O poder dos whos!

Spoilers Abaixo:

Desde a segunda semana de blinds, venho comentando a respeito da baita sacanagem que é editar as apresentações de alguns participantes, com a narração apenas citando três nomes que passaram e nos privando de ouvi-los cantando – a mais simples definição dos famigerados “combos”, termo que cunhei aqui nas reviews desde a segunda temporada do programa.

Não há vencedores quando falamos de combos, não importa se são combos de blinds ou de batalhas. Nós perdemos a oportunidade de formular nossas próprias opiniões sobre esses participantes, e eles perdem a chance de serem ouvidos. Caso esses artistas sejam aprovados para as próximas etapas, estarão em desvantagem em relação aos demais, pois, ao contrário daqueles que já conhecemos, essas pessoas não tiveram a oportunidade de aumentar sequer minimamente sua base de fãs na fase em que fizeram parte de combos. Porém, se todos eles forem reprovados, o simples fato de terem feito parte dessas montagens tornará sua jornada – e a de seus oponentes diretos, por tabela – previsível e muito menos empolgante em uma fase como os knockouts, por exemplo. Conclusão: não há final feliz quando a edição faz esse tipo de escolha.

Na primeira temporada, nenhum dos participantes que não vimos nas blinds passou da etapa de batalhas, o que tornou seus embates muito mais sonolentos do que o normal. Na segunda, a who Ashley De La Rosa deu um tapa na cara da sociedade e venceu o brasileiro Jonathas em uma batalha pelo Team Xtina. Moses Stone e Karla Davis também derrotaram potenciais front runners nessa mesma fase. Já no ciclo mais recente do programa, a edição preocupou a todos os fãs da favoritíssima Cassadee Pope quando a incluiu nos recém-inaugurados combos de batalhas, mas sua blind já havia sido suficiente para garantir a vitória da cantora no futuro.

Quem realmente surpreendeu na ocasião foram Michaela Paige, que só conhecemos nas batalhas, e principalmente Loren Allred, que era uma desconhecida até os Knockouts, quando deu um verdadeiro show e derrotou merecidamente a favoritaça Nicole Nelson. É claro que, com exceção de Cassadee, que já era bastante conhecida antes mesmo de participar do The Voice, nenhuma dessas pessoas conseguiu votos do público para seguir em frente nos Live Shows, já que, como eu disse, sua base de fãs começou a ser construída muito mais recentemente do que as da concorrência. Ainda assim, a edição não aprendeu e, nesta quarta temporada, nos entregou uma nova Loren Allred, que atende pelo nome de Justin Rivers.

Ao lado de Amy Whitcomb, Justin Rivers representou o Who Power nos Knockouts da quarta temporada do The Voice. Amy, porém, acabou ficando pelo caminho, numa manobra de Adam que, desconfio fortemente, nada teve a ver com a performance da cantora e de sua rival, e sim com o fato de que ele não queria outra Loren Allred em seu time (o que tornaria este  o primeiro The Voice em que a edição, e não os coaches, foi quem decidiu quem merecia ser eliminado antes dos Lives). Nosso cantor country, no entanto, não teve o mesmo destino. Depois de uma performance impressionante que ofuscou completamente o desempenho de sua oponente, ninguém mais e ninguém menos que a super front runner Savannah Berry, Justin representará, merecidamente, os underdogs da edição do programa a partir da próxima semana.

É claro que ele terá muito trabalho pela frente se quiser derrotar os queridinhos de Blake que enfrentará nos Playoffs. Mas acontece que, pela primeira vez, acredito que exista uma possibilidade de vitória. Diante do fraco Team Blake e da ausência de outros cantores country na competição (Warren Stone, que era um excelente representante do gênero, foi precocemente eliminado por Adam Levine), Justin Rivers é até agora o who que chega aos Lives com mais chances de sucesso na história do The Voice. É claro que ele precisará cuidar muito bem da própria apresentação e ser muito melhor do que os colegas para chamar a atenção do público (01 sonho: ver um candidato dizendo com todas as letras que tem muito o que provar por ter sido desfavorecido pela edição do programa). Mas, pelo pouco que pude ver nesses Knockouts, Justin Rivers tem um certo potencial para realizar tal façanha, e tem minha bênção e meu desejo de muita sorte nessa empreitada.

Um outro detalhe importante de se discutir aqui, porque vi muitos comentando sobre o por que Shakira ou Adam não orientaram melhor seus pupilos em relação às escolhas musicais. Nos Knockouts, não cabe a eles fazer isso. A ideia é justamente colocar essa tarefa nas mãos deles e fazer com que essa escolha faça parte da avaliação dos coaches para decidir quem continua na competição. Se Shakira tivesse, por exemplo, explicado a Monique que aquela música não era para ela, todo o propósito desta etapa da competição, que é um momento importantíssimo para conhecermos nossos candidatos e atualizarmos nossa lista de favoritos, iria por água abaixo.

Mas chega de divagações! Afinal, o que diabos levou Justin Rivers – e os outros sete concorrentes que passaram para os Lives – à vitória? Alguns eu não sei até hoje, por isso vamos a cada Knockout do Team Blake e do Team Usher, que foram o foco desse episódio:

TEAM BLAKE

Knockout 1: Savannah Berry – As Long As You Love Me (Justin Bieber) x Justin Rivers – The Climb (Miley Cyrus)

http://www.youtube.com/watch?v=AhaEpiQ_hcs

Já dizia minha vovozinha: episódio bom é episódio com shocking elimination logo de cara! Savannah novamente não deu conta de fazer jus ao favoritismo que a cercava, começando com a música em um tom baixo demais para a voz dela, que não permitia que a performance impressionasse fora das notas altas. Achei que a voz sumiu em vários versos, e isso incomodou bastante. Aplausos, claro, para a criatividade da artista, que mudou bastante a música, mas ainda assim não senti nada próximo de uma assinatura em sua interpretação. Justin Rivers, por outro lado, mostrou um grande poder em sua voz. Mesmo com uma música manjada, é legal quando um homem decide cantá-la. Há outras versões masculinas fora dos EUA, mas dentro do país, a canção é muito mais popular entre as candidatas adolescentes (Lauren Alaina, Hollie Cavanagh e Alessandra Guercio, por exemplo) do que entre os rapazes. Eu sou fã de cantores que de fato entram pra ganhar e mostrar do que são capazes vocalmente, e, se eu já estava gostando da performance, a segurada de nota no final me ganhou completamente (Shakira disse exatamente o mesmo). O fato de não termos o histórico de Justin acabou contando a favor dele, pois me surpreendi muito com o talento do rapaz. É uma pena que Blake o oriente a evitar os melismas, porque fiquei bastante curioso. Mas não deve ter sido determinante, já que absolutamente todos os coaches dariam a vitória pra ele, incluindo Blake, que espantosamente mandou Savannah pra casa, fazendo com que a cantora fosse mais uma a aprender a lição: se você não é Carly Rose Sonenclar, cantar Justin Bieber não vai te levar a lugar algum, nem no The Voice, nem na vida. Achei justíssimo.

Vencedor: Justin Rivers.

Knockout 2: Holly Tucker – Live Like You Were Dying (Tim McGraw) x Luke Edgemon – Teenage Dream (Katy Perry)

http://www.youtube.com/watch?v=BDqUCQygMPM

Holly Tucker realmente dificultou para Luke, acertando notas complicadas e vindo com tudo para deixar claro o nível de potência vocal com que estamos lidando. Ainda assim, continua sendo uma artista genérica, e não vejo um pingo de personalidade na cantora. Luke, por outro lado, veio, viu, venceu e conseguiu me fazer AMAR do início ao fim uma música de Katy Perry, o que pode ser considerado uma verdadeira façanha. O que Blake e Usher disseram é a mais pura verdade: escolher uma canção dessa artista significa se limitar completamente, não dando espaço a si mesmo para mostrar talento como vocalista. Acontece que Luke não é qualquer artista, e foi, sim, muito feliz em todas as suas escolhas vocais, com o bônus da criatividade para transformar a canção em um R&B interessante e agradável. Duzentos milhões de pontos para Adam Levine, que defendeu o cantor até o fim (por que ele foi o único a não roubá-lo eu nunca irei entender). Mas nem Alicia Florrick seria capaz de ganhar esse caso, já que Blake, que já tem fama de nunca manter seus candidatos roubados na competição, não está minimamente interessado em artistas fora do gênero country nesta temporada.

Vencedora: Holly Tucker.

Knockout 3: Danielle Bradbery – Jesus Takes The Wheel (Carrie Underwood) x Taylor Beckham – Russian Roulette (Rihanna)

http://www.youtube.com/watch?v=OZsRmYnbsMY

Atenção para o momento mais polêmico da review. Não digam que não avisei! Pois bem, vou tirar o band-aid rapidamente: eu daria este Knockout para Taylor Beckham! Podem ficar chocados, absurdados e indignados comigo. É claro que Danielle cantou infinitamente melhor do que Taylor. Mas, reviewer maluco que sou, não posso deixar de pontuar que, enquanto a cantora country fez EXATAMENTE o que todos nós já esperávamos que ela ia fazer, com uma escolha musical nada criativa e superprevisível, Taylor Beckham me surpreendeu muito cantando Rihanna. Fiquei feliz ao ver a ex-ginasta compreendendo que não tem condições de sustentar uma música cantada por grandes vocalistas. Assim, Rihanna era perfeita pra ela, que correu inúmeros riscos vocais (muitos deles sem muito sucesso, assumo, mas alguns bastante impressionantes!) e pela primeira vez, conseguiu me fazer acreditar que é um ser humano e tem personalidade. Comprei totalmente sua performance, e adorei o falsetezinho no final. Os conselhos de Usher foram perfeitos: Taylor precisa cuidar do seu registro mais baixo – que a atrapalhou bastante no início –, mas chegou ao fim da música com uma força incrível. Ainda assim, não consigo evitar pensar que provavelmente não seria justo eliminar Danielle – a  artista com mais potencial de vitória no atual Team Blake – a esta altura do campeonato, principalmente tendo feito um excelente trabalho vocal com “Jesus Take The Wheel”. É interessante como não consigo não pensar em RaeLynn sempre que vejo Danielle cantando. Se a artista da segunda temporada cantasse um terço do que Danielle canta, ela seria incrível. Da mesma forma, se Danielle tivesse um terço da personalidade e presença de RaeLynn, ninguém a seguraria. Como faz pra fundir as duas? Ah, e convenhamos, assim como Sasha Allen, a menina estava vestida para vencer! Percebi que ela levaria a melhor assim que bati o olho. Afinal, aquilo era lá vestido de quem ia ser derrotada?

Vencedora: Danielle Bradberry.

Knockout 4: Grace Askew – I Can’t Stand The Rain (Tina Turner) x The Swon Brothers – Drift Away (Dobie Gray)

http://www.youtube.com/watch?v=DxoJal1rPvc

Fiquei incomodado DEMAIS com Blake questionando “Então é pra aí que você vai a partir de agora? Não é para o country?” no ensaio com Grace Askew. Foi um claro sinal de que o coach estava usando aquilo como critério para suas decisões, e, nossa, que revoltante! Grace não estava em sua melhor forma vocalmente durante a canção de Tina Turner, é verdade, mas é tão única e incomparável que fica impossível aceitar sua derrota para uma performance country extremamente genérica, que me passa a impressão de que podemos encontrar em qualquer esquina nos EUA. Com Blake é assim: quanto mais singular for o artista, menos chance ele tem de seguir em frente. Dessa forma, a segunda dupla a ir para os Live Shows na história do The Voice são os Swon Brothers, a pior dupla desta temporada e quem tem menos méritos para ter ido tão longe dentro do próprio Team Blake.

Vencedor: The Swon Brothers.

Contagem de cagadas: 2.

TEAM USHER

Knockout 1: Josiah Hawley – Back to Black (Amy Winehouse) x Jess Kellner – You Give Me Something (James Morrison)

http://www.youtube.com/watch?v=WmF07qC4sTE

A única coisa que Josiah conseguiu mostrar com essa música foi que ele não chega aos pés de Bryan Keith, que a interpretou magistralmente na temporada passada. O rapaz não sabe se canta ou se fica modelando durante a apresentação, e isso me incomoda profundamente. Performance extremamente afetada e vazia, sem se aproximar minimamente do nível de profundidade requerido pela canção. Jess, por outro lado, até foi um pouco estranha e não deu conta de atingir as notas certas em alguns momentos (até agora não tenho certeza se houve sucesso naquela nota alta que ela tentou atingir, mas certamente o resultado me causou estranheza). Apesar disso, em média, achei a performance mais agradável, e principalmente, mais convincente do que a do oponente. Ainda assim, sabia que a aparência de Josiah ia contar nesse caso (♫ “This is THE LOOKS”, tanranranran… ♫), e não sabia o que esperar de Usher. Honrando o título de “descobridor de artistas como Justin Bieber”, Usher eliminou Jess e levou Josiah para os Lives.

Vencedor: Josiah Hawley.

Contagem de cagadas: 3.

Knockout 2: Audrey Karrasch – How To Love (Lil Wayne) x Michelle Chamuel – Raise Your Glass (Pink)

http://www.youtube.com/watch?v=KifnR-K4XCA

Meodeosdocéu, o que foi Audrey Karrasch DESAFINANDO COMPLETAMENTE sempre que tentava subir? E desafinando completamente também em algumas notas mais baixas? E respirando supermal? Sério, foi até legal fazer com que um rap se transformasse em algo “cantável”, mas essa foi a pior performance vocal dos Knockouts, e talvez a pior entre todas as temporadas do The Voice! A câmera até pegou um sorrisinho de Michelle Chamuel, que ou foi por estar se divertindo com a performance da rival, ou foi por constatar que já havia vencido sem nem precisar cantar (dica: é a segunda hipótese). Em seguida, entra Michelle com uma das melhores performances da temporada! A fisicalidade da apresentação foi muito impressionante (e as cenas de Michelle e Usher fazendo flexões não foram só divertidas, mas instantaneamente compreendidas no início da performance), principalmente porque toda a movimentação e o trabalho com a plateia não pareceu atrapalhar a performance vocal de forma alguma! Michelle é capaz de fazer a festa, dominar o palco, pular, abaixar-se e continuar cantando, e cantando BEM durante toda a performance! A animação da cantora foi contagiante, e fiquei feliz demais por vê-la desta forma depois de ter perdido sua performance por causa de um combo de batalhas. Se é para fazer alguma crítica a Michelle, sinto que a artista está um pouco unidimensional (saudades, Christina versus Tony Lucca). Vimos Michelle fazer com “I Kissed a Girl” algo muito parecido com a performance de “Raise Your Glass”, e o minúsculo trechinho de “Titanium” que pudemos contemplar me passou a mesmíssima impressão. Gostaria de vê-la fazendo algo mais intimista, cantando uma balada pra variar um pouco. Mas não nos Playoffs, nos Playoffs é pra quebrar tudo! Espere um pouco, Michelle, mas depois atenda ao meu desejo!

Vencedora: Michelle Chamuel.

Knockout 3: C. Perkins – She Ain’t You (Chris Brown) x VEDO – (Everything I Do) I Do It For You (Bryan Adams)

http://www.youtube.com/watch?v=VTIzGVBcheg

Fiquei embasbacado ao ver Usher de fato dando lições vocais a um de seus pupilos (no caso, C. Perkins, que, ok, é fraquinho, mas pra mim já foi um grande progresso do coach). A performances de C. Perkins foi terrível, a segunda pior da noite sem dúvida alguma. E é exatamente o que Shakira e Blake disseram: o que eu realmente me lembro é de vê-lo balançando os braços para chamar a plateia e ficando sem ar. VEDO, enquanto isso, cantou como se não houvesse amanhã, em uma performance que, apesar de exageradamente açucarada, certamente transbordou emoção. VEDO sentiu cada palavra cantada, e a emoção passou através da tela e chegou a mim, algo que considero bastante difícil de ser feito. Estou realmente cansado da história da mãe o tempo todo, mas o problema é que ela acaba funcionando, ter esse feedback sempre dá um boost nas minhas reações às apresentações de VEDO. Independentemente disso, é fato que nesta ele deu uma surra no adversário, e mereceu ganhar (a batalha entre Blake, com seu já icônico “Kiss My Ass” em pleno horário nobre, com um Adam Levine que teve uma sacada genial com o B.S., foi muito mais interessante e equilibrada do que esse Knockout).

Vencedor: VEDO.

Knockout 4: Cáthia – Mr. Know-It-All (Kelly Clarkson) x Ryan Innes – I Don’t Want To Be (Gavin DeGraw)

http://www.youtube.com/watch?v=es365w-9whg

IT’S CÁTHIA, BITCH! Cáthia é uma linda ou não é, amiguinhos??? Já sabíamos de seu poder vocal em “No Me Doy Por Vencido”, mas, cantando em inglês, todos os norte-americanos tiveram a chance de testemunhar a cantora que essa latina é! Excelente escolha musical, presença de palco impecável, ótimas liberdades vocais durante a apresentação (mesmo que tenha havido uma ou outra notinha estranha aqui ou ali). O que foi aquele agudo no meio da música, minha gente? Coisa linda! Enfim, Cáthia chegou como a underdog e, mesmo antes da apresentação de Ryan Innes, roubou o favoritismo nesse embate. O cantor, claro, não ajudou nem um pouco, entregando uma performance completamente fora do lugar em todos os sentidos. Eu nunca entendi essa história de ver um cantor avançando na competição simplesmente porque canta “com verdade”. Precisa cantar bem, e Ryan Innes é (e sempre foi, isso apenas ficou mais explícito do que o normal nessa performance) um daqueles caras que impressiona se for a um karaokê, mas não tem os pré-requisitos técnicos para estar em uma competição de alto nível como o The Voice.  Ainda assim, achei que o pimpadíssimo cantor era uma vitória certa em cima da última mini-Shakira que nos restavam, e raramente eu fico tão feliz por estar errado como fiquei quando Usher anunciou Cáthia como vencedora.

Vencedora: Cáthia.

É isso, pessoal! Até que não tivemos tantas cagadas desta vez! Obrigado, Usher, por ser o único a ter acertado em mais de 50% das escolhas feitas nos Knockouts! Vamos àquela análise esperta dos times? Como de costume, já os listo aqui de acordo com a força média de cada um, mas cito seus integrantes na minha ordem pessoal de preferência.

Team Adam: Judith Hill, Caroline Glaser, Amber Carrington, Sarah Simmons.

Incrível como o Team Adam continua extremamente forte mesmo tendo perdido alguns de seus melhores nomes (Midas Whale e Warren Stone, estou olhando pra vocês). Particularmente, acho que ninguém segura Judith e Sarah nesses playoffs, mas Caroline corre por fora. Entre ela e Amber, não sei quem Adam salvaria. Ele parece bastante investido na segunda, mas a voz única da primeira ainda me faz acreditar que ela tem mais chances de ir ao Top 12.

Team Usher: Michelle Chamuel, Cáthia, VEDO, Josiah Hawley.

Usher foi, sem dúvida, o grande vencedor dos knockouts, se o critério usado for o melhor trabalho para separar o joio do trigo. O coach foi quem fez o melhores pareamentos e conseguiu carregar seus candidatos com mais potencial de vitória para os shows ao vivo, e isso ninguém tira dele. Por isso, está na segunda colocação na minha lista. Pra mim, VEDO é o único com vaga garantida no Top 12, por cantar bem suficiente pra isso e ainda ter uma história que toca o telespectador votante. Não dura muito se não provar que é mais do que a perda da mãe, mas por enquanto está seguro. Prefiro acreditar que a beleza de Josiah não desviará o público do fato de que o rapaz é o pior vocalista do time, porque, entre Cáthia e Michelle, certamente Usher salvará a segunda, e eu quero muito ambas no nosso Top 12!

Team Shakira: Sasha Allen, Garrett Gardner, Kris Thomas, Karina Iglesias.

Quem diria que a única mini-Shakira dos Live Shows estaria no Team Usher neste momento, hein? Era muito fácil organizar as batalhas de Shakira: Kris x Sasha, Mary x Monique e Karina x Shawna, mas Shakira fez uma verdadeira salada e acabou se desfazendo de todas as suas garotas, perdendo front runners e acabando com a diversidade do seu time, que tem agora dois rockers e dois cantores R&B. Roqueira de meia idade por roqueira de meia idade, Shawna era muito mais interessante do que Karina. Não tenho dúvida alguma de que Garrett e Sasha serão os dois eleitos pelo público e, entre Kris e Karina, acredito que o interessante timbre do primeiro o favoreça, mas as performances no show ao vivo deverão ajudar Shakira a definir melhor quem ela levará para o Top 12.

Team Blake: Justin Rivers, Danielle Bradbery, The Swon Brothers, Holly Tucker.

Meus mais sinceros parabéns a Blake Shelton, que conseguiu a façanha de carregar TODOS os cantores mais genéricos e desinteressantes de seu time para os Knockouts, ganhando a honra de ter a equipe mais boring da história do The Voice neste ponto da competição. Danielle vai longe no programa, sendo o grande nome do Team Blake e a única potencial campeã nesse time – mesmo assim, apesar de cantar com perfeição no aspecto técnico, ainda é uma artista extremamente genérica. Infelizmente, acredito que  Holly Tucker será a segunda mais votada pelo público, o que fará com que Blake tenha que optar entre Justin Rivers e sua mais que genérica dupla. Torcerei muito pelo primeiro!

Agora é a vez de vocês. Viúvos de Savannah, Luke, Grace, Jess, Ryan e companhia limitada, usem e abusem dos comentários, choremos juntos as pitangas pela queda dos nossos favoritos (eu avisei pra desapegar! Façam o que eu digo, não o que eu faço! rs), e até os Live Shows! Só eu estou empolgado?

P.S. – Um agradecimento especial ao leitor Tuenny Martins por ter me indicado vídeos para usar na review.

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Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.