Sem expectativas e sem frustrações.
Eu já tinha deixado claro que não gostava muito dessa semifinal, uma vez que os favoritos do público já estavam decididos. Como as apresentações do dia não tem nenhum peso na votação, tudo seria muito previsível e raramente os artistas sairiam de sua zona de conforto. Em três dos casos, passaram o que foi previsto, apenas no time de Cláudia Leitte ocorreu uma inversão, mas até essa inversão não me surpreendeu.
O ponto positivo desse episódio foi a mudança das regras que exigiu dos técnicos um posicionamento quanto a quem ele achou o melhor da noite. Essa mudança foi muito bem vinda, uma vez que sempre condenei a postura “política” que eles adotavam durante os seus feedbacks. A partir do momento que não tinham mais que tomar decisão, era muito fácil simplesmente elogiar tudo e deixar nas mãos do público e com essa nova regra exigiu uma conduta mais decisiva deles. Não que fosse fazer diferença em algum resultado, mas já que eles aceitaram essa função de técnico/jurado e a produção os isenta da função de técnico, o mínimo que eles devem fazer é falar quem eles acharam melhor.
Por ser a semifinal, não vou dividir os comentários pelos times, mas farei em forma de ranking. Coisa que tentei fazer desde a primeira apresentação ao vivo, mas acabava não conseguindo construir um, então, me esforcei para dar certo dessa vez.
8º Lugar: Júnior Lord – Céu Azul (Team Brown)

Que merda foi essa? Vou repetir que a única vantagem que ele tem é um timbre, mas isso só se torna vantagem quando usado na forma correta. O arranjo deixou sua voz totalmente fora do tom e essa mania horrível que ele tem de cantar com a mão do saco fez essa apresentação me irritar profundamente. Morram todos que votaram nele!
7º Lugar: Renan Ribeiro – Azul (Team Teló)

Eu adoro essa música, ela é muito baranga. Ela foi lançada em uma época de transição do sertanejo clássico (bom) para o sertanejo universitário (ruim), por isso, tem elementos de ambos estilos. Renan é um cantor tão limitado, que toda vez que ele tentou puxar para o lado do sertanejo clássico, ficou horrível e desafinado, e ao voltar em sua zona de conforto, foi aquele arroz com feijão que ele sabe fazer. Já está fazendo hora extra no programa.
6º Lugar: Nikki – Hello (Team Milk)

Adele mal lançou essa música e já tão querendo soltá-las nos realitys? Adele não! Quantas vezes preciso falar que se seu nome não for Aretha Franklin você não pode cantar nenhuma música da Adele? O começo da música foi bem ruim, ela estava desafinada e forçando a voz terrivelmente, no final, quando começou o show de gritaria, que é o que Nikki sabe fazer, ficou bom. De qualquer forma, elogio a postura da Nikki, é a única ali que sabe se portar como uma artista, ela tem presença, ousadia e carisma. Mesmo quando canta mal, ela consegue deixar as apresentações interessantes, ela só tem que parar com essas caras de sofrimento na hora de cantar.
5º Lugar: Brícia Hellen – Como 2 e 2 (Team Milk)

Depois de ser criticada por todos pela sua escolha na semana passada, finalmente Brícia saiu da sua zona de conforto e mostrou que é uma cantora completa. No começo, ela se perdeu até encontrar o tom, mas rapidamente se recuperou e fez uma apresentação bonita. Se ela tivesse feito isso no primeiro show ao vivo, ela poderia ter crescido muito mais na competição.
4º Lugar: Ayrton Montarroyos – Olhos nos Olhos (Team Lulu)

Se a vida de um artista é dois passos para frente e um atrás, Ayrton foi um para trás. Voltou a sua zona de conforto, cantando de forma totalmente monótona e cansativa. Voz estava sensacional, mas ficar elogiando só isso não dá.
3º Lugar: Joelma Santiago – Mentira (Team Lulu)

Joelma continua com os mesmos vícios, os excessos de firulas que atrapalham a dicção, Lulu foi muito feliz em sua crítica. De qualquer forma, ela consegue transformar qualquer música em algo além, ela coloca o sentimento em tudo que canta, o que é uma excelente qualidade. Outra qualidade é a sua escolha de repertório, ela não se preocupa em escolher músicas de apego popular, e procura crescer com elas. Estrategicamente isso não pode ser questionado, mas como uma artista, é ótimo para seu desenvolvimento. Mira Callado é uma das minhas participantes favoritas e foi bom rever a época que Carlinhos Brown tinha um time destruidor.
2º Lugar: Paula Sanffer – Azul da Cor do Mar (Team Brown)
Em um tanto de exagero, Paula vence pela consistência. Ela é uma cantora limitada? Muito! Mas ela sabe exatamente o que ela dá conta de fazer e explora muito bem a sua limitação. Ela não solta notas que ela não dá conta, tudo que ela fez, por mais que seja pouco, é o que ela domina e isso vale muito mais do que sair gritando sem controle. Com um repertório certo e uma boa presença de palco, ela conseguiu ficar na frente de muitos cantores pimpados ao longo do programa.
1º Lugar: Renato Vianna – Who Wants to Live Forever (Team Teló)

Ele cantou MJ, depois Paul, depois Freddie, três entidades praticamente intocáveis da música e por mais perigoso que possa ter sido, sobreviveu às três. Sou muito chato com qualquer pessoa cantando Queen, não gostei muito dos gritos no final, mas isso não isenta o excelente trabalho que ele vez. Soube crescer na hora certa e a escolha de música foi acertada, já que ela não pedia muito movimento e por isso, sua péssima postura de palco não lhe prejudicou. O maior ponto positivo é em como ele conseguiu passar sentimento e emoção com sua voz, por mais difícil que seja interpretar uma canção com esse legado, ele deu conta do recado.
Resultados:
No Team Lulu, eu preferia Joelma, mas o resultado já estava declarado. Tanto Lulu quanto o público preferia o Ayrton e já tinha aceitado isso. Em seguida, Team Brown, eu também já comecei o programa preparado para a eliminação da Paula, mas com essa porcaria que o menino Lord fez, eu realmente tive esperanças que Paula conseguiria reverter, até Brown reconheceu que ela merecia mais e deu mais pontos para ela (sabia que ele não teria coragem de dar todos os 30 para ela), mas tem uma lei que todo reality show de 2015 tem que ter uma cagada do público e por isso, de forma totalmente injusta, Júnior está na final.
Team Teló foi óbvio e justíssimo, Renato é o finalista disparado. Quanto ao Team Milk, ela foi contra a tendência do público e escolheu Nikki como a melhor, que não é novidade, já que todo mundo sabe o carinho que a técnica tem por ela. O público, pela primeira vez, também optou pela Nikki e isso não me surpreende. Primeiro que todo público pop da Allice migrou para ela, segundo, Nikki é bem forte nas redes sociais, o povo que não se dava o trabalho de votar mesmo, e terceiro, All About the Bass tirou muitos fãs de Brícia. Por mais que eu tenha achado Brícia melhor nesse episódio, eu não achei o resultado injusto. Brícia pode ser uma melhor cantora, mas Nikki é uma melhor artista. Enquanto Brícia quer ser uma pop genérica, Nikki tem uma proposta mais completa e mais interessante de trabalho.
Esses são os 4 finalistas:

Minha torcida é para o Renato Viana, por um motivo bem coerente. Ayrton, Júnior e Nikki são pessoas que eu apontei que mereciam serem eliminados em algum momento na disputa, já Renato mereceu passar em todas as etapas. E como bônus, cada técnico fica com uma vitória no placar, não que isso vá afetar em alguma coisa, mas acho legal.
Solte a Voz
– De onde surgiu esse Silva? Conheci esse cara com o programa e já achei péssimo, desculpa.
– Minha reação se Júnior Lord não ganhar esse programa:

















