Já virou tradição. Todo ano alguns episódios de Weeds “vazam” dias antes da estréia da temporada e esse ano não poderia ser diferente. A saída de Elizabeth Perkins do elenco me preocupa bastante, mas a linda Mary-Louise Parker ainda consegue levar a série nas costas. Sem delongas, vamos comentar os pontos altos e baixos da estréia.

Spoilers abaixo!

Não vou comentar sobre como as 3 primeiras temporadas foram geniais, como eu sinto falta de “Little Boxes” e etc. Se você chegou até a sexta temporada é porque se considera um fã incondicional. Então para os críticos de plantão, tenho uma dica: reajuste suas expectativas, aprecie a beleza monumental de Mary-Louise Parker e curta a jornada dessa série sobre pessoas.

Retornamos exatamente de onde a quinta temporada terminou, ou seja, com o Shane matando a Pilar. A naturalidade com que o filho do meio agiu depois do ocorrido, apesar de não ter sido algo chocante, foi o que eu esperaria de um psicopata. Por mais politicamente incorreta que Weeds seja não acho que essa vai ser a mensagem final sobre o assunto. Afinal, matar uma pessoa não é psicologicamente simples. Então, podem aguardar as emoções tomando conta do Shane (só espero que de alguma forma não muito convencional como choro, depressão, etc). Ele dizendo que não gosta de rótulos quando questionado se era um assassino foi sensacional.

Eu imagino o que deve passar pela cabeça de uma mãe ao ver um filho fazer o que o Shane fez. Não que a Nancy seja padrão no quesito maternidade, mas não deve ter sido nem um pouco fácil. A rapidez com que ela pensa, no entanto, é fantástica. Qualquer um teria desesperado, mas ela logo arrumou um jeito de cobrir a piscina e esmagar a câmera que os filmava. Por outro lado, a quantidade de malas que ela levou na fuga é completamente irracional, mas vai tentar entender as mulheres!

Eu simplesmente adoro a Lupita, empregada da Nancy. Ela nunca escondeu que era interesseira, mas a lealdade dela com a família Botwin é algo impressionante. Espero que ela continue como alívio cômico pra série, que está cada vez mais próxima do drama que da comédia.

O frouxo do Andy continua ótimo, mas fiquei muito feliz pela trama dele com a Audra (Alanis Morissette) ter terminado. O lugar dele foi, é e sempre será ao lado de sua família. Fora que ele é muito covarde pra ter qualquer tipo de relacionamento estável com uma mulher. Não que isso justifique a falta de clareza das mulheres. É difícil para o homem, em geral, entender que o “não” da mulher na verdade é um “talvez”.  Então não complica, mulherada, falem sempre o que realmente querem dizer.

Queria muito ver a reação do Esteban quando soube da morte da Pilar e da fuga da Nancy. O cara é perigoso e influente, acho que vai ser bem complicado para a família fugir sem deixar rastros. Esse episódio, apesar de não ter acontecido muita coisa, me deixou com a impressão de que a série vai dar mais um giro inesperado com constante fuga em que eles terão que viver, gerando mais um reboot pro programa. Agora é esperar pra ver se vai dar certo.

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