
Em um episódio com uma narrativa fantástica, aprofundamos mais ainda na mitologia da série, tivemos grandes mistérios revelados, novos mistérios iniciados e um cliffhanger para nos fazer contar as horas até o próximo episódio… Bem amigos, isso tudo é True Blood.
Spoilers Abaixo:
Destaquei na última review a incrível capacidade que True Blood tinha de ter várias storylines em desenvolvimento e conseguir nos prender a todas elas, mas nesse episódio, no que diz respeito a narrativa, chegamos a um novo patamar. Não o considero melhor que o anterior – mas muito dificilmente teríamos um episódio melhor que aquele e é até covardia compararmos – mas cada vez que a história passava de um núcleo para o outro tínhamos mini-cliffhangers… Estávamos vendo Sookie e Hugo e quando começava a ficar interessante… PA… Já estávamos vendo Maryann, que quando começava a desenvolver sua história já voltávamos a ver Sookie e Hugo. Isso me prendeu ao episódio em cada segundo, não ousando nem pausá-lo por nada.
Claro que essa narrativa não seria tão boa se todas as storylines não fossem tão sensacionais. Óbvio que o seqüestro da Sookie não duraria para sempre, mas acabou durando o tempo necessário para desenvolver outras tramas, como a de Jason. Ótimo ver as diferenças entre ele e Sarah sobre o relacionamento dos dois. Para Jason era uma coisa mais carnal, já para Sarah era amor. E essa diferença ficou visível quando, na igreja, após o sexo, a mulher do reverendo se declarou para o irmão de Sookie e disse que se separaria do marido, e também rendeu um momento muito engraçado, com a reação de Jason.
Mas Jason viu seu mundo balançar completamente no episódio. Depois que o Reverendo Newlin descobriu que havia seqüestrado a irmã de Jason, ele iniciou uma caça às bruxas à família Stackhouse. Jason não é inteligente, mas sabe usar da força. Mesmo que tenha demorado para perceber o que acontecia (e acho que nem percebeu que estão com a sua irmã), soube se livrar do Gabe sem nenhum problema, entretanto, esbarrou em Sarah. Ele morreu? Essa é uma das grandes dúvidas levantadas pelo episódio, e tenho quase certeza que não. O elenco principal da série é bom demais para eles se darem o luxo de sair matando eles… Se o Lafa não morreu, duvido muito que o Jason vá morrer. Mas acredito que ele vai virar refém a Sociedade do Sol, e servir como uma moeda de troca com os vampiros, afinal, ele é irmão da Sookie, que é importante para alguns vampiros.
Por falar na telepata, ela passou o episódio todo no porão da Igreja, e eu acho ótimo quando Sookie e Bill estão separados. E eis que nos é revelada a identidade do traidor, que é ninguém mais, ninguém menos que Hugo. Ridículo o motivo para ele ter se aliado à Sociedade do Sol, e mais ainda o fato dele imaginar que realmente ajudariam ele, mas foi uma grande surpresa, nunca imaginei que seria ele e estava apostando tudo em Barry. E por falar no outro telepata, foi bem interessante ver como Sookie se comunicou com ele para avisasse o Bill, fiquei em dúvida sobre o limite dessa relação entre eles. Eles definitivamente não estavam próximos e ele também não estava querendo ouvir Sookie, mas ela acessou a sua mente. Espero ver isso trabalhado nos próximos episódios.
No hotel, Bill passou o episódio todo preso com Lorena, e não podia ser mais chato. Irrita-me o fato do Bill não se aceitar como vampiro. Ele pode ter a sua humanidade, mas desde que se aceite, o que não acontece. Na verdade, Bill odeia os vampiros. E a única coisa boa em suas cenas foi vê-lo de mão atadas, sem poder correr atrás da Sookie. Ponto para o Eric e sua brilhante idéia de chamar Lorena. Aliás, Eric JUROU que não está interessado em Sookie, mas alguém conseguiu acreditar nisso? Nem Isabel nem ninguém. Então, o que funcionou na trama trabalhada no hotel? Jéssica e Hoyt.
Os dois são um alívio na série. A guerra pode estar à mil por hora, Bon Temps pode estar num bacanal violento, mas esquecemos de tudo isso ao ver os dois. Quem se importa que Maryann é uma mênade? Ou que Godric está seqüestrado? Ou até mesmo que Daphne tenha morrido? Essas histórias de tirar o fôlego tornam-se desinteressantes ao vermos Jess e Hoyt terem sua primeira vez. É o melhor casal da série, e suas histórias são desenvolvidas com uma delicadeza difícil de encontrar em True Blood.
A mitologia da série não tem limites e Maryann é um grande exemplo disso. Mas se a série não fosse magistralmente guiada por Alan Ball, talvez se tornasse complicada, chata e confusa. Mas não é isso o que acontece, e vemos isso claramente quando Daphne explica para Sam o quê é Maryann. Aquela cena seria muito ilógica e confusa, não fosse o excelente roteiro de True Blood.
Então Maryann é uma Deusa, coisa que já imaginávamos. Ela na verdade é uma mênade (ou ménade), que é uma adoradora de Dionísio, o deus do vinho, do prazer, do sexo, e que desperta nos homens seus instintos mais selvagens (como a luxúria, a violência, etc). Isso já explica seus rituais e os constantes bacanais que acontecem em Bon Temps. Mas a explicação de Daphne é excelente e muito mais reveladora do que aparenta. Soubemos o motivo do seu interesse em Sam (Maryann não controlas as criaturas místicas), mesmo eu não tendo me convencido de que esse seja TODO o motivo.
Além disso, Google é nosso amigo nessas horas, e se quiserem saber mais sobre Maryann, pesquisem sobre Mênades e também os outros nomes de Maryann citados por Daphne (como Gaia, Lilith e Isis). Dá para ter uma compreensão muito maior fazendo essa pesquisa, que só não aprofundo aqui porque daria um post inteiro só sobre essas Deusas Mitológicas.
Com as revelações sobre Maryann, Bom Temps volta a ser o lugar mais interessante do mundo, claro que o retorno do Lafayette que conhecemos também ajuda MUITO melhorar aquele núcleo. Quero muito saber o que Sam vai fazer, ou como a Tara vai descobrir a verdade sobre Maryann, já que a pulga atrás da orelha já foi colocada. E agora que Lafa voltou a ser o mesmo, quero muito a Tara desbocada que adoramos.
Por fim, o cliffhanger da série. Com Bill impossibilitado de ir salvar Sookie, Eric leva a melhor, mas eis que temos uma surpresa ao ver que quem impediu que a telepata fosse estuprada foi ninguém menos que Godric (que deve ter sido libertado por Eric). O poderoso vampiro de 2000 anos está vivo e livre, e agora parece que enfim vampiros e a Sociedade do Sol colocarão suas armas em mão e iniciarão o grande confronto da temporada.
True Blood é isso… É passar a semana esperando pelo próximo episódio, é surpreender-se, é querer mais e mais a cada segundo… True Blood é mais viciante que V.













