
De uma coisa eu estou certo: Weeds, finalmente, voltou às suas origens e promete uma temporada excepcional.
Spoilers abaixo!
As duas investigações paralelas, do FBI e do Esteban, são, de longe, as partes menos interessantes do novo rumo que a série tem tomado. O que não quer dizer que sejam ruins, é só que eu acho que a Alanis Morissette já deu o que tinha que dar (e eu não estou falando dos momentos de prazer com o Andy).
Kevin Nealon é genial e sua brevíssima aparição, no fim do episódio, provou isso. Já estava com saudades do Doug, só de olhar pra cara dele e vê-lo se perguntar o que diabos aconteceu na casa da Nancy foi o bastante para eu abrir um largo sorriso.
De volta à trama principal, pudemos ver a família Newman tentando se organizar para viver de forma honesta e tranqüila no pacato Canadá, mas é claro que isso nunca daria certo. Nenhum deles está acostumado ao trabalho duro e, em menos de 2-3 dias, eles já estavam de volta no submundo criminal.
Claro que, antes disso, tiveram que mostrar quão escrota a sociedade é. Eles ganhavam muito pouco, trabalhavam que nem escravos e nunca eram valorizados. Just like most of us. O Andy começou daquele jeito dele, todo espertalhão, achando que ia conquistar todo mundo, mas se deu muito mal. O Chefe, a quem tentava impressionar de toda e qualquer forma, nem sequer experimentou seu prato feito com carinho e mau jeito.
O que o Silas deve ganhar, do Hotel, para levar as malas dos hóspedes para os quartos não deve dar pra pagar nem o latte que sua mãe toma todos os dias. O menino teve que apelar para o que eu chamo de leitura erótica ou leitura sensual (e por que não dizer sensual?): ficar apenas de cueca e chapéu e ler livros e mais livros para um velho pedófilo-tarado-homossexual-masculino.
A Nancy, trabalhando como faxineira pegou quartos nojentos, mas o hóspede sadomasoquista que curtia uma chuva dourada no meio do rala-e-rola com a profissional do sexo foi a gota d’água pra ela. Não deu outra, rapidinho a mãe de família arrumou um jeito de sustentar sua família do jeito que ela merece: vender Haxixe. Puro e simples haxixe. Sério, toda aquela cena da lavagem foi muito legal e, a história em si, fundamental para eu ter convicção de que a série voltará à sua era de ouro.
O único trabalho do menino-assassino foi cuidar do seu irmão (aliás, ele deve ser o 2º bebê mais feio da TV, perdendo apenas para a monstrinha Gracie Bell, de Friday Night Lights) Stevie. Sério, é bem capaz de não pegarem a Nancy com as drogas e a polícia descobrir os furtos ocasionais do moleque. Se é que ele vai se contentar apenas com roubos.
Enfim, a temporada promete.













