Casa comigo, Lagertha, por favor! Que belo episódio, esse de Vikings, com início lento, mas um final incrível. Com exceção do segundo episódio, aliás, essa diferença de ritmo dentro dos próprios episódios é algo que está acontecendo muito nessa temporada. Como eu falei na última review, porém, acredito que estamos nos encaminhando mais objetivamente para a história da temporada, em si.
Ragnar continua distante, não apenas de Floki, Aslaug ou seus filhos, mas distante do seu povo. Ao se isolar em sua “cabana dos horrores” com a sua escrava chinesa, o rei viking abdica do prestígio e do apreço que eles têm com ele. Fica a impressão de que Harald pode acabar roubando isso para si. Aliás, falando sobre Harald, aqui chega o irmão do rei norueguês, Halfdan o Negro. Curiosamente, na história, Halfdan era o PAI de Harald! Os irmãos parecem, contudo, bem-intencionados, e acredito que não apareceram por aqui apenas para roubar o reino de Ragnar, mas podem acabar ficando mais próximos da população. A recepção que Ragnar deu a Halfdan foi muito aquém ao que os irmãos esperavam do tão famoso e cativante rei viking.
Ragnar sente vergonha de ter deixado parte de seu povo para a morte na Inglaterra e depois na França (ainda que ele não saiba sobre esse segundo caso). A idade, a morte de Athelstan, o seu deteriorado relacionamento com Aslaug e o fardo de carregar os rumos de todo o seu povo parece estar pesando nos ombros dele, e por isso ele prefere conversar apenas com Yidu. Aliás, essa história de filha do imperador chinês, é bem desnecessária. Poderia ser apenas uma chinesa, sério. De qualquer forma, Yidu parece começar a cumprir uma função um pouco parecida com Athelstan. Por ser uma pessoa que vê a cultura nórdica com olhos estrangeiros, ela se torna uma confidente de Ragnar, e provavelmente também uma amante. Resta saber como o papel dela irá se desenvolver nessa temporada, mas acredito que Floki tem um novo alvo em potencial.
Por sinal, Floki ficou em choque com o desenrolar da cena em que Ivar disputa uma bola com outra criança. Aslaug parece não perceber que seu filho está se tornando uma pessoa excessivamente mimada, e a forma como ela reage logo em seguida, absolvendo o mesmo de qualquer responsabilidade fala muito sobre como a rainha lida com os seus próprios problemas: nada nunca é culpa dela.
Enquanto isso, na França, a desconfiança que o imperador começa a sentir sobre o conde Odo pode ser a oportunidade que Rollo precisava para cair nas graças de seu sogro. O nórdico parece realmente disposto a abdicar de seu passado para construir a sua vida em seu novo país, e o relacionamento dele com a princesa Gisla vai melhor do que nunca. Em Wessex a família real se esfacelou de vez, ou seja: na próxima visita viking à sua terra, a corte real estará quebrada.
E o que dizer de Lagertha? Cumpriu a sua promessa de forma maravilhosa, mas me pergunto o que acontecerá com Erlendur. Além disso, Lagertha agora tem uma espécie de protetorado pessoal: suas donzelas guerreiras treinadas pessoalmente por ela. As posses de Earl Ingstad devem ser fundamentais para apoiar Bjorn após a possível morte de Ragnar, porque Aslaug claramente irá impor que Ubbe ou Ivar sejam os seus herdeiros de direito.
*Peles de cobra na cabana de Ragnar. Um dia é da caça, o outro é o caçador.















