Mesmo com uma melhora notável, V continua insistindo nos mesmo erros e destruindo a minha paciência semana após semana.

Spoilers abaixo!

Não é novidade para ninguém que no começo eu gostei da série e da sua proposta, mas como toda novata, ela teria que se provar merecedora, competente, e isso tem ocorrido pouco desde que ela voltou do hiatus. Os motivos para tal ineficiência ao tentar entregar uma cena minimamente dramática no meio de centenas de desnecessárias exibidas até agora nessa temporada são vários, desde a simples falta de trabalho nos personagens – percebam como todos os desenvolvimentos, o Tyler voltando para o pai e a Val ficando grávida, só aconteceram para beneficiar a trama principal, não o contrário – até o abuso da rotineira manipulação temporal que o roteiro utiliza para fazer tudo se encaixar de uma maneira bonita no final, o que obviamente é desastroso se você não tem nenhum fundamento para chegar a esse clímax, o que é o exato caso de V.

A Trama bem básica desse episódio é de que a quinta coluna está separada e precisaria de uma mensagem de proporções mundiais para se unir novamente. E como passar tal mensagem? Aham, você, eu, meu vizinho, meu cachorro, todo mundo acertou essa e a incrivelmente previsível sucessão de eventos que levou Ryan a entrar na nave, o que imediatamente leva ao que eu falei ali em cima: o roteiro girar em torno da mitologia, do plano, quando deveria gerar em torno dos personagens, isso é o básico da boa televisão. Lost não é boa por causa da Dharma e das viagens no tempo, é boa porque trabalhou e ainda trabalha os seus personagens exaustivamente enquanto isso, How I Met Your Mother não é boa por causa das reviravoltas e temas recorrentes, é boa porque nos fez amar aqueles personagens… Essa regra se aplica para o drama, para a comédia e até para o sci-fi, é básico, é instintivo de quem tem noção de como trabalhar e desenvolver uma história, coisa que os responsáveis por V ou não sabem fazer ou simplesmente não se importaram o suficiente para executar desde as férias.

As poucas partes boas do episódio – como o “sacrifício” do Georgie e o teste da Anna -, também não parecem ser, infelizmente, arcos que irão durar, meio que tornando a série uma espécie de 24 Horas da ficção científica, só que sem a parte serializada que dá apelo à série e ao gênero acima citados. Uma leve melhora se vê no horizonte, mas é tão pequena, tão pequena, que só pode ser notada devido à insignificância dessa segunda parte da temporada. E Como fiz até agora, tento focar nas partes boas da série, otimismo que fica difícil de continuar se apresentando com a temporada entrando na sua metade final e o relógio tocando de maneira cada vez mais tensa a espera do fim de uma fase ruim que parece não ter fim.

Tic, tac, V. Estamos esperando.

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