Definitivamente, o melhor episódio dessa primeira parte da temporada final de True Blood até aqui.
Tenho visto um alto grau de insatisfação com esse início de temporada de True Blood, mas não consigo concordar com essas pessoas, apesar de respeitá-las. Sim, é claro que as coisas não são nem sombra dos melhores momentos de True Blood, mas em compensação, estão bem distantes dos piores momentos da série.
Além do mais, creio que é uma questão de perspectiva de cada telespectador, e também um tanto quanto de expectativa. Se você espera algo grandioso, provavelmente vai se decepcionar… Como eu não esperava muita coisa dessa temporada final, e queria apenas um encerramento decente para os principais personagens, com altas doses de nostalgia, estou tendo todas as minhas expectativas supridas pela série.
A trama, até aqui, é absolutamente simplória, como deveria ser, já que uma série que já passou pela montanha-russa pela qual True Blood passou, deve destinar seus últimos momentos a encerrar a trajetória de cada um de seus personagens. Estes sim, foram a melhor coisa que True Blood fez no decorrer desses anos… E acaba que, ao final, não teremos metamorfos, nem vampiros, lobisomens, bacantes ou bruxas… Ao final tudo o que teremos é Sookie, Bill, Eric, Jason, Sam, Arlene, Jessica, e tantos outros.
E foi isso que me fez realmente gostar do episódio dessa semana. A estranheza inicial, aos poucos, se esvaiu e voltamos a ter os bons e velhos momentos da série de novo… Principalmente com o ataque dos personagens ao Fangtasia e o retorno de Eric e Pam para Shreveport.
Aliás, Eric e Pam foram os grandes nomes deste episódio, já que além de terem um destaque grande no ataque planejado por Sookie e Cia para salvar Arlene e as outras sequestradas pelos vampiros-zumbis, ainda foram os donos dos flahsbacks que permearam boa parte da trama, e olhem, QUE FLASHBACKS MARAVILHOSOS!
Vocês não imaginam minha alegria ao ver Eric e Pam ganhando uma videolocadora na pequena Shrevenport – cuja seção pornô era a mais disputada pelo público, diga-se de passagem – e a reação dos dois de que aquilo era pior do que a true death… Além disso, ainda fomos presenteados com uma pequena participação do Magistrado (Zeljko Ivanec, ótimo como sempre) e a chance de ver o vampiro nórdico e Pamzinha vestidos no estilo Anos 90… Mas, falando nos figurinos, nada… ABSOLUTAMENTE NADA em todo o episódio supera a MAGNÍFICA Ginger-Anos-90, que é simplesmente uma versão melhorada da Ginger que já conhecemos – e olha que eu já acho a “nossa” Ginger insuperável.
Aliás, esqueçam o que eu disse antes… A única dona desse episódio foi Ginger, que lacrou mais do que a Valeska Popozuda e mandou beijinho no ombro para as invejosas de plantão.

Pena que Ginger só apareceu no flashback mesmo, pois no presente, a trama estava um pouco tensa para qualquer humano.. Aliás, falando em tensão, achei interessante como o roteiro conseguiu mantê-la durante quase todo o episódio. Com exceção das cenas de Jessica se negando a se alimentar – que não chegaram a ser um absurdo por terem sido coerentes com a trajetória da personagem, mas que, ainda assim, não tiveram utilidade nenhuma no plano prático.
E se Eric teve um episódio praticamente todo dedicado a si, Bill e Sookie também tiveram seus bons momentos, sobretudo a mocinha. Além do momento mais emotivo com os filhos de Arlene, Sookie mostrou uma força e uma vontade absurda de cumprir a promessa que havia feito àquelas duas crianças… Só fraquejou mesmo ao rever Eric, e descobrir que o vampiro nórdico também havia sido infectado pela hepatite V.
Gostei bastante da reação de Bill à essa descoberta, pois mostrou com perfeição o conflito do personagem que, ao mesmo tempo em que tinha suas desavenças com Eric, ainda assim nunca deixou de respeitar o vampiro nórdico. A reação de Sookie foi mais sentimental, mas resumiu em poucos segundos o carinho que a moça adquiriu pelo vampiro no decorrer desses anos. Não senti, em momento algum, nada de amoroso nas cenas entre os dois, mas não deixei de achá-las sensacionais por demonstrar o carinho enorme existente entre eles.
Mas entre tanta coisa sentimental, tivemos um confronto. A invasão do que um dia foi o Fangtasia rendeu bons momentos para quem gosta de episódios mais movimentados… E quando tivemos um pequeno confronto entre os vampiros infectados, os “bons” e os humanos brincando de Van Helsing, tivemos uma das melhores sequências de ação que True Blood fez nas últimas temporadas.
Outro momento que era para ser bastante sentimental, mas pelo menos comigo não funcionou muito bem foi toda a sequência de Arlene e Terry. Acho que foi mais um daqueles momentos em que True Blood ultrapassa a linha de “ser diferente” para “ser tosca”… Desculpem-me, não estou querendo ofender quem gostou, mas foi um momento um tanto quanto desnecessário, com o objetivo único de trazer o personagem de Todd Lowe de volta apenas para povoar a temporada final de participações especiais.
E apesar de AMAR rever rostos conhecidos, a utilização de Terry foi bem errada… É melhor você ser surpreendido com participações inesperadas como a da Nan Flanagan no episódio anterior, ou do Magistrado neste, do que ver uma cena que visivelmente foi criada apenas para trazer um personagem querido de volta.
No entanto, a tal cena de Arlene e Terry, ao lado do outro deslize do episódio (que como já citei, foi a trama da bulimia da Jessica), tomaram tão pouco tempo de tela, que não prejudicaram em nada a evolução deste ótimo “Death is Not the End”.
E terminamos o episódio com uma cena que pode ter revelado bastante dos próximos acontecimentos dessa temporada final… Ou pelo menos, na minha interpretação, indicou pelo menos uma boa possibilidade de final para um personagem.
Se notarem bem, no momento final, antes de seguir sua jornada com Pam à procura de Sarah, Eric olha para Sookie e, com um olhar melancólico, se despede da moça… Não sei se foi só comigo, mas a forma como aquele adeus silencioso foi colocado no ar, senti que Sookie e Eric não voltarão a se encontrar mais em True Blood… Que aquele foi o último adeus dos dois… O que pode indicar que, no final das contas, Eric acabará mesmo morrendo.
Não torço por isso… Foi apenas uma sensação que tive, pela construção da cena como um todo, e por saber que estamos em uma temporada de encerramento.
P.S.: Acabou que o flashback com a namoradinha aleatória do Eric no episódio passado não era tão desconexo assim e eu levei um belo de um tapa na cara dos produtores essa semana… A intenção ali era mostrar como Eric desobedeceu à Autoridade, o que causou sua “condenação” de cuidar da locadora em Shreveport (que viria a se tornar o Fangtasia em alguns anos) e como ele se tornou Xerife daquela área… Ou seja, o flashback da semana passada era a ponta da trama que foi desenvolvida nessa.
P.S. 2: Adoro Pam atacando Sookie e nesse episódio tivemos mais algumas cenas memoráveis deste ódio que a vampira nutre pela fada. Mas melhor do que reproduzir aqui os impropérios ditos pela vampira, recomendo que revejam as caras e bocas feitar por Kristin Bauer van Straten durante os momentos fofos de Eric e Sookie… É ISSO QUE FAZ DE PAM UMA DIVA!
P.S. 3: Falando em divas, tive crises de risos ao descobrir que foi Ginger a grande mente por trás da criação do Fangtasia, e Pam apenas usurpou a idéia da moça…
P.S. 4: E por fim, um comentário final sobre Ginger: <3 <3 <3 GINGER <3 <3 <3















