Para quem – assim como eu – andava desacreditado com essa Terceira Temporada de True Blood, esse episódio serviu única e exclusivamente para nos mostrar que Alan Ball sabe sim o que está fazendo, que a série segue muito bem obrigado e que quem ousar desconfiar de True Blood, de hoje em diante, terá que enfrentar a fúria de Russel Edgington, sua Majestade.

Spoilers Abaixo:

Mas esse 3×07 foi um episódio tão bom que eu não sei bem por onde começar essa review. Não sei se falo de Sookie, do Russel, do Jason… Não sei se falo do show de interpretação de alguns do elenco… Se falo das bizarrices… Das mortes… Bem, fato é que eu tenho que começar essa review… Vou escrevendo o que for saindo, só espero – para o bem de vocês – que no final tudo faça sentido.

Não achei o final do episódio passado um dos melhores cliffhangers de True Blood, mesmo porque, era óbvio que Sookie não morreria. Se não fosse salva por Tara e Alcide, seria por Bill. E lá vimos a opção “B” se concretizar. Mas graças a esse cliffhanger fracote, tivemos a primeira grande cena do episódio (e primeira grande perda também). Depois de uma vida de sofrimento, Lorena se despede desse mundo, morta por Sookie. E não lembro se alguma vez já disse isso por aqui, mas eu gostava muito da personagem. Toda vez que ela aparecia o chato casal Sookie e Bill era desafiado a enfrentar as insanidades dela, fazendo com que fossem mais tragáveis. Graças a Lorena pudemos ver cenas brilhantes como o embate da vampira com Godric ou o show pirotécnico de Bill. Agora não teremos mais ninguém para nos convencer de que “Bill e Sookie” é um casal aceitável… Mas convenhamos, não é de hoje que o fim do casal está se desenhando, e a morte de Lorena é apenas a ponta do iceberg…

Depois ainda tivemos o embate entre os lobos que acabou com a morte de Coot, numa espécie de vingança do Alcide (se aproveitou da situação e da arma), e também a promessa de vingança de Debbie. Olha, se tem uma personagem tão desequilibrada quanto Lorena, está é Debbie. E o próprio Alan Ball disse que adorava a personagem e que esperava muito dela nessa Temporada… Infelizmente, todo esse momento entre ela e Alcide acabou passando despercebido diante do que ainda veríamos nesse episódio. Mas tenho certeza que ainda veremos muito da Debbie.

Enquanto Alcide, Tara e Sookie estavam em sua fuga alucinada, Bon Temps estava bem pacata. Tirando a depressão de Jason (que depois se transformou em determinação para descobrir o máximo possível sobre Crystal), só o que tivemos de mais animado lá foi a aventura de Sam para salvar seu irmão Tommy. O grande segredo da família Mickens é mesmo o fato de colocarem o filho em brigas de cachorro para ganharem dinheiro. Eu sei que é um absurdo fazer isso com o próprio filho, mas não deixa de ser frustrante tanto mistério para tão pouco.

Sorte a nossa que tivemos poucas cenas em Bon Temps… Aliás, sorte nossa que mais da metade do episódio foi da Sookie, porque essa era a melhor trama em andamento. Desde o começo da Temporada venho elogiando o trabalho de Anna Paquin, por isso, não tenho mais nada a acrescentar que não me torne repetitivo. Quando foi necessário carregar praticamente todo o episódio nas costas, ela o fez. Quem não ficou feliz com seu reencontro com Bill? Ou então apreensivo com sua iminente morte? Quem não dividiu emoções com Sookie? Ou até mesmo, quem não sentiu uma imensa raiva de Bill depois que ele a atacou? Eu senti todas essas emoções, e agradeço Anna Paquin por me fazer sentir isso.

Quando Bill quase mata Sookie, bebendo quase todo o seu sangue, e a moça é levada ao hospital e é dado o primeiro passo para que possamos descobrir o que ela é. Não é mais mistério para Bill, nem Sophie-Anne, Russel, e nem mesmo para Eric, que arrancou a informação de Hadley. E para completar, ainda tivemos a cena de Sookie e Claudine, dançando com “outras criaturas” em um lugar belíssimo. Já havia lido spoilers, já sabia disso, e agora tive a confirmação. Infelizmente, como a palavra ainda não foi dita na série, vou evitar usá-la aqui também, para não irritar os mais maníacos, que precisam ouvir com todas as letras o que a Sookie é da boca de um personagem.

Bem, agora que sabemos o que Sookie é, infinitas perguntas surgem em nossas cabeças. E só espero que tenhamos tempo hábil para respondê-las ainda nessa Temporada. Desde dúvidas bobas do tipo: “Porque ela não tem tipo sanguíneo?” Até as mais complexas como: “O que de fato aconteceu aos seus pais?”, quero respostas satisfatórias e exaustivas, para que esse arco seja fechado com perfeição.

Depois de tudo o que aconteceu no hospital, que nos rendeu ótimos momentos como o discurso de Lafayette e uma “reunião” de quase todo o elenco do Merlotte’s da Primeira Temporada que não acontecia desde…sei lá, a Primeira Temporada… Eu simplesmente não queria que aquilo acabasse. Mas acabou. Com um grito desesperado de Sookie ao acordar e ver Bill. Honestamente, acho que esse foi o último prego no caixão desse casal, que dificilmente sobreviverá a tudo o que aconteceu (e ainda acontecerá). A pergunta que eu faço agora é: Com Bill fora do caminho, o que vem a seguir? Eric ou Alcide?

E já que falei do Eric, sinto dizer que em algum momento do episódio nem senti falta do personagem, que só apareceu com seu merecido destaque nos minutos finais. E QUE MINUTOS FINAIS. Depois de toda história de Sookie, duvidei muito que True Blood se superaria tão cedo, e me surpreendo com momentos fantásticos no mesmo episódio.

Em várias reviews anteriores eu disse que a química entre Sookie e Alcide fazia com que as cenas deles fossem bem mais interessantes. O mesmo vale para Eric, Sophie-Anne e Russel. Mesmo porque Alexander Skarsgard, Evan Rachel Wood e Denis O’Hare são, sem sombra de dúvida, os três melhores atores do elenco. E estão em um casamento perfeito com o roteiro. Esse “casamento” nos levou à cena final onde, de fato, um casamento aconteceu. Para nossa sorte, Russel decidiu ir salvar Pam e finalmente enfrentar o Magistrado. E além de termos Pam de volta, viva e solta, ainda fomos presenteados com um show de Russel.

Para não cometer uma tremenda injustiça, não posso terminar essa review sem dizer isso: Denis O’Hare está dando um show. Fantástico. Magnífico. Esplêndido… Ele simplesmente roubou a cena desde o episódio passado, e reina absoluto entre o elenco. Fico até dividido quanto à vingança de Eric… Porque a simples possibilidade de não contar com O’Hare no elenco da próxima Temporada já me assusta. Não sei se é muito exagero da minha parte, mas vejo grandes chances de O’Hare concorrer ao Emmy 2011. Tudo vai depender de sua Emmy Tape. E, se depender dos poucos minutos de sua cena final com o igualmente brilhante Zeljko Ivanek, teremos muitas prováveis Emmy Tapes para ele nos próximos episódios.

E dessa forma, me despeço de vocês ao som contagiante de “Hitthin the Ground”,música que deu título a este episódio. Quando os créditos começaram, o final surpreendente e o ritmo da música me envolveram de uma maneira tão surpreendente que comecei a dançar. Acreditem. E dancem vocês também… Até a próxima semana!

P.S.: Um episódio. Por apenas um único episódio (o 3×06) vimos Marshall Allman completamente vestido. O pobre coitado tem que ganhar um extra por ter que mostrar a bunda todo episódio… Não é possível.

P.S. 2: Ver Sophie-Anne com aquela cara de criança mimada de castigo, presa em uma gaiola, foi um dos pontos altos da minha semana.

Artigo anteriorEntourage – 7×05: Bottoms Up
Próximo artigoConcorra a um box da 1ª temporada de Glee