No ringue do The Voice, tivemos emoção, massacres, surpresas e, claro, erros de arbitragem. Tudo isso não apenas nos levou à melhor semana que já vimos no programa, como também mostrou por que o reality é capaz de nocautear qualquer show de TV.

Spoilers Abaixo:

Incrível. Não há outra palavra para definir a semana de Knockouts do The Voice. Com uma edição extremamente ágil, capaz de recapitular o histórico dos candidatos, exibir os ensaios e comentários dos coaches na medida certa e ainda mostrar as reações dos colegas de time nos bastidores (Caitlin desesperada com a demora de Cee Lo para escolher um vencedor foi no mínimo engraçado – se nós ficamos tensos às vezes, imaginem os próprios!), ficou muito fácil se deixar levar pelo clima tenso do programa, e assistir enquanto alguns dos nossos favoritos avançavam e outros, revoltantemente, iam embora. Mas, por mais que tenhamos visto decisões idiotas (Christina e Blake, estou olhando pra vocês!), não há como não ficar orgulhoso de ser fã de um programa que entrega episódios tão sólidos, cheios de música boa e excelentes momentos para a TV.

Mas o melhor de tudo? NENHUM COMBO! Eita felicidade! O The Voice decidiu que reviewer não merece feriado, e exibiu, mesmo que com cortes sutis, todas as 40 performances da terceira fase. Sorte que valeu tanto a pena! Por isso, preparem-se para uma review longa, e vamos direto ao assunto:

TEAM ADAM

Knockout 1: Joselyn Rivera (Love On Top – Beyoncé) vs Kayla Nevarez (Shark In The Water – V V Brown)

Eis o problema com a escolha de Joselyn: Diana Rouvas, candidata do The Voice Australia que me deixou completamente boquiaberto com sua apresentação de Love On Top. Por isso, o desafio era grande, e ela realmente não chegou a me impressionar, mas fez um bom trabalho e sem dúvida melhorou muito em relação à sua batalha. A melhora não se limitou à performance vocal: até o visual dela estava mais interessante. Kayla, por outro lado, tem uma voz linda e também fez uma boa performance, mas não trouxe nenhum tipo de novidade ao ringue. O encanto da blind de Kayla se quebrou já nas batalhas, e ela foi incapaz de mostrar que tinha mais a oferecer do que o que já vimos. Diante disso, e apesar de achar – ou melhor, ter certeza – ambas completamente irrelevantes na competição, fiquei muito satisfeito com a escolha de Adam Levine, que fez valer seu Steal e manteve Joselyn em seu time. Observação: Christina, quem prefere uma Sylvia Yacoub jamais vai merecer ter uma Joselyn no seu time, sorry.

Vencedora: Joselyn Rivera.

Knockout 2: Joe Kirkland (Mean – Taylor Swift) vs Bryan Keith (Everything I Do, I Do It For You – Bryan Adams)

Joe mandou incrivelmente bem, desde a escolha musical até toda a transformação à qual submeteu a canção de Taylor Swift para deixá-la a sua cara. O problema é que a concorrência foi brava. Bryan pode ter feito pouquíssimas alterações (que fizeram diferença, vale reconhecer) na canção de Bryan Adams, mas cantou demais, e tem um diferencial que influenciou muito minha torcida: as notas parecem vir lá de dentro, Bryan me passa a impressão de que sente absolutamente tudo o que canta. Achei uma bela apresentação, e acabei concordando com Adam e aceitando a vitória de Bryan Keith, com a ressalva de que, em minha opinião, para merecer chegar longe, Bryan ainda precisa provar muita coisa, sendo que a principal delas é a capacidade de sair da mesmice. Mas o mais importante dessa batalha foi o primeiro pensamento que veio à minha mente quando vi a derrota de Joe: “Que os deuses protejam Cassadee Pope depois dessa.”

Vencedor: Bryan Keith.

Knockout 3: Amanda Brown (Paris, Ooh La La – Grace Potter & The Nocturnals) vs Michelle Brooks-Thompson (Spotlight – Jennifer Hudson)

Amanda Brown não se cansa de nos impressionar. De Amy Winehouse a “Paris (Ooh La La)”, passando por uma fenomenal interpretação de Mariah Carey, a versatilidade de Amanda parece não ter limites. E isso é feito com uma segurança tamanha que não nos passa uma impressão de que Amanda não sabe quem é, muito pelo contrário: ela não só sabe, como também sabe 1.001 maneiras de nos impressionar. Michelle pode ter cantado incrivelmente bem, mas escolher Jennifer Hudson só confirma aquela primeira impressão que eu comentei durante a review de sua blind audition: Michelle é uma daquelas negras divas como dezenas de outras que já vimos, sem nenhum diferencial a acrescentar. Já Amanda é presença necessária à competição, e, mais uma vez, fiquei feliz com a decisão de Adam, que favoreceu seu segundo Steal e levou Amanda para os Live Shows.

Vencedora: Amanda Brown.

Knockout  4: Loren Allred (You Know I’m No Good – Amy Winehouse) vs Nicole Nelson (If I Ain’t Got You – Alicia Keys)

A expressão no rosto da pobre Loren disse tudo: “Tô f****a!”, pensou ela. Caso ela não tenha pensado, saibam que eu pensei. Nicole Nelson é uma verdadeira jamanta, que passou por cima de gente boa pra chegar aonde chegou, e, diante da relação entre Loren e a edição do programa, tudo levava a crer que, como bem pontuou a coach com mais colhões da bancada, um banho de sangue estava prestes a acontecer naquele ringue. Assim como Christina, fiquei surpreso ao perceber que a realidade que testemunhamos foi bem diferente. A interpretação de Loren Allred de “You Know I’m No Good” foi simplesmente incrível, com toda a personalidade que esperamos dela e notas muito mais difíceis do que qualquer um de nós poderíamos imaginar. Aparentemente, Loren também era uma who para quem havia visto as apresentações dela (“Onde estava essa Loren?”, indagou Christina), então não sinto que perdemos muita coisa, mas vou dizer pra vocês: diante da apresentação morna de Nicole, que claramente não assistiu à batalha entre Jesse Campbell e Anthony Evans na temporada passada, eu me peguei torcendo para uma WHO como nunca havia torcido na vida! E vibrando com todas as minhas forças quando Loren Allred foi a escolhida para a próxima fase. Nunca que ela vai ser votada depois de ter sido duplamente sacaneada pela edição, mas, ao menos no meu ranking, ela se tornou uma séria candidata a Top3 depois dessa apresentação.

Vencedora: Loren Allred.

Knockout 5: Melanie Martinez (Bulletproof – La Roux) vs Sam James (Walking In Memphis – Marc Cohn)

Vou falar com muita sinceridade: enjoei de Melanie Martinez. Menininha chata, mesma choradeira nos ensaios, mesma lenga-lenga em toda apresentação, vozinha sem graça. Se ela não fizer novamente o que fez com Toxic, e o mais rapidamente possível, a probabilidade de eu me tornar um hater é altíssima. Sua performance de Bullefproof foi boa, sem falar na escolha musical interessante, mas nada muito sensacional aconteceu naquele palco, e, com essa birra que estou criando da menina, ela vai precisar de muito mais para ganhar meu respeito. E pensar que, no início, achei que ela era uma nova versão de Lindsey Pavao. Doce ilusão. Ain’t no Lindsey, baby. Isso posto, não posso reclamar da escolha de Adam, já que a bela voz de Sam James nem de longe conseguiu compensar a presença de palco ZERO que ele demonstrou em sua performance. Pode eliminar os dois, produção?

 Vencedora: Melanie Martinez.

Acho que nunca na história do The Voice as decisões de Adam Levine me fizeram tão feliz. Fiquei completamente em paz com tudo o que houve, e bastante satisfeito ao ver o coach aberto às possibilidades e capaz de mudar suas decisões de acordo com o que era visto no palco. Adam confirmou também o que todos sabíamos, e eu já havia pontuado aqui no passado: o cara é um estrategista, e seus Steals foram tão bem gastos que foram ambos parar nos Live Shows.

TEAM CEE LO

Knockout 1: Avery Wilson (Yeah 3X – Chris Brown) vs Cody Belew (Jolene – Dolly Parton)

O primeiro pareamento do Team Cee Lo foi como um soco no meu estômago. Como o meu favorito, Cody, iria se virar contra um dos principais queridinhos do Cee Lo? Avery provou ser o pacote completo em sua batalha contra Chevonne, mas, pra mim, Cody já era completo desde a sua audição. Mas quem claramente havia impressionado Cee Lo nas duas fases anteriores foi Avery. Por isso, não pude conter meu sorriso diante do desastre completo que foi a performance de Avery, que sacrificou enormemente os vocais para executar passos de dança que nem foram grande coisa. Além disso, Avery continuou caindo no mesmo erro de suas performances anteriores: transformar qualquer última palavra de um verso em uma palavra de 18 sílabas (mesmo quando essa palavra era um simples “ô”). Só para completar minha satisfação, Cody nos deu uma performance maravilhosamente impecável de “Jolene”. Eu estava muito tenso com a possibilidade de comparação entre ele e a sempre sensacional Vicci Martinez, da primeira temporada, mas a interpretação de Cody foi tão maravilhosamente diferente que não abriu margem a essa possibilidade. Cody entendeu que era a hora de entregar uma performance séria, e escolheu o melhor momento possível para isso. E, depois de alguns minutos de pura tensão da minha parte, Cee Lo finalmente confirmou a vitória de Cody, e eu, em uma homenagem inconsciente ao artista, acabei reagindo mais ou menos da mesma forma como ele em sua blind audition, com um festival de palavrões comemorativos.

Vencedor: Cody Belew.

Knockout 2: Mackenzie Bourg (Call Me Maybe – Carly Rae Jepsen) vs Daniel Rosa (Back to December – Taylor Swift)

Confesso que já comecei a gargalhar internamente com esse pareamento. Mackenzie nunca foi um dos meus favoritos, e se distanciou ainda mais desse posto depois de sua desastrosa batalha contra Emily Earle, mas ainda assim foi bom vê-lo contra Daniel Rosa, que seria facilmente esmagado por qualquer coisa que Mackenzie fizesse. E, olhem, Mackenzie fez coisa, viu? Sua interpretação de “Call Me Maybe” foi uma das melhores apresentações da semana – se não a melhor. É desse tipo de artista que o The Voice precisa, e foi assim, com essa jogada de gênio, que Mackenzie se tornou uma das grandes promessas da competição. Daniel Rosa dispensa comentários: foi dispensável, como sempre. Poderia ter facilmente ido pra combos de blinds e batalhas, mas ganhou mais espaço do que deveria na edição apenas por ser um candidato de segunda viagem. Fez hora extra, e já foi tarde. Fica a dica para os coaches: cantar com a alma só é bacana quando você canta bem o suficiente para merecer estar numa competição como essa. Isso posto, Daniel é um dos caras mais bacanas que já passaram pelo The Voice, não tem culpa das escolhas erradas do Cee Lo que permitiram seu avanço, e eu realmente espero que ele se encontre.

Vencedor: Mackenzie Bourg.

Knockout 3: Terisa Griffin (Saving All My Love For You – Whitney Houston) vs Trevin Hunte (Against All Odds – Phil Collins)

Fiquei com pena legítima de Terisa quando vi sua tristeza ao saber que enfrentaria Trevin, e o sentimento dobrou quando percebi que o motivo era maior do que eu pensava, e tinha a ver com a ligação entre os dois. No fim das contas, Terisa entregou sua melhor apresentação até agora, mas ela mesma já sabia que era carta fora do baralho. Enquanto isso, Trevin cansa minha paciência escolhendo mais uma música de diva (vou fingir que acredito que ele escolheu essa música por causa do Phil Collins) e se vitimizando com a história da professora. Mais um para a minha lista de malas que torram a minha paciência, mas esse, infelizmente, já é presença quase garantida na final. O que me tranquilizou foi ver Terisa saindo por cima, com o momento mais emocionante da semana e uma boa imagem de mãezona para o inseguro rapaz.

Vencedor: Trevin Hunte.

Knockout 4: Mycle Wastman (Don’t Let The Sun Go Down On Me – Elton John) vs Nicholas David (Put Your Records On – Corinne Bailey Rae)

Entendi perfeitamente o pareamento de Cee Lo. Não havia espaço para ambos nos Live Shows. Em minha opinião, ambos foram extremamente bem, e esta acabou sendo a batalha mais equilibrada dessa primeira noite de Knockouts, e era realmente difícil decidir, mas concordo com Cee Lo: Nicholas é tão único, tão diferente, que precisava continuar na competição, mesmo que não tenha apelo popular. Observação: “Pobre Cassadee Pope” foi a frase mental que me ocorreu neste momento.

Vencedor: Nicholas David.

Knockout 5: Caitlin Michele (Bring Me To Life – Evanescence) vs Diego Val (Are You Gonna Go My Way – Lenny Kravitz)

Caitlin Michele sempre foi uma das minhas favoritas da competição, e vê-la indo contra o fraco Diego Val me animou bastante. “Bring Me To Life” é uma canção que marcou minha adolescência, e foi muito bom vê-la sendo prestigiada de uma forma tão incrivelmente bem executada no The Voice. Diego, por outro lado, entregou uma apresentação bem mais animada e “pra cima”, e usou sua personalidade marcante para compensar sua imensa pobreza em termos de vocais. Acabei sendo obrigado a engolir Cee Lo passando Diego, mas, no fim das contas, compreendi perfeitamente. Também fiquei com a impressão de que Caitlin emulou demais os vocais de Amy Lee, e passar de clone de Florence para clone da vocalista do Evanescence parece ser um sinal de que a artista precisa de um tempo para compreender melhor quem é e empregar uma marca própria às canções que apresenta. Além disso, Diego certamente não dura mais de uma semana nos Live Shows, então estou totalmente em paz com isso.

Vencedor: Diego Val.

Apesar de não ter concordado plenamente com todas as decisões de Cee Lo, acabei ficando em paz com elas. Não houve nenhum absurdo, e o time de Cee Lo é, agora, o que tem candidatos com mais chances de vencer o programa (Mackenzie e Trevin, especificamente). Sem falar no meu favorito de toda a competição, Cody Belew. Sim, amigos, finalmente decidi que minha torcida está inteira com Cody desta vez. Acho possível que eu me frustre já na semana que vem, mas, sinceramente, acredito que, mesmo que Cody não esteja entre os dois mais votados da equipe, ele tem grandes chances de ser salvo pelo coach. Talvez essa seja mesmo a temporada do Cee Lo, afinal.

TEAM XTINA

Knockout 1: Devyn Deloera (I Have Nothing – Whitney Houston) vs Laura Vivas (I Need To Know – Marc Anthony)

Como meu dever é ser honesto com vocês, vamos lá: achei que Devyn Deloera assassinaria vergonhosamente “I Have Nothing”, já que a cantora certamente não tinha cacife para tal escolha (como não se lembrar da terrível tentativa de Shannon Magrane, do último Idol, de cantar essa música?). Portanto, me surpreendi com a performance, já que Devyn não tentou ser o que não é e manteve a canção dentro do seu alcance. Claro, não se compara com o que Cheesa fez com a mesma música na última temporada, mas Devyn não é e nunca vai ser nenhuma Cheesa, e isso nunca foi segredo. Mas foi quando Laura Vivas começou a cantar que eu realmente me impressionei. Muito swing casadíssimos com uma performance vocal bastante afinada e inteligente, com direito a um espanhol no momento certo. A latinidade da performance foi maravilhosa, algo diferente e inédito de tudo o que já vimos no The Voice, e só  me fez lamentar o fato de não termos tido a oportunidade de ver Laura Vivas antes no programa. Mas Christina, mostrando que sua latinidade é mais fake do que suas cores de cabelo, escolheu Devyn por identificação. Christina, seria legal não se esquecer de que ainda estamos em um concurso de música, e vale a melhor performance, e não quem é mais parecida com você. E, para aqueles que ainda assim acham que Devyn teve algum mérito nesse resultado, aponto para dois fatos: Blake dizendo que Christina foi conquistada pelo momento em que a cantora ficou de joelhos, e TODOS no Team Xtina parecendo incrédulos diante do resultado.

Vencedora: Devyn Deloera.

Knockout 2: Adriana Louise (Already Gone – Kelly Clarkson) vs Celica Westbrooke (Never Say Never – Justin Bieber)

Corrijam-me se eu estiver enganado, mas acredito que essa tenha sido a decisão mais fácil dos Knockout Rounds. Adriana simplesmente detonou em uma música que já é relativamente clichê em reality shows, enquanto Celica realmente acreditou que cantar Justin Bieber pode fazer algum bem a alguém nesse tipo de programa (ou mesmo na vida). Adriana se beneficiou demais da sessão de treinamento com Christina, e me deixou mais uma vez boquiaberto com o que é capaz de fazer. Sem dúvida alguma, essa vaga nos Lives era dela, e felizmente Christina fez uma boa escolha, pra variar um pouco.

Vencedora: Adriana Louise.

Knockout 3: Alessandra Guercio (Take a Bow – Rihanna) vs Dez Duron (Stuck On You – Lionel Richie)

A melhor parte dessa batalha foi a justificativa de Christina: “Eles claramente têm estilos muito diferentes, e eu quero comparar os dois”. WHAT? Enfim, essa mulher só está pensando no CD novo dela, e não se importa nem um pouco com as decisões que precisa tomar no programa. Pobre Alessandra, que já chegou morta a esses Knockouts. Mas sejamos justos: por mais brega que tenha sido a escolha de Dez, foi uma performance com muito mais entrega e emoção do que a de Alessandra, que novamente caiu no erro de ter parecido automática demais. Dez pode ser vocalmente limitado, mas ele tem feito escolhas bastante inteligentes ao longo da competição, e acabou merecendo chegar aonde chegou. Vocês sabem que sou Team Alê, mas me senti obrigado a concordar com a decisão de Christina. E tenho a fortíssima sensação de que ainda veremos Dez por muito tempo no programa. Observação: morri com Cee Lo invejando o Team Xtina e reclamando que só tem homem no time dele!

Vencedor: Dez Duron.

Knockout 4: Chevonne (Dancing With Myself – Billy Idol) vs De’Borah (You Found Me – The Fray)

Momento confissão: adoro a Chevonne!!! Ela parece uma louca descontrolada, eu sei, mas fica cada vez mais claro que ela sabe perfeitamente cada movimento e cada passo vocal que dá naquele palco. Sua performance do hit de Billy Idol foi, como tudo que ela faz, deliciosamente louca, e deu muita vontade de torcer por ela. Mas De’Borah toma para si cada segundo de cada performance que apresenta, e nos faz acreditar em absolutamente todas as palavras que canta. De’Borah merece uma chance de ser julgada pelo público, e fico feliz porque ela terá.

Vencedora: De’Borah.

Knockout 5: Aquile (Grenade – Bruno Mars) vs Sylvia Yacoub (Fighter – Christina Aguilera)

Quando Aquile decidiu cantar Bruno Mars, eu, ao contrário de Christina, achei que era uma escolha meio confortável demais, que não o desafiaria nem um pouco. Afinal, cantar Bruno Mars é como cantar Katy Perry: a chance de ficar melhor do que a original é altíssima! Foi o que aconteceu durante a apresentação, com Aquile mandando incrivelmente bem e percorrendo toda a canção sem cometer sequer um mínimo deslize. Já Sylvia decidiu tentar ir longe e puxar o saco cantar uma música de sua coach. É uma atitude louvável, mas a apresentação de Sylvia foi praticamente a definição de erro. É verdade que tenho em “Fighter” uma das canções mais queridas da minha história, e talvez por isso eu seja mais exigente com ela, mas a verdade é que tive medo de ter pesadelos em que eu vivesse em um mundo em que a versão original da canção fosse essa interpretação terrível de Sylvia Yacoub. Definitivamente, o mundo seria um lugar pior. E o mundo dos realities se tornou um lugar pior quando Christina deu uma banana para sua melhor chance de chegar às finais do programa e mandou Aquile embora para essa cantora insignificante chamada Sylvia Yacoub, que consegue a façanha de ser mais escandalosa do que a própria Christina e mesmo assim não chegar aos pés dela.

Vencedora: Sylvia Yacoub.

Christina definitivamente está preocupada demais com o novo CD para se importar com o The Voice, e conclui que, para promover seu trabalho, precisa estar de férias mais cedo do reality. Essa é a única explicação plausível para escolhas como Devyn e Sylvia para um top5 em seu time. O lado bom é que, nesse primeiro momento, fica extremamente fácil definir um top3 para o Team Xtina.

TEAM BLAKE

Knockout 1: Gracia Harrison (I Don’t Wanna Miss A Thing – Aerosmith) vs Liz Davis (Gunpowder & Lead – Miranda Lambert)

Desde que vi a audição de Liz Davis, venho cantando a pedra de que ela e Gracia se enfrentariam cedo ou tarde, e a hora chegou. Entretanto, assim que me deparei com a escolha musical de Gracia, pensei “Hm, isso vai ser problema”. E foi. Gracia continua sendo a cantora country com os melhores vocais que já passaram pelo programa, mas a falta de personalidade de sua apresentação nesses Knockouts facilitou demais para a rival, que fez uma apresentação correta, energética e com a força e identidade de que o country precisa. Pra mim, Gracia já tinha um pé nos Lives, e poderia cantar qualquer coisa, era só fazer uns ooleieie (para quem não aprecia minhas habilidades onomatopeicas, isso foi um yodeling). Mas a cantora perdeu para si mesma e deu a vaga de graça para Liz Davis.

Vencedor: Liz Davis.

Knockout 2: Rudy Parris (Forever – Chris Brown) vs Terry McDermott (Maybe I’m Amazed – Paul McCartney)

Esse é um daqueles duelos extremamente fáceis de escolher um vencedor. Rudy Parris é bacana, mas não se compara ao talento e à consistência de Terry, que, de grão em grão, acabou se tornando um dos grandes favoritos do Team Blake. Pudera. Com as apresentações cada vez mais incríveis que entrega, Terry facilita, e muito, esse tipo de decisão.

Vencedor: Terry McDermott.

Knockout 3: Collin McLoughlin (Breakeven (Falling To Pieces) – The Script) vs Michaela Paige (Love Is A Battlefield – Pat Benatar)

Collin fez questão de escolher uma música previsível e, apesar de cantar muito bem, como sempre, fez questão de apresentá-la de forma burocrática e nada surpreendente, com uma presença de palco bastante pobre, sem capacidade de impressionar. Michaela, por outro lado, teve suas falhas, mas sempre apresenta uma entrega gigantesca ao que está fazendo e apresenta-se cheia de personalidade e legitimidade. Como diz Christina, era um “no brainer”: a escolha de Michaela era óbvia.

Vencedora: Michaela Paige.

Knockout 4: Julio Cesar Castillo (Somebody You Love – Justin Bieber) vs MarissaAnn (Lady Marmalade – Christina Aguilera, Li’l Kim, Mya & Pink)

Julio Cesar Castillo é daqueles que já estão fazendo hora extra no The Voice, já que passou para os Knockouts mesmo depois de ter sido completamente esmagado por Terisa Griffin. Sua apresentação nesta etapa combinou com esse background. Desde a escolha musical até o fim da performance, Julio mostrou que, apesar de fazer bem aquilo que se propõe a fazer, é extremamente limitado em todos os sentidos, e não tem absolutamente mais nada a oferecer ao programa. MarissaAnn tem um histórico oposto: chutou a bunda de Devyn nas batalhas, perdeu por motivos de decisão imbecil de Christina e foi roubada. E lá está ela novamente, chutando o traseiro do adversário em uma performance extremamente bem executada e cheíssima de personalidade. Lady Marmalade é uma música difícil, que exige não apenas vocais potentíssimos como também uma certa atitude e força no palco que poucas artistas dão conta de entregar (não é à toa que Christina Aguilera e Pink foram escolhidas para essa regravação). MarissaAnn não só deu conta, como também superou todas as expectativas. Por isso, há apenas três conclusões a serem tiradas a partir da decisão de Blake Shelton: 1) A sorte de Julio é inexplicável. 2) Haja karma para a pobre MarissaAnn, que sempre é derrotada mesmo provando ser muito superior a todos que enfrenta. 3) Blake claramente mostrou que o Steal foi uma regra puramente burocrática para ele, e, assim como Christina e Cee Lo, deu uma banana a todos os artistas recém-adquiridos, e mandou MarissaAnn para casa. E o pior: Blake realmente assumiu tudo isso em voz alta, já que o critério para a decisão foi “a pessoa em quem mais tempo foi investido”. Vergonhoso!

Vencedor: Julio Cesar Castillo.

Knockout 5: Cassadee Pope (Payphone – Maroon 5) vs Suzanna Choffel (Could You Be Loved – Bob Marley)

Chega a ser divertido ver o programa zoando com a nossa cara e guardando Cassadee Pope para o final. Eu até teria certeza de que ela passaria, não fosse o combo de batalhas e, pior, a estúpida decisão de Blake de pareá-la com a ótima Suzanna Choffel, que certamente estava entre os cinco melhores de seu time. Cassadee cantou uma versão bacana de “Payphone”, uma escolha inteligente em todos os sentidos, mas, confesso, ela não me impressionou nem metade do que havia me impressionado em sua blind audition. Isso só me deixou mais tenso, porque continuei torcendo por essa linda de qualquer forma. Aí, Suzanna entrou e entregou uma excelente performance da canção de Bob Marley, que, apesar de ter me frustrado pela ausência de picos nos vocais, me cativou demais pelo modo como foi apresentada, ao ponto de eu concluir que, por mais que eu torça por Cassadee, uma escolha por Suzanna não seria nenhum absurdo. Mas, depois de alguns segundos da mais pura tensão, a vocalista do Hey Monday avançou na competição, contrariando todas as expectativas em relação a quem faz parte de combos. Ufa!

Vencedora: Cassadee Pope.

Enquanto o Team Adam perdeu boa parte da força após as batalhas, sinto que Blake também enfraqueceu bastante seu time depois desses Knockouts. Mas Cassadee Pope continua firme e forte, o que reforça minha ideia de que tudo pode acontecer. É esperar pra ver.

Já escrevi demais, pessoal! Esses Knockouts matam qualquer reviewer! Agora é a vez de vocês, guerreiros que chegaram até o fim do texto! Este é um espaço seguro, deixem seus comentários e compartilhem seus duelos favoritos, torcidas e frustrações com decisões imbecis. Mas, claro, não posso me retirar sem antes deixar aquela minha lista de preferências, como de praxe, desta vez ordenadas não apenas de acordo com meus cantores favoritos, como também de acordo com a ordem de força dos times, na minha humilde opinião.

Team Cee Lo: Cody Belew, Mackenzie Bourg, Trevin Hunte, Nicholas David, Diego Val.

Team Blake: Cassadee Pope, Terry McDermott, Liz Davis, Michaela Paige, Julio Cesar Castillo.

Team Xtina: De’Borah, Adriana Louise, Dez Duron, Devyn Deloera, Sylvia Yacoub.

Team Adam: Amanda Brown, Bryan Keith, Melanie Martinez, Loren Allred, Joselyn Rivera.

Meus 4 favoritos: Cody Belew, Cassadee Pope, De’Borah. A quarta vaga nesta lista ainda está em aberto, com Amanda Brown, Mackenzie Bourg e Adriana Louise como principais candidatos a preenchê-la.

Que comecem os Live Shows, porque empolgação não falta!!! Até a próxima semana, nos Playoffs, pessoal!

Artigo anteriorNew Girl – 2×06: Halloween
Próximo artigoPerson of Interest – 2×05: Bury the Lede
Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.