
“Aw, man, if only my buddies could see how beast I am.” – Chris Brinkley
Spoilers Abaixo:
Se fôssemos escrever uma sinopse para o episódio, seria mais ou menos assim:
Mantendo a mesma dinâmica de sempre, Chris, por mera vaidade, cria um vínculo estranho com o seu lado aventureiro, desvencilhando-se do âmbito familiar e esgueirando-se num mundo perigoso de motocicletas, jaquetas de couro e capacetes de duas viseiras. Enquanto Reagan sofre por ter que ceder lugar ao novo patrão, aventurando-se por um mundo de libertinagem e insubordinação. No final da história, os dois personagens se encontrarão e, certamente, retirarão uma moral da história dessa aventura.
Não estou dizendo que a série está se tornando repetitiva, a não ser que o meu discurso esteja. Todo episódio carece de uma continuidade, algo que situe a sua trama em um lugar e a desenvolva desse ponto. E aqui é não é bem assim, ninguém vai ver coisas sendo retratadas com resquícios específicos dos episódios passados, mas pessoas estão acostumadas a ver comédias rápidas, vazias e que apelam para pouco desenvolvimento e mais piadas (sem graça), mas não seria exatamente o contrário do que se propõe uma comédia?
Ela precisa “fazer rir”, você responde. Não, ela precisa se identificar com o público, eu rebato. Ainda com seus erros, Up All Night é uma comédia sobre o cotidiano, e não há nada mais cômico, e por muitas vezes trágico, do que a nossa própria vida.
Por isso eu peço, deem mais uma chance a série.
Sobre Ava: É no mínimo estranho que o arco envolvendo Kevin tenha sido abandonado da série de maneira tão abrupta, e logo quando a relação do personagem com Ava estava caminhando, ainda que em passos lentos, para um desfecho que poderia resultar em algo duradouro. Lembro-me da Ava discutindo sobre o futuro, algo impensável para a personagem no início da série. O que nos resta é esperar que a personagem tenha aprendido mais com esse relacionamento, e que isso sirva para ela repensar as suas ações, vendo o quanto essas mesmas ações afetam às pessoas ao seu redor.
1×19: Couple Friends
O casal teve uma filha, constituiu uma família e, apesar do esforço, não conseguiu se adaptar por completo a essa nova vida. Eles presenciaram uma enorme mudança em suas vidas, mas as pessoas que os cercavam não foram afetadas. E o pior disso tudo é que, numa tentativa mais que frustrada de renovação, eles perceberam o quanto precisam conservar os antigos amigos. E eu estou falando da Ava, Gene e Terry.
Chris é tão carente quanto Reagan, entretanto, parte do núcleo envolvendo Ava tem a presença constante dela. A questão é que eles não precisam apenas de um amigo, eles necessitam de um casal de amigos. E de preferência um casal gay, que combine de modo incondicional com eles.
Duas pessoas idênticas a Chris e Reagan, no mesmo recinto, não daria certo. E por isso eu reforço a ideia de que o melhor para o casal seria iniciar uma amizade com Gene e Terry. Acredito que parte do exercício é perceber que o melhor seria um casal que adicionasse também um modelo familiar. E que livrasse a Amy da opressão do carrinho de bebê e do cercado repleto de brinquedos.
É sempre bom observar equilíbrio de várias estórias aleatórias e fundi-las no final do episódio, e dessa vez eles nem precisaram apresentar uma moral. É só perceber como o novo chefe foi inserido no episódio passado e como a Ava vem evoluindo. Além de ter ajudado o Luke, ela ainda se identificou com o seu problema. E nada tira da minha cabeça que o terreno está preparado para um futuro interesse amoroso entre os dois.



















