Quando a gente pensa que não dá pra ficar pior…

Logo no início da temporada, deixei na review meu medo de que a nona temporada acabasse se tornando um reboot da sétima temporada, e eis que esse episódio decide me deixar com a impressão de que vai ser também uma versão 2.0 da quarta temporada. É, essa mesma, aquela temporada recheada de country do início ao fim, com Danielle Bradbery sendo a vencedora e com talentos como Sasha Allen, Amber Carrington e, principalmente, Judith Hill, rejeitadas pelo público americano.

No segundo episódio da temporada, tivemos um sem número de cantores country, todos quase idênticos no estilo e por causa disso, tivemos um episódio bem monótono e chatinho, que conseguiu ser ainda pior que a estreia da temporada, com uma pessoa em especial salvando (acho que sabem de quem estou falando) o episódio de não ser ruim por inteiro. Eu bem havia dito antes que o nível da estreia já dizia alguma coisa sobre o resto da temporada. Parece que eu não estava enganado quando disse aquilo, o jeito é realmente torcer pra que melhore, mas como o mestre Guto Cristino sabiamente falou ano passado, os Playoffs são o medidor de qualidade mais confiável da temporada, então somente ali saberemos se estamos diante de uma boa temporada, ou de uma outra temporada de decepções.

Quanto as performances, todas foram bem corretinhas, deu pra gostar de alguns candidatos, mas quase ninguém que tenha me empolgado de verdade. Mas sem mais delongas, vamos ao ranking das performances do episódio:

9) Combo Team Gwen – Noah Jackson, Tim Atlas e Hanna Ashbrook

E temos o primeiro combo da temporada. Só acho engraçado que eles, aprovados que são combados, mas os eliminados têm a blind inteira mostrada. Todos viraram a cadeira de Gwen, e nenhum deles me animou, mas confesso que fiquei curioso pra ver mais de Noah com sua versão de Elastic Heart.

8) Blind Joe – If It Hadn’t Been For Love

Já estou com medo de Joe, por causa de toda sua história triste mais o fato dele ser cego, drama perfeito para os americanos comprarem e ficarem arrastando ele nos Lives, caso chegue lá, o que eu realmente torço para que não aconteça. Quanto a sua performance, não foi nenhuma tragédia, mas passa longe de ser perfeita, houve uns probleminhas de respiração no meio da performance, e quase umas semitonadas também no meio do caminho, mas de resto, ele foi bem corretinho, mas não acho que tenha feito valer todas as cadeiras viradas. Como todo country, obviamente, ele vai e escolhe Blake sem perder tempo. #TeamBlake

7) Zach Seabaugh – Take Your Time (Sam Hunt)

Quando conheci Zach, não acreditei que ele na verdade tinha a minha idade, sendo que ele aparenta já ter uns 21 anos no mínimo! Ele começou já um pouco apressado, e acabou cometendo uns errinhos nos graves, mas ele tem um timbre bem agradável, e demonstrou isso quando o tom da música subiu e ele soube executar bem as notas altas e demonstrando conexão com a letra. Já deve ter arrebatado alguns corações pela boa aparência, exceto Gwen que não virou a cadeira pro garoto, mas que levou a Adam a chamá-lo de Superman. Eu confesso que já me sinto buddy de Zach, pelo carisma e a simpatia que ele demonstrou e, geralmente, participantes evangélicos tem a tendência de conseguir minha torcida mais fácil, admito. Zach, como também demonstrou ser country, foi logo continuar a sequência de countries no #TeamBlake.

6) Emily Ann Roberts – I Hope You Dance (Lee Ann Womack)

Você vê que o episódio está mesmo muito season 4 feelings quando você olha para Emily e logo lembra de Danielle Bradbery. Emily podia muito bem ser uma prima distante da vencedora da quarta temporada, a julgar pela aparência e pela voz singular. A diferença é que Emily muitas vezes apresentou uma qualidade muito anasalada em sua voz que soou meio irritante pra mim, mas ela mandou muito bem segurando as notas longas e ainda mostrando um falsete lindo na glory note. Gostei de Emily por enquanto, mas não chega a ser uma favorita. Adam e Blake viraram, mas quando a pessoa é country, sabemos que não tem como Blake não levar essa. #TeamBlake

5) Ivonne Acero – Style (Taylor Swift)

Cumprindo a cota de retornante, Ivonne volta da temporada passada, e dá pra perceber uma certa melhora na candidata de lá pra cá. Pegando um hit recente de Tay-Tay (aliás, ficam aqui as saudades de Taylor como advisor e o desejo de que a promovam para coach no futuro), Ivonne virou as cadeiras de Pharrell e Gwen e demonstrou mais controle em sua voz, e soube executar cada nota difícil da música muito bem, e inclusive demonstrou um ótimo e bem controlado vibrato. Ainda não vejo Ivonne como uma provável ameaça na competição, mas acredito que ela pode se dar bem nas mãos de Pharrell. #TeamPharrell

4) James Dupré – Let Her Cry (Hootie & The Blowfish)

Pimp spot do episódio, James foi apenas mais um country 4-chair pra entrar no Team Adam?!. Por isso, confesso que ri alto com direito a cara de ‘masoq?!’ quando vi Adam, Pharrell e Gwen todos virando juntos e Blake logo dando risada porque achava que eles não tinham como ganhar essa, e no final, Adam quem levou. James fez um bom trabalho vocal e não deixou muito a desejar, e tem alguma coisa na voz dele que me faz muito lembrar Corey Kent White, o único finalista country de Blake na temporada passada. E acima de tudo, é que eu percebi uma star quality gritante vindo dele, ele já tem uma voz pronta pra tocar em rádios country pelo USA, basta ver o que Adam fará para extrair o melhor dele como performer, e aprimorar seu potencial, porque lembramos muito bem do ótimo trabalho que ele fez com Amber Carrington, e acredito que James não será mais uma Cali Tucker no forte time de Adam. #TeamAdam

3) Regina Love – Rock Steady (Aretha Franklin)

Regina já veio quebrando tudo com o vozeirão de diva que tem, e obviamente eu já fui conquistado por ela. Muitos reclamam que a sua performance e a songchoice foram muito datadas e por isso não deu pra gostar dela, mas eu digo que pode botar mesmo uma Aretha e arrebenta nesse palco. Ano passado, tivemos uma Tonya Boyd-Cannon para poder contagiar com seu carisma e voz de diva, e Regina não fica muito atrás. Cada rosnado, nota alta, e cada ‘babe’ em voz grave, foi incrível, e ela soube animar a plateia e demonstrou bastante presença de palco. Adam e Blake curtiram e viraram, e Regina escolheu fortalecer ainda mais o time do vocalista do Maroon 5, e estou animado pra ver o que ele fará com Regina, espero que ele não se livre dela tão cedo como já fez com Donna Allen na quinta temporada. #TeamAdam

2) Evan McKeel – Typical (Mutemath)/ Overjoyed (Stevie Wonder)

Agora sim, estamos falando de um 4-chair merecido com todos os méritos. Evan fez uma ótima escolha de música, e demonstrou um vozeirão, mais uma energia contagiante com Typical, e quando ele atende ao pedido de Pharrell de cantar Overjoyed, ele mostrou uma vertente completamente diferente de sua voz, e me cativou ainda mais. Sua voz ficou suave, demonstrou uma beleza encantadora na música, e todo o clima do estúdio mudou, e todos, assim como eu, ficaram hipnotizados com Evan naquele momento. Pharrell ganhou mais um grande trunfo em seu time da morte, e o crentelho aqui, mais um cantor incrível pra torcer. #TeamPharrell

1) Ellie Lawrence – We Don’t Have To Take Our Clothes Off (Ella Eyre)

Claro que o primeiro lugar tinha que ser dessa maravilhosa da Ellie! Ela foi divulgada como sneak peek do episódio, mas não houve ninguém que a superasse aqui também. Ellie já chegou me conquistando com esse carisma maravilhoso e personalidade cativante, mas em sua performance, ela me conquista ainda mais, demonstrando além de uma conexão e interpretação incríveis da música, uma voz versátil, cheia de camadas e um timbre maravilhoso. Ela soube transitar maravilhosamente bem entre os graves da música com uma delicadeza ímpar, e soube brilhar nas partes altas da música, com uma rouquidão e um vibrato pra ninguém botar defeito. Performance maravilhosa em todos os sentidos, acredito que já seja uma das melhores blinds da temporada, não entendo porque Blake não a tornou 4-chairs de uma vez, e eu morro de medo com o que Gwen fará com ela, não sei se vou saber lidar se Ellie for eliminada antes dos lives. Gwen tem sua primeira grande frontrunner em mãos, cabe a ela ajudar Ellie a evoluir, e não largar dela de jeito nenhum. #TeamGwen

Os eliminados desse episódio e que não conseguiram uma cadeira virada foram Gage Navarro (Ain’t No Rest For The Wicked), Bryan Bautista (Locked Out Of Heaven) e Natalie Yacovazzi (Oh! Darling).

Agora, vamos ver como ficam os times agora:

Team Gwen – Kota Wade, Braiden Sunshine, Noah Jackson, Tim Atlas, Hanna Ashbrook, Ellie Lawrence

Gwen conseguiu várias aquisições nesse episódio, mas em seu time, só podemos voltar nossas atenções para Ellie, que no momento é o carro-forte do time, mas Kota não fica muito atrás também e pode ser uma futura ameaça nesse time.

Team Blake – Nadjah Nicole, Barrett Baber, Blind Joe, Emily Ann Roberts, Zach Seabaugh

Blake conseguiu mais algumas boas aquisições, com exceção de Blind Joe, e acredito que ele conseguirá terminar com um time forte no final das blinds. Aqui ainda vejo Barrett como o trunfo de Blake, mas podemos ver evoluções vindo de Nadjah e Zach, Emily eu até curto, mas algo me diz que Blake pode querer transformá-la em uma Danielle 2.0. Como favoritos nesse time, tenho Barrett e Zach, e Nadjah como uma torcida em potencial.

Team Adam – Keith Semple, Jordan Smith, Regina Love, James Dupré

Adam segue montando um time fortíssimo e voltando a sua boa forma. Regina e James foram ótimas adições ao time, e acredito que nesse time, qualquer um pode ser uma ameaça na competição, então fiquem de olho. Meus favoritos aqui são Keith, Jordan e Regina.

Team Pharrell – Mark Hood, Siahna Im, Ivonne Acero, Evan McKeel

Pharrell parece que não quer ficar atrás de Adam de forma alguma e também continua montando um time matador pra gente poder sofrer com as eliminações à partir das Battles. Ivonne foi uma boa aquisição, mas Evan é que foi o grande trunfo e acredito que, junto com Siahna, ele é a principal ameaça desse time. Coincidentemente, também são meus dois favoritos aqui, e Mark e Ivonne tem potencial para ganharem minha torcida também.

É isso, gente, mais um episódio morno e bem decepcionante nessa primeira semana, e resta torcer para que semana que vem, a qualidade das blinds aumente consideravelmente, e que possam surgir mais candidatos surpreendentes que venham a ganhar destaque. Até agora, as coisas não estão caminhando bem, mas esperança é a última que morre, não, gente? Mandem a ver nos comentários, digam quais são suas expectativas, quais são seus favoritos até agora, e fiquem com a prévia de semana que vem, até lá, pessoal!

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