Para a pior temporada, o melhor vencedor.

Foi uma longa e extremamente sinuosa jornada, marcada principalmente por uma miríade de sentimentos às vezes bastante conflitantes. Queríamos ver o crescimento dos candidatos, mas a ausência de etapas que pudessem explicitar sua identidade não permitiu que isso acontecesse. Queríamos torcer por Usher e Shakira, mas o desânimo dominava à medida que víamos erro atrás de erro de ambos os coaches. Queríamos ver apresentações épicas, mas era cada vez mais difícil acreditar que o baixo nível geral dos concorrentes nos permitiria passar show após show deslumbrados com o que víamos. Muitos abandonaram o barco pelo caminho, e quem pode culpá-los? A verdade é uma só: se dependermos desta temporada para bater o martelo sobre o The Voice, fica difícil não concluir que o show entrou em sua inevitável decadência – e a audiência, embora ainda suficiente para manter o reality em primeiro lugar, acompanhou de perto a queda significativa de qualidade.

Enquanto a sensação de temporada infinita e arrastada dominou os desnecessários 2 rounds de batalhas, a correria e a pressa para terminar deram o tom dos lives, culminando nesse Top 3 pra lá de questionável que passou longe do critério “A Voz” para ser definido.

Para completar a lambança, a sexta temporada foi aquela que mais permitiu questionarmos a credibilidade do nosso reality favorito. Além das pimpações de costume, dos combos tendenciosos que prejudicaram – e muito! – o Team Shakira e do já exaustivamente explorado #VoiceSave de última hora para salvar Christina Grimmie e garanti-la na final, ainda tivemos de lidar com um bug do iTunes em plena final! Eita temporada zicada!

Tudo começou com reclamações no Twitter sobre a dificuldade de encontrar a música de Josh Kaufman no iTunes. Fiz esse mesmo teste durante a madrugada de segunda para terça, e realmente as únicas canções inéditas que apareciam na busca eram a de Christina Grimmie e a de Jake Worthington. Josh Kaufman, descobri minutos depois, foi prejudicado porque alguma anta que cadastrou o single no iTunes acabou registrando-o como “álbum” em vez de “song”, dificultando imensamente a busca pela canção.

Devo dizer que, apesar de realmente parecer um boicote do programa a favor de Christina Grimmie, não acho que tenha sido o caso. Como eu sempre digo, a NBC só está interessada em audiência, e nesse ponto era importante para eles que Grimmie seguisse até o fim, atraindo seus 2 milhões de seguidores para o programa. Mas dar a vitória a ela nunca foi uma preocupação da emissora. Acredito perfeitamente que esse foi um baita azar, um estagiário da Apple que deve ter errado o cadastro justamente da música de Josh Kaufman. Coloco a mão no fogo e digo que jamais a produção do programa teria feito isso de propósito. Até porque esse tipo de coisa arranha demais a credibilidade do programa, como realmente arranhou, independentemente de a culpa ser da emissora ou não.

O resultado de uma temporada horrível dessas não poderia ter sido outro senão a pior final da história do The Voice, com absolutamente nenhuma performance memorável na (se tudo der certo) completamente esquecível noite de segunda-feira. Mas, já que precisamos passar por ela, vamos em frente:

BIS

3. Jake Worthington – Don’t Close Your Eyes (Keith Whitley)

https://www.youtube.com/watch?v=SmdXfsBKkak

Foi aquela coisa de sempre, né, amigos? Tecnicamente ok, mas sem graça, sem personalidade, sem nada. Nem vale a pena perder muito tempo com esse azarão que não deveria nem estar aqui.

2. Christina Grimmie – Wrecking Ball (Miley Cyrus)

https://www.youtube.com/watch?v=LoCXuQw2qlk

Foi difícil avaliar essa apresentação de Christina Grimmie. Particularmente, enxergo claramente uma cantora mais madura e mais dona do palco aqui do que em sua blind toda  marcada  e perfeitinha, e eu prefiro imensamente essa Christina mais segura de quem é e menos presa dentro da própria mente. Por outro lado, no finalzinho da performance, quando surgem os fogos e Christina explode em seus tradicionais agudos ensurdecedores, a improvisação da cantora acabou gerando umas boas notas erradas que fazem com que os berros tornem-se ainda mais incômodos do que de costume. No fim das contas, até chegar ao referido momento, a performance estava excelente, e isso diz alguma coisa (boa, que fique claro) sobre Christina Grimmie.

1. Josh Kaufman – Signed, Sealed, Delivered (I’m Yours) [Stevie Wonder]

https://www.youtube.com/watch?v=FDPETO4h01A

Impossível compreender por que raios a América escolheu uma música tão antiquada para Josh cantar diante de um corpo de trabalho com opções bem melhores. Das duas uma: ou o público queria ver Josh sambando na cara de Adam Levine com a música da batalha em que o cantor saiu derrotado, ou foram os fãs de Cris Grimmie entrando em ação, mesmo.  Ainda assim, foi uma performance espetacular, com todas as nuances vocais de Josh Kaufman que temos visto ao longo da temporada. Dos falsetes absolutamente incríveis aos belíssimos graves que Josh também faz muito bem, essa foi mais do que uma performance, foi uma baita demonstração de poder. E, a meu ver, simboliza exatamente o significado da presença de Josh Kaufman nesta temporada: alguém que consegue, no meio de um monte de limões podres, selecionar ingredientes para uma belíssima limonada.

DUETO COM O COACH

3. Jake Worthington & Blake Shelton – A Country Boy Can Survive (Hank Williams Jr.)

https://www.youtube.com/watch?v=HVqZ9ENa390

Mas que saquinho! Não bastasse o fato de Jake ter sido completamente ofuscado pela presença gigantesca de Blake Shelton, o limitadíssimo cantor errou tom, errou notas, errou tudo. O contraste com Blake só deixou evidente o amadorismo de Jake, e essa performance evidenciou totalmente quão despreparado o rapaz está para uma competição do nível do The Voice, e é realmente revoltante ver alguém como ele deixando para trás artistas do calibre de Kat, Kristen e até mesmo da controversa Sisaundra Lewis.

2. Josh Kaufman & Usher – Every Breath You Take (The Police)

https://www.youtube.com/watch?v=bd1AxE0beoU

Não é que Josh e Usher não tenham cantado bem – aliás, eu diria que isso é impossível – mas o que senti durante essa performance foi, além da escolha musical terrível, antiquada e extremamente batida, uma desconexão completa entre Usher e seu pupilo. Não senti nenhuma entrega e até fiquei com a sensação de que os dois mal ensaiaram a performance. Complicado.

1. Christina Grimmie & Adam Levine – Somebody That I Used To Know (Gotye)

https://www.youtube.com/watch?v=UpzS0W1ofB4

Amigos, eis a prova cabal de que o nível dessa final está mais baixo do que o Ananias, aquele personagem do Renato Aragão (sdds, Ananias!). Vejam bem, eu achei esse dueto bem fraco, tudo isso por culpa de uma maravilhosa chamada Lindsey Pavao, que cantou essa música lindamente na segunda temporada. Mas vou dizer que a entrega de Christina Grimmie e sua deliciosa harmonia quando praticamente fazia segunda voz para Adam Levine (desnecessário ficar com tantos versos para si, hein, Adam?) me fizeram comprar – figurativamente, eu digo – a versão da moça e a química entre ela e seu coach. E, embora Adam tenha errado bastante nos primeiros versos, confesso que, por estar tão acostumado com o moço cantando fino, fiquei impressionado com seu registro mais baixo e gostaria de ouvir mais canções dele assim. Se compararmos com quase todos os duetos de finais do The Voice, este ainda perde feio. Mas, diante de um Jake fraquíssimo e de uma dupla Josh & Usher que não pareceu ter ensaiado muito bem sua batidíssima canção, Christina & Adam acabaram levando esse round – mérito todo dela, vale dizer.

SOLO INÉDITO

3. Josh Kaufman – Set Fire To The Rain (Adele)

https://www.youtube.com/watch?v=SCrE2QDz2-0

Decepção completa define essa performance. Tudo começa com a péssima escolha musical de Usher, que em pleno 2014 ainda acha que escolher Adele é uma boa ideia. Como se não bastasse, o coach ainda aconselha o pupilo a se jogar, se entregar completamente e coisa e tal, o que resulta numa performance estranha e gratuitamente chorosa. Existe um limite para a quantidade de emoção que pode ser imposta a uma performance para que ela não fique chata e incômoda, e Josh passou demais da conta, baixou a Sisaundra total! Continua cantando muito bem, mas pra mim não deu. Até cogitei a possibilidade de alguém da Apple ter ouvido a música e pensado “hm, vou é esconder esses troço da busca do iTunes, porque a humanidade não merece”. Falo mesmo!

2. Jake Worthington – Right Here Waiting (Leandro & Leonardo)

https://www.youtube.com/watch?v=I3LMCJJ_ZlU

Jake foi aquela coisa ruim de sempre, mas, desta vez, deu pra ficar cantarolando Na luz do luar / no sol de verão / você é desejo e eu sou paixão, e isso pra mim valeu muito como entretenimento e melhorou meu humor, então merece reconhecimento.

1. Christina Grimmie – Can’t Help Falling In Love (Elvis Presley)

https://www.youtube.com/watch?v=gCYnQBYI7ys

Novamente, temos um número 1 que só evidencia o baixo nível dessa final. E eu não digo isso porque Christina Grimmie fez um trabalho ruim, muito pelo contrário. Achei a versão da moça bastante própria e muito competente. O trechinho a capella no início foi arrebatador, e, embora a canção tenha perdido fôlego ao longo da performance porque comecei a achar que Christina estava mais preocupada em mostrar o que sabia fazer do que em interpretar realmente a canção, não dá pra negar que foi uma apresentação tecnicamente à prova de falhas. O problema é que cantar essa música duas semanas depois de Jena Irene ter feito a apresentação da temporada no American Idol, além de pouco inteligente, acaba pegando mal para a cantora. Do jurado Keith Urban: “Jena, você é tão artista que acabou inspirando uma outra pessoa a cantar essa mesma música em algum lugar. E inspirar os outros é um sinal de verdadeiro talento artístico, parabéns!”. Elegantérrimo, disse tudo o que precisava ser dito, e se eu não comento mais detalhadamente a performance de Christina é porque tenho uma versão muito mais interessante e que capta muito mais a essência da música à disposição. Por isso, se vocês querem saber o que está errado com a performance de Christina Grimmie, é só clicar aqui, ver a resposta e não perder tempo negando que, em pleno Top 4, Jena ofuscou completamente uma performance de final do The Voice.

Assim, chegamos ao fim das performances de segunda-feira, e devo dizer que, se fosse julgar apenas pela última noite de performances, Christina Grimmie mereceria sair vencedora. Mas, com o corpo de trabalho absurdamente superior de Josh Kaufman, é absolutamente impossível torcer para outra pessoa nesse fim de temporada.

RESULTS SHOW

O show de terça começou com Carson Daly redigindo metaforicamente o seguinte tuíte: “#VoiceSave credibilidade”. Por sorte, a iniciativa funcionou e, na última hora, o nome do programa foi salvo pelo anúncio de que, devido ao bug do iTunes relativo à canção de  Josh Kaufman, todos os votos pelo iTunes seriam anulados (aliás, já pode querer que o iTunes seja anulado pra sempre e que a gente pare de receber spoilers dos eliminados pelos charts da loja virtual de música da Apple?).  Respirei aliviado com a notícia, pois essa era a ÚNICA solução possível para garantir que o meu respeito pelo The Voice fosse mantido.  Se temos de aguentar as más escolhas dos americanos, paciência, mas que ao menos não percamos a confiança em um sistema de votação justo. Só pude dar meus parabéns à produção do programa pela decisão acertada e pelo bom senso.

No mais, o programa teve aquele ar de nostalgia de sempre, com os eliminados desde o Top 20 voltando para participar de performances em grupo e um sem número de convidados especiais. Ryan Tedder segue firme e forte urubuzando a vaga de Adam Levine nas cadeiras vermelhas, enquanto Robin Thicke e Ed Sheeran, também membros consagrados da família The Voice, seguem marcando presença em múltiplas temporadas.

Ainda assim, tudo me pareceu extremamente boring, e eu só queria que aquelas duas horas passassem logo para que chegasse o resultado e eu pudesse seguir em frente pensando na próxima temporada.

Até que um momento realmente mágico aconteceu naquele palco. Um momento absolutamente fenomenal que vai deixar essa final marcada na minha mente por um tempo. Ei-lo:

Ed Sheeran & Christina Grimmie – All Of The Stars

https://www.youtube.com/watch?v=-Vi2NOPZSaY

UAU!!! Fiquei completamente paralisado ao longo de toda a performance, apenas degustando tudo o que meus ouvidos eram capazes de absorver. Ed Sheeran é Ed Sheeran, e sua música conseguiu extrair absolutamente todo o melhor que Christina Grimmie tinha a oferecer, com lindíssimos vocais de uma delicadeza ímpar. Esses são os agudos em que Grimmie deveria investir sempre, porque eu pagaria US$ 1,29 sem medo de ser feliz por uma versão em estúdio dessa colaboração no iTunes.  E é curioso como, ao contrário de Adam Levine, Ed Sheeran soube perfeitamente como deixar sua parceira brilhar no dueto. Lindo, lindo!

No mais, apenas performances medianas a boas, e bons momentos para matar as saudades de Tess Boyer e Bria Kelly matando a pau.

Até que, depois de uma espetacular performance do Coldplay, chega a hora do anúncio:

Em terceiro lugar…

CHRISTINA GRIMMIE!!!!! (?????????????????????)

Lembram do piripaque do Chaves? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo na hora desse anúncio. Inclusive, mal prestei atenção no vencedor em si, porque é inacreditável ver Christina Grimmie em terceiro. É curioso porque eu nem a queria na final, mas a cantora foi claramente a melhor nesta última semana e, mesmo que não tivesse sido, seu corpo de trabalho é mais do que suficiente para garantir um segundo lugar em cima de Jake Worthington. Deu até um leve pânico com a possibilidade de um Jake campeão (mas o diabinho dentro de mim se divertiu um pouco pensando que a sexta temporada poderia, afinal, ter um vencedor digno de sua qualidade, confesso). E eis que o anúncio final veio:

AND THE VOICE OF AMERICA IS…

JOSH KAUFMAN!!!!!!!!!!!!!!

Iééééééé!!! Justiça!!!! Josh precisava muito dessa vitória. Aos 38 anos, não dá pra ter muita perspectiva na carreira musical, e não acredito que o cantor teria chance de arrebatar um contrato com uma gravadora se não tivesse vencido o programa. Grimmie e (inacreditavelmente) Jake muito provavelmente terão carreiras mesmo sem ter vencido. Por isso, acho que o resultado foi como tinha que ser. E, curiosamente, a pior temporada do The Voice é justamente a que teve o melhor vencedor. Que me desculpem Javier, Jermaine (esse nem precisa me desculpar, na verdade), Cassadee, Danielle e Tessanne, mas Josh Kaufman é tranquilamente o melhor vocalista e o artista mais completo que já venceu esse programa! Claro que, assim como todos os outros ex-participantes, cairá no esquecimento completo para sempre logo depois de aparecer na próxima temporada para cantar um single, mas o importante é que ninguém pode dizer que a melhor voz não tem vencido esse show, e essa é a credibilidade de que o The Voice precisa. O resto é problema da NBC.

Assim, chegamos ao fim de mais uma cobertura do programa. E essa foi dura, hein, amigos? Parabéns a todos os guerreiros que conseguiram acompanhar esta temporada, a vida longa a Josh Kaufman! Encerramos com aquele sobe-e-desce tradicional que faço em todos os fins de temporada:

SOBE

– Usher

Não vou mentir aqui e dizer que Usher foi um ótimo coach nesta temporada. Muito pelo contrário. Usher errou demais com Bria Kelly e fez escolhas absurdas para o próprio Josh Kaufman – sendo que a pior delas foi em plena final! A meu ver, Josh ganhou por méritos 100% próprios. Ainda assim, se teve algo ou alguém que saiu por cima desta temporada foi o nosso representante do R&B nas cadeiras vermelhas. Ninguém acreditava plenamente que o império Shevine pudesse ser quebrado por algum outro coach, por mais que Josh fosse incrível. Teria sido mais bonito se Josh não tivesse sido roubado de Adam Levine? Teria, mas isso é detalhe e podemos continuar sonhando com uma vitória com 0% de envolvimento de Shevine em temporadas futuras. Mas não podemos ignorar o fato de que Usher e Josh conseguiram um baita feito depois de tantas temporadas dominadas por Adam e Blake.

DESCE

– Shevine

Eles pareciam indestrutíveis, mas o bromance não foi suficiente desta vez – talvez porque Blake não tenha curtido o cosplay de Miley Cyrus de Adam, não sei. Adam e Blake acabaram não conseguindo levar para os lives times que pudessem conter a força de Josh Kaufman, e o império Shevine foi derrotado por Usher pela primeira vez. Só fico com uma pulga atrás da orelha porque a derrota de Josh nas batalhas foi um pouco inacreditável demais. Teria a produção pensado com antecedência nessa provável (e necessária, diga-se de passagem) derrota de Shevine e orientado Adam a abrir mão do futuro campeão? Nunca saberemos.

– Shakira

Ela anunciou que não volta mais ao The Voice, e sentiremos muitas saudades da nossa colombiana. Mas, em uma temporada em que poderia ter saído por cima, Shakira acabou deixando muito a desejar como coach e, mais uma vez, conquistando mais votos para sua pupila por simpatia do que por qualquer outra coisa. Para ser justo, a própria edição fez questão de sabotar todas as três candidatas do Team Shakira que passaram para os Lives, então também não havia muito o que Shakira pudesse fazer. Mas se até com o pessoal da edição a mulher está tão desacreditada, talvez ela esteja mais do que certa em largar esse programa e ir ser feliz perto de quem a valoriza.

– The Voice

Vamos ser honestos, a temporada foi uma merda, e não há vitória de Josh Kaufman que mude isso. Batalhas eternas e desnecessárias, Knockouts extintos, Playoffs sem votos do público, lives corridíssimos com pressa para acabar. Não é à toa que a audiência também caiu vertiginosamente – bem mais do que as quedas naturais das temporadas anteriores por exaustão do formato. Se não fosse pelo campeão em si, absolutamente nada teria dado certo na sexta temporada do The Voice, e só podemos torcer para que venha uma reforma completa na próxima.

– Luiz Gustavo Cristino

Termino esta review com um triste, porém necessário anúncio, amigos: não voltarei para as reviews da sétima temporada do The Voice. O tempo está cada vez mais escasso, e eu preciso me dedicar a outros projetos pessoais e profissionais que têm concorrido cada vez mais com as reviews do The Voice, de longe as mais trabalhosas que faço aqui para o blog. AMO este trabalho e este espaço e o deixo depois de cinco temporadas com muita dor no coração. Espero ter, ao longo desses 2 anos e meio de The Voice, tornado a experiência de todos vocês com o reality um pouco mais enriquecedora, ou ao menos mais divertida. A quem prestigiou o meu trabalho, seja desde a segunda temporada, seja desde março deste ano, um enorme obrigado, e a todos os que comentam carinhosa e respeitosamente, um abraço no coração! E lembrem-se que ainda não acabou, porque ainda rolará um Top Maníacos com as melhores performances da temporada, como de praxe.

Para encerrar este texto com uma boa notícia, digo que minha saída não é definitiva. Eu já havia comentado, creio que na quarta temporada do programa, que enquanto Christina Aguilera estiver envolvida com o The Voice, eu também estarei. E, afinal, se os coaches do The Voice podem rotacionar, por que os reviewers do SM não podem? Por isso, se tudo der certo, Xtina e Xtino aguardam vocês aqui mesmo na season 8 – e, se tudo der mais certo ainda, em todas as temporadas em que a diva for dona de uma cadeira! Até lá, pessoal!

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Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.