Retas finais de True Blood sempre foram bem previsíveis: o grande ápice das tramas era reservados para o antepenúltimo e o penúltimo episódio para, então, termos uma Season Finale mais calma e que tinha a função de estabelecer algumas tramas que veríamos na temporada seguinte… A 5ª temporada quebrou essa sina e, agora, a 6ª mostra que pretende seguir essa “nova” tradição de deixar a maioria das ações para o Season Finale.

É isso que podemos perceber claramente após assistirmos os episódios de números 8 e 9 desta excelente 6ª temporada. São episódios que mantém o ritmo dos anteriores, jogando os acontecimentos mais importantes para o Season Finale o que diferencia muito dos primeiros 4 finais de temporada da série, que traziam um episódio final mais calmo… E, ao quebrar esse paradigma na temporada passada,, percebíamos que havia uma razão de ser pois a trama de Lilith (que iniciou-se com toda a história em torno da Autoridade) era algo que seria desenvolvido em duas temporadas, logo, fazia sentido segurar o ritmo nos episódios que antecederam o Season Finale.

E é essa a pergunta que nos resta fazer aqui: tendo a convicção de que a trama de Lilith deve terminar nessa temporada (afinal, é uma decisão muuuuuuuuito arriscada levar uma mesma trama por 3 temporadas a fio) quão explosivo promete ser esse próximo Season Finale que veremos? A contar por esses dois últimos episódios, é de se esperar algo grandioso.

6×08: Dead Meat

Como dito nos parágrafos introdutórios desta review, a queda no ritmo da temporada – que teve uma evolução excelente, diga-se de passagem – foi clara sobretudo neste episódio, e há uma razão de ser: a morte de Terry. Agora, o sacrifício de um personagem central começa a fazer mais sentido. A trama estava muito acelerada e precisava dar uma freada para o que quer que tenha sido planejada para o final da temporada. O problema de colocar o pé no freio de uma trama que está a mil por hora é que o público invariavelmente vai reclamar… Logo, mataram Terry e, em razão do clima fúnebre e do luto de alguns personagens, a história teve a desculpa perfeita para fazer uma leve pausa.

Não que nada mais tenha acontecido, muito pelo contrário… Apenas jogaram todo o destaque desse antepenúltimo episódio para a morte de Terry e seguraram um pouco o desenvolvimento da trama dos vampiros, que já está bem próxima de atingir seu ápice.

E assim, em razão da morte do Terry, além de desviar os holofotes do principal ponto desta temporada, puderam dar algum destaque aos personagens secundários que nunca estiveram tão apagados quanto nesta temporada (não que eu esteja reclamando disso, que fiquei bem claro). E assim, pudemos ver bem mais de Sam, Alcide, Arlene, Andy e a própria Sookie.

Quanto ao metamorfo e ao lobisomem, já acho excelente que toda aquela guerrinha entre os dois tenha terminado e, sim, torço muito que o sequestro da Nicole e da mãe e a guerra de Alcide contra as lobinhas solitárias seja realmente o fim definitivo dessa trama de alcatéia que estava insuportável. Você já percebe até uma ligeira melhora do Alcide quando ele interage com Sam no bar sem toda aquela história de “eu sou o macho alfa e blá blá blá” que estava torrando a paciência.

Quanto ao Sam, minhas considerações são quase as mesmas: ele também melhorou muito ao sair daquela trama de fuga dos lobos para voltar a Bon Temps e ser o Sam amigo de todos que ele sempre foi. E, mais ainda, ele continua mostrando que é muito querido pelos roteiristas que continuam investindo em tramas novas para ele como, pro exemplo, essa gravidez de Nicole que certamente só será desenvolvida no próximo ano da série.

Aqui eu tenho que abrir um parênteses para falar da genialidade que foi a cena de Sam com Sookie. Colocar a mocinha “dando uma chance” para o Sam depois de 6 anos de série e de tantas mudanças, sobretudo no momento em que ele menos aparenta querer algo com ela, foi uma pequena ironia com a própria trajetória de True Blood. Jogada de mestre.

Falando em Sookie, esse 8º episódio ela passou bem apagadinha, para ser honesto. É triste contatarmos que nossa heroína que tem uma das melhores trajetórias da TV e cresceu absurdamente, ficou presa nessa história de Warlow – que ficou muito desinteressante desde que ele foi pra fadolândia – e nem mesmo interagindo com Arlene e Lafa teve um bom resultado. Péssimo notarmos que a protagonita tem menos destaque que seu irmão.

Mesmo porque, em uma semana que poquíssima coisa aconteceu no Vamp Camp, Jason e a nova vampira Violet foram, certamente, a melhor surpresa que nos apareceu. Ainda mais porque deve ser uma coisa que vai ter um desenvolvimento adequado mais pra frente, afinal, Violet estava ali desde o começo da temporada, mas só foi apresentada ao público agora e, se considerarmos que nestes episódios já tivemos os vampiros indo para a sala branca – depois que Sarah descobriu sobre o conhecimento dos vampiros acerca da Hepatite V com o Steve – podemos afirmar que o Vamp Camp deve durar apenas até o próximo episódio e aí veremos os desdobramentos das relações que foram construídas lá, como Jason e Violet ou Jess e James.

Por fim, só me resta falar de Eric que, totalmente diferente de Sookie, transformou o choque que acabou de sofrer com a morte de Nora em combustível para um crescimento assustador quando a temporada mais precisa de seus protagonistas: em véspera de um Season Finale. Afinal, até pouco tempo atrás eu já previa Bill com sua ligação com Lilith salvando os vampiros com a ajuda de Warlow… Mas aí chegamos a este episódio e Warlow foi quase drenado por um descontrolado Eric que, certamente vai descontar toda a sua dor naqueles que a infligiram… E podemos esperar um Eric ativo e com força total nesse final de temporada.

P.S.: Jason pedindo por favor para a Violet não estupra-lo é daquelas genialidades que só Jason é capaz de dizer. Amor total por esse personagem magnífico.

P.S. 2: Você sabe quando Eric está realmente de volta a partir do momento que até um coito adolescente com uma fadinha ele interrompe. Com direito a frases irônicas e tudo mais.

P.S. 3: Eu ainda acredito que Sarah Newlin tem muito a nos oferecer como vilã, mas eu já estou bem satisfeito com o que vimos nesse episódio… A cena da fuga dela da japa, terminando com a morte desta e um “thank you jesus” é daquelas cenas que entram para o mural de grandes cenas dos vilões de True Blood.

6×09: Life Matters

Este foi um episódio atípico de True Blood, pois soube mesclar bem ação e emoção ao mesmo tempo em que preparou o terreno para o Season Finale … A atipicidade é exatamente por não haver nenhuma trama em aberto para ser finalizada no próximo episodio. Sim, há uma ou outra coisa a ser desenvolvida, mas nada que valha um Season Finale.

Antes de qualquer coisa, aliás, vale destacar que toda essa temporada foi atípica, mantendo um ritmo frenético e constante que nem a segunda temporada foi capaz de manter. Ritmo esse só quebrado com a morte de Terry. E duas são as causas para o sucesso dessa narrativa: a primeira foi o fato de ela desenvolver tramas introduzidas na temporada anterior, o que deu um ar de resolução muito maior, quase no mesmo ritmo de uma série que está sendo finalizada. O segundo fator foi a decisão de fazer uma temporada menor, de apenas 10 episódios, o que se mostrou uma decisão super acertada ao notarmos que chegamos às vésperas de um Season Finale sem um filler sequer.

Aliás, uma das principais características deste episódio foi finalizar a trama do Vamp Camp e da melhor maneira possível: com Bill e Eric tendo o seu respectivo destaque, cada um a sua maneira.

Primeiramente, é necessário destacar a importância de Eric para o episódio. Este foi, provavelmente, o melhor momento do personagem na temporada. A forma como ele, sob o efeito do sangue de Warlow, invadiu o Vamp Camp e colocou o lugar – literalmente – abaixo, foi genial. Digna do Eric Northman que conhecemos. Já de cara ele mata o Dr. Sinistro, libera os vampiros e ordena a destruição do local, enquanto procurava por Pam. Toda a postura do personagem, bem como sua feição e até mesmo suas interações com Jason e Ginger fizeram de Eric o grande nome da primeira metade deste 6×09.

Mas o melhor é que nem só de Eric viveu o episodio. Bill também teve sua cota de sucesso, quando permitiu que  os vampiros que estavam presos na sala branca tomassem do seu sangue para não morrerem. Então, quando Sarah abre o teto da sala inicia um dos melhores momentos do episódio, quando Pam, Tara, Jess, Willa e Cia percebem que podem sair ao sol.

Antes de continuar falando dos vampiros é necessário abrir um parênteses para abordar a trama de Sarah Newlin. Nossa vilã ratificou seu status quando, mesmo em menor quantidade, não se deu por vencida e foi abrir o teto para matar quantos vampiros pudesse – conseguindo êxito com apenas um: seu ex-marido, graças a uma pequena vingança pessoal de Eric. Mas nada se compara ao duelo travado entre Sarah e Jason. Arrisco dizer que esse foi o auge de ambos os personagens em toda sua trajetória na série. Aqueles momentos em que Jason ameaçou atirar em Sarah valeram toda essa temporada. E foi ainda melhor por vermos que Jason não foi capaz de matá-la já que fica a promessa de uma aparição futura da personagem.

Ate aqui vimos que os dois protagonistas masculinos tiveram grande destaque no encerramento do melhor plot dessa temporada, bem como a participação de nossa antagonista. Mas aí você me pergunta: e a Sookie? Bem, Sookie anda em um declínio acelerado na trama.

Tanto é que temos dois momentos de destaque de Sookie neste episódio, um muito ruim e um muito bom. Sobre o ruim – diria eu péssimo – vimos logo no começo do episódio Sookie em um dos piores momentos da personagem na série, quando ela discute com Bill para salvar Warlow. Além de mostrar desprezo à situação de alguns de seus amigos como Tara e Jess, ainda tivemos que a ver insinuar ao Bill que fosse atrás de Eric para ter um pouco de sangue do Warlow. Eu acho completamente absurdo ver Sookie largando amigos por um cara que ela conhece há poucos dias.

Em compensação, mesmo após esse péssimo momento, que diminuiu e muito o crescimento da Sookie ao longo das temporadas, tivemos um excelente momento tendo ela novamente em destaque: o discurso que ela faz no velório de Terry. O sepultamento, no geral, foi recheado de bons momentos e teve uma direção precisa que soube aproveitar personagens menores como Lafayette, Alcide, Arlene e Andy, mas foi certamente com Sookie que esse plot alcançou seu ápice emotivo.

E logo após o enterro de Terry vimos a fantástica cena dos vampiros festejando (e transando, porque não?) a luz do sol, o que nos desperta a curiosidade pra saber o que acontecerá no Season Finale já que esse “final feliz” é algo suspeito, ainda mais em uma véspera de temporada.

P.S.: E o prêmio de morte mais dolorosa da historia da TV mundial vai para o Dr. Psycho, que teve o seu órgão sexual arrancado por Eric. Pena o Bill não ter o deixado definhar até a morte.

P.S. 2: Eric, aliás, foi o dono absoluto do episódio, afiado até mesmo nas ironias características do personagem, como por exemplo, quando pede para que Jason tenha bons sonhos com ele quando lhe dá seu sangue.

P.S. 3: minha gente, meu coração transborda de alegria cada vez que vemos essa maravilha que chamamos de Ginger. Ela só abrilhantou o episódio… Isso sem falar na genialidade que é ela ser reconhecida PELO GRITO. HAHAHAH

P.S.4: e acredito eu que Ginger está gritando por dias, desde que foi presa naquela sala. Muito, muito, MUITO amor por Ginger. <3

6×10: Radioactive [Season Finale]

Season Finale com cara e jeito de Series Finale.

Quem conseguir lembrar das minhas primeiras reviews desta temporada de True Blood sabe que, desde o começo, eu senti o cheiro de encerramento no ar e cheguei a arriscar até mesmo que a série terminaria neste sexto ano, sem a chance de uma “temporada final”, isso tudo por achar que a série já dava sinais claro de desgaste e por acreditar que a HBO, um canal que sempre prezou pela qualidade de sesu produtos – e nem tanto pela lucratividade – não continuaria com um show no ar unicamente pelo fato financeiro. Aí veio a HBO e desfez toda minha teoria ao anunciar uma sétima temporada para True Blood – e mais uma vez sem qualquer anuncio de que esta se trata da “última temporada”, logo, deixando aberta a possibilidade de, quem sabe, uma oitava temporada – e então chegamos nessa Season Finale que me fez perceber que eu errei completamente, não na minha análise sobre a série que, sim, deixou clara que poderia ter sido finalizada nesse 6×10, mas sim sobre a HBO.

Essa Season Finale foi dividida em, basicamente, duas partes: a primeira com a finalização das tramas em aberto que, na verdade, era basicamente apenas a história do Warlow, já que o excelente 6×09 cuidou de amarrar quase todas as pontas soltas e, na segunda parte, vimos uma coisa que aqui na Irlanda, aí no Brasil, em Bon Temps e até em Marte eu chamaria com toda convicção de “um Series Finale”. O tom de encerramento da segunda metade do episódio foi tão grande que a única reação que eu tive ao terminar de vê-lo foi: Porque diabos a HBO não cancelou isso?

E a resposta é clara: dinheiro. True Blood continua sendo a maior audiência do canal – agora empatada com Game of Thrones, se não me engano – é uma série com um custo relativamente baixo e traz uma boa repercussão e, por conseguinte, boa lucratividade pro canal. E aí você, caro leitor, me vira e fala: “Ahhh vá, até parece que você trabalha na HBO pra dizer isso com tanta certeza”… E eu te respondo: “Não. Não entendo nada da direção de um canal, mas entendo de séries e sei que True Blood já esgotou suas vias criativas”.

E a questão toda é essa: a série terá uma nova temporada, mas certamente voltará a encher linguiça ou desfazer coisas que já estavam boas só para gerar mais alguma grana pro canal porque, criativamente falando, True Blood encerrou sua trajetória na primeira metade desse Season Finale. E isso é algo muito feio pra HBO que não havia feito isso antes em sua história e, mesmo com uma competição mais forte da AMC, não precisava ter feito isso, principalmente com o sucesso transmídia absurdo de Game of Thrones.

Quanto ao episódio em si, não há muito o que falar e já adianto que eu gostei bastante. A trama da temporada se concentrou basicamente na guerra entre vampiros e humanos, de um lado, e na história de Sookie e Warlow, de outro. Quanto a primeira trama, seu encerramento se deu no episódio anterior, quando Eric acabou com o Vamp Camp e o Bill salvou Jess, Tara, Pam e Cia da verdadeira morte. O que tinha para se tocar neste ponto eram pequenas pontas soltas que precisavam ser amarradas como, por exemplo, Lilith. E achei muito simples – e muito genial – a escolha do roteiro por finalizar essa trama sem grandes mistérios. Bill simplesmente “perdeu” Lilith quando deixou que seu sangue fosse praticamente drenado pelos vampiros na sala branca. E não havia mesmo muito mais a se falar sobre isso. Lilith, em grande parte de sua participação, se mostrou um grande erro do roteiro, mas nessa sexta temporada souberam explorar o melhor que sua presença proporcionou à série.

De outro lado tínhamos Warlow que apareceu movimentando muito a trama e prometendo muita coisa, mas, na verdade, perdeu força narrativa sobretudo quando ele foi pra fadolândia com Sookie. A paixão avassaladora da moça era algo inexplicável e, mesmo charmoso, o personagem de Rob Kazinski não tinha força pra prender o público. Mesmo assim, também achei o final dessa história bem satisfatório e novamente um acerto do roteiro em retirar Warlow da trama pois, assim como Lilith, o personagem sofreu desgaste ao ser trabalhado ao longo de duas temporadas. E sim, foi muito providencial que vovê Nyall aparecesse no último momento pra salvar sua neta, mas essa aparente pressa em encerrar de uma vez por todas essa trama só corroborou para a idéia de Series Finale que o episódio passou.

Mesmo porque, depois do fim da trama de Warlow, o episódio salta alguns meses no futuro e passamos a um momento de encerramento para a grande maioria dos personagens: vemos Bill que se tornou famoso ao escreve um livro sobre todos os acontecimentos dessa temporada – onde ele, humilde, se intitula como um Deus e assume ter matado o Governador – e, mais uma vez, exerce um papel de porta-voz da comunidade vampírica ao dar entrevistas na TV. Sookie, por outro lado, parece ter realizado seu maior desejo: ter uma vida normal. Vivendo com Alcide, a moça parece mais feliz e realizada. A direção foi muito competente, inclusive, em usar takes mais abertos, cores mais vivas e até um figurino mais delicado em Sookie, o que nos passou a clara intenção de que aquilo que estávamos vendo era o final feliz da nossa protagonista.

E o final feliz que se apresentava pra Sookie também era repassado a todos os habitantes de Bon Temps, que agora tem um arrumado Sam Merlotte como prefeito. E, desta forma, como em um perfeito Series Finale, tivemos aquela cena na igreja onde pudemos ver um pouco de cada personagem, todos parecendo muito alegres, em um claro clima de encerramento. Mesmo que em pequenos flashes, vimos Lafayette, Arlene, Terry e Jason, Jessica – que também finalizou sua trama ao pedir perdão do xerife e prometer proteção a ele e sua filha – e até personagens menores, mas ainda assim importantes como Portia, Lettie Mae, Nicole e a mãe de Hoyt – que também falou sobre o filho, pra confirmar que el também teve seu final feliz – todos aparecendo por poucos segundos só pra ratificar a ideia de pacificação e alegria daquela cidade.

O clima é estendido à festa que ocorre no grill, agora sob o comando de Arlene que o comprou de Sam e abriu o Bellefleur Bar and Grill, e se me perguntarem, digo de todo o coração que ali, para mim, True Blood encerraria de uma vez por todas sua trajetória e, mais surpreendente ainda: encerraria com dignidade, após uma temporada praticamente irretocável e com um Series Finale de qualidade…

Mas essa não foi a vontade da HBO…

Então, mesmo em uma trama que não tem mais caminhos criativos pra seguir, vimos a inclusão de alguns cliffhanger BASTANTE cretinos só pra avisar ao público que a série volta no próximo ano, mas os próprios cliffhangers foram tão ruins que não acredito na possibilidade de serem desenvolvidas boas tramas a partir deles.

Afinal, não acredito na morte de Eric. Já é uma burrice estender a série mais do que o necessário, sem a presença do mais carismático de seus personagens, então, é um suicídio. Certamente Pam o salvou de torrar no sol, o que faz desse um dos mais fajutos cliffhangers da história da TV… E sobre a última cena, com a orda de vampiros infectados pela hepatite V atacando Bon Temps… Bem, é complicado palpitar. É uma trama que pode sim ser desenvolvida, mas JAMAIS teria força suficiente para se comparar a desta temporada que era uma trama muito interessante e com possibilidades criativas infinitas.

Ao final deste episódio vimos duas faces completamente diferentes de True Blood: a primeira delas, uma série que conseguiu afastar a má fase, se reergueu, fez uma temporada final com dignidade e nos apresentou um excelente Series Finale. E a segunda face é a de uma série que, sendo um produto, está sujeita a decisões financeiras e será obrigada a continuar no ar mesmo não tendo mais histórias a contar.

Eu amei cada momento desta temporada e, mais ainda, amei muito o MEU Series Finale de True Blood, e vocês?

P.S.: Violet é uma figura e, certamente, o par perfeito para Jason. Se tem algo que pode dar certo nessa sétima temporada de TB é exatamente o desenvolvimento dela como personagem e deste casal bizarro.

P.S. 2: Já me apeguei ao Warlow no mesmo instante que ele meteu um tabefe na cara da Sookie, porque essa mulher tava merecendo pela quantidade absurda de merda que ela fez nessa temporada. E antes que me chamem de machista e coisa e tal, Sookie mereceria esse tabefe se também fosse homem… Bill, na verdade, merece um tanto de tabefe pela sua trajetória na série.

P.S. 3: Achei um desrespeito absurdo com o Alexander Skarsgard a cena dele mostrando o piru e coisa e tal. Para um ator, a nudez não chega a ser um tabu assim e eu que já fiz teatro não vejo problemas em cenas de nudez… O que me incomoda é a nudez gratuita, e foi exatamente isso que fizeram com o Alexander Skarsgard. Não havia NENHUM motivo para mostrar suas partes intimas… Eric já havia aparecido sem roupa antes sem precisar passar por uma situação dessas. Beleza, rolou, as garotas devem ter adorado, mas eu achei um desrespeito com o profissional que, diga-se de passagem, não é um atorzinho qualquer, mas sim um dos protagonistas da trama.

P.S. 4: Sookie e Alcide foi o final mais bizarro imaginável maaaaaaaaaaaaassss, DEU TÃO CERTO que eu me surpreendi. Até fui capaz de entender porque manter o lobo tanto tempo na série. Certamente eles serão a primeira vítima do prolongamento desnecessário da trama, o que é uma pena.

P.S. 5: O nome do episódio é o mesmo da música que tocou nos créditos finais – aliás, True Blood sempre faz isso – que, por sinal, é uma das músicas da minha banda preferida dos últimos tempos, Imagine Dragons. Não tem nada a ver com a série nem nada, mas eu quero deixar aqui a indicação desta banda que, além de Radioactive (que é ótima) tem outras músicas maravilhosas. Eu estou viciado.

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