém mais aposta em uma enorme surpresa nos aguardando nos próximos episódios?

Obs.: Todas as leitoras (e leitores, se houver) que babaram quando viram Neal sem camisa, ponha no comentário, sem culpa, a palavra “babei”.

P.S: Assim como muito duvidavam da morte de Kate, uma parte do público ainda mantém certa desconfiança em relação a Peter. Eu não os culpo. Peter mostra-se preocupado com Neal e age quase que estritamente dentro da lei, mas será que ele é tão certinho mesmo? Seria interessante a série mostrar, dessa vez de verdade, um lado obscuro do personagem. Uma boa reviravolta na trama nunca faz mal.

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