
Em sua reta final, a quinta temporada de True Blood tenta conciliar suas tramas e unir seus diversos núcleos, obtendo sucesso nesse ponto, de forma a apresentar um episódio muito sólido e bem desenvolvido. Entretanto, mudanças no planejamento habitual da série podem ocorrer, já que o ápice da trama da Temporada ainda não chegou, e o Season Finale já bate à porta de Bon Temps.
Spoilers Abaixo:
Não sei exatamente o que falar deste momento de True Blood, mas já afirmo que está diferente do que eu esperava da série a esta altura da temporada. True Blood, mesmo com todos os deslizes ocorridos durante suas quatro temporadas, sempre seguiu à risca um planejamento que, indiscutivelmente, deixava para o 9º e 10º episódio o ápice da trama – num cliffhanger típico da série – desenvolvendo-os no episódio seguinte de forma a concluir a trama normalmente no penúltimo episódio ou no início da Season Finale, deixando o último episódio um pouco mais morno que os anteriores – o que muita gente criticava, mas eu, particularmente, sempre gostei.
Mas houve uma mudança neste planejamento agora na 5ª Temporada. Nada muito impactante é claro. O ápice da trama ainda não veio. Ou melhor, veio, mas de maneira mais leve. Vimos a virada de mesa de Russel que se coloca contra Salomé, Bill e os outros adoradores de Lilith, mas ainda assim fez bem menos do que se esperava do Sr. Egdington. Posso estar vendo coisa onde não tem, mas acho que isso ocorre por dois motivos: ou o fim de temporada será mais corrido e com muitos acontecimentos ou essa história toda envolvendo Russel, Salomé, Lilith e os vampiros não terá seu desfecho nesta temporada. Estou muito mais propenso a confiar nesta segunda alternativa, até mesmo pela complexidade dessa história.
Um ponto que se destaca essa complexidade, por exemplo, é “o fim do Tru Blood”. Neste episódio vimos novamente o impacto da destruição das fábricas da bebida na sociedade. O desespero tomou conta do mundo e, tirando o Newlin com seu sorriso debochado participando de programas de TV para acalmar a população, a verdade é que estamos diante de uma trama muito mais complexa do que o roteiro demonstra. Afinal, esse é o primeiro passo para o fim do convívio harmônico entre vampiros e seres humanos, que se trata simplesmente do principal argumento da série. Isto fica demonstrado na cena no Merlotte’s, quando um princípio de conflito surge unicamente em razão da entrada de Jessica no restaurante.
Por falar na vampira, fiquei bastante feliz pela atenção que lhe foi dada durante esse episódio. Depois de vários episódios sendo renegada pelo roteiro, em razão da ausência de uma história que apontei em minha última review, chegou a hora da vampira deixar de ficar à margem da trama e ser trazida para o centro das ações. Achei ótimo o encerramento dado à trama envolvendo a vampira, Jason e Hoyt, e desejo mesmo que isso seja um encerramento definitivo. Honestamente, duvido muito que alguém além da Sra. Frotenberry sentirá falta de Hoyt. Em seguida, Jess foi levada à AVL sob ordens de Bill e, mesmo não tendo feito nada por lá ainda, o simples fato de tê-la ali, o lugar que será o centro das ações deste final de temporada, já dá uma expectativa de melhor aproveitamento da personagem.
Outros dois que também estarão no centro das ações dessa season finale são Sam e Luna. Pela primeira vez desde a primeira temporada, o metamorfos tem uma trama interessante sendo desenvolvida. É o caso oposto de Jessica. Com Sam e Luna, a ausência de um pulso firme no comando da temporada acabou dando destaque para os personagens e, mesmo que os argumentos utilizados para manuseá-los pela trama sejam fracos, fico feliz por terem chegado aonde chegaram. Tomara que o Merlotte tenha o destaque que sempre mereceu. Acho que é a hora dele se tornar herói pelo menos uma vez em True Blood.
Sookie é uma grande incógnita para mim. A história envolvendo o assassinato de seus pais é boa… Muito boa, aliás. Outro ponto positivo dessa história foi a união entre os irmãos Stackhouse. Sookie e Jason formam uma ótima dupla. O meu problema, aqui, é simplesmente a forma como essa história foi jogada no meio da temporada. Pode ser chatice da minha parte, mas uma trama tão interessante merecia ser mais bem desenvolvida do que foi. Talvez eu pague pela minha língua, se o plano de Russel – que envolve as fadas – acabar promovendo a união da história de Sookie e Jason com a de Salomé. Por enquanto, só fico triste de ver uma história tão boa ser desperdiçada quando a minha atenção obviamente não está direcionada à ela, mas sim aos acontecimento dentro da AVL.
E convenhamos que, tirando a chegada de Jessica e a “traição” de Russel, nada de muito interessante aconteceu no subterrâneo da AVL neste episódio. Não. Não estou negando importância à aparição de Godric e seu “assassinato” por Lilith, mas já tenho grande experiência com True Blood para saber que Eric não caiu naquela história e aquela cena só serviu para nos despistar.
A verdade é que a falta de acontecimentos relevantes na trama da AVL neste episódio nem me incomodou tanto assim, uma vez que, considerando o que disse no começo da review, era até bem previsível esta calmaria. Este foi um típico episódio que serviu para preparar o terreno para algo maior, no caso – assim espero -, o embate de Salomé e Russel. Portanto, encaro a ausência de ação como algo positivo, já que esta deve vir com força máxima já a partir do próximo episódio.
True Blood continua com todos os defeitos por mim apontados na última review, mas, na medida em que se afunda cada vez mais no roteiro também melhora no quesito entretenimento e, desta forma, maquiando seus graves defeitos com episódios bem estruturados – mas sem qualquer conteúdo – True Blood limpa o terreno para mais um fim de Temporada. Que Lilith nos proteja até lá!
P.S.: Lafayette, mesmo ótimo em toda cena em que aparece, não deve ter maior destaque até o fim da temporada, mas o balanço do personagem até aqui é bem neutro, sempre rendendo ótimos momentos, mas sem ser, de fato importante.
P.S. 2: Pena que Alcide não apareceu no episódio. A trama que vinha sendo desenvolvida para o personagem era muito boa e esse deve ser o melhor ano de Joe Manganiello na pele do lobo, já que estou com expectativa de que os lobisomens tomem papel importante na guerra contra Russel. Estamos aqui diante de mais uma exceção e, assim como ocorreu com Sam, no meio de tantos erros, acertaram com Alcide.
P.S. 3: Adoro Pam e Tara. As duas eram um grande alívio nos piores momentos da temporada, mas não mereceram destaque na review unicamente porque não entendi a função das vampiras no episódio. O tal do novo Xerife chegou e morreu sem que o conhecêssemos direito e eu duvido que vá haver grandes represálias por parte da AVL, uma vez que eles terão problemas bem maiores para resolver a partir da próxima semana. Prefiro esperar um pouco mais para dar qualquer palpite.
Nota de Esclarecimento
Para encerrar, quero deixar um recado para todos os leitores em razão das críticas da última review e, sobretudo, pelos problemas ocorridos com o Henrique Haddefinir. Este é um espaço público, gentilmente cedido a nós para que, como fãs, comentemos os episódios das séries que gostamos.
É direito de todos concordarem ou não com uma review, uma vez que dificilmente um ponto de vista será parecido com o outro. É algo muito pessoal. Felizmente, não vi nada de muito grave, mas peço que, em qualquer momento, seja mantido o respeito pelo reviewer, assim como nós sempre mantemos o respeito por vocês.
Agora, falando sobre mim, sempre respeito todos os meus leitores e conheço alguns até pelo nome, por acompanhar sempre os comentários e absorver grande parte do que é dito, sem me manifestar diretamente sobre um ou outro – é política minha NUNCA participar de discussões em comentários.
Portanto, reitero meu pedido por respeito de todos em relação a nós que estamos aqui, como fãs, amadoramente, sem receber qualquer salário por isso, levantando pontos a serem discutidos de maneira EDUCADA.
Desta forma, aprendam mais a entrar na discussão que o reviewer, em seu ponto de vista, achou interessante propor, apontando uma ou outra omissão sem que, com isso, cobre dele alguma obrigação que ele não tem. Algumas briguinhas sem motivo deixam textos geniais como os do Henrique ficar em segundo plano unicamente em razão da discussão pela discussão. Aprendam a responder ironia com ironia, sarcasmo com sarcasmo e rebater uma opinião clara e fundamentada com outra divergente, mas educadamente.
Não estou aqui, com este esclarecimento, respondendo a A ou B, ou me doendo das dores de fulano ou ciclano. Estou colocando meu ponto de vista sobre uma situação externa à review, depois de ver tanta gente expondo sua própria opinião nos comentários. Eu, como reviewer, enquanto tiver esse espaço à minha disposição, continuarei fazendo minhas reviews como sempre fiz – e o faço com True Blood desde a 2ª temporada – tendo a “liberdade poética” para fazê-la como achar mais adequada, em razão dos sentimentos que me foram despertado após o episódio.
Grato pela companhia de todos aqui, semana após semana,
Thiago Leal





















