Woody Allen morreu e virou zumbi.

Spoilers Abaixo:

Receita para escrever a segunda temporada de New Girl: Um episódio que indica o desenvolver do relacionamento entre Nick e Jess, um episódio filler, mais um onde a trama do futuro casal é explorada, outro filler, e assim sucessivamente. Será esta é a fórmula que presenciaremos até o final da temporada?

No episódio desta semana, pudemos acompanhar nossos quatro mais novos amigos em momentos decisivos de suas respectivas vidas amorosas. É engraçado como em todo episódio existe um tema central onde todos os plots se conectam, em “Halloween”, a trama principal é justamente sobre o momento em todo relacionamento, mesmo que ainda não esteja concretizado, onde acabamos com as máscaras sociais, tanto para nos declarar na esperança de um novo amor, quanto para desabafar incômodos causados pela estagnação de um relacionamento, e finalmente nos libertamos.

Tudo começou quando Jessica Day descobre que Sam (David Walton) é, na realidade, pediatra. O que é mais excitante para uma pessoa que é professora e ama crianças de um jeito absurdo? Pois então, a moçoila começou a se dar conta de que estava sentindo algo a mais pelo rapaz, o que iria contra o acordo dos dois de um relacionamento estritamente casual. Ao mesmo tempo, Nick recebe Amelia (Maria Thayer), uma amiga dos tempos de faculdade por quem era apaixonado e nunca teve a coragem de dizer. Que aliás, para sua surpresa, toma a atitude e agarra o jovem barman. Ainda explorando a temática de relacionamentos, temos a relação de Schmidt e Cece, e de quebra Robby, que é posta em cheque já que nosso querido ex-gordinho está cada vez mais consciente de que perdeu a morena para o cara mais desligado do mundo. Por fim, Shelby e Winston também repensam seu namoro ao enfrentarem as desventuras do tédio de seu namoro (a mesma lenga lenga de sempre).

Confesso que o plot do Schmidt, desde o começo da temporada, tem me incomodado um pouco. Ficou um tanto quanto cansativo vê-lo “atazanando” Cece sendo que o próprio rapaz foi quem terminou o namoro. Fiquei bastante feliz quando Robby (Nelson Franklin) deixou de ser um banana na série e abriu o jogo para o rapaz, afirmando que o seu envolvimento com Cece é sério e que não acabará tão cedo. A atitude de Schmidt foi o que deixou a trama mais fofa e bonita, o moço resolveu, de uma vez por todas, entender e aceitar como será seu relacionamento com a ex-namorada daqui para frente.

Por falar em Schmidt, existia um momento em New Girl em que o personagem era extremamente essencial para a trama, e muitas vezes era o próprio rapaz quem salvava o episódio. Hoje em dia, tenho que passar a faixa ao Nick. É incrível como o personagem cresceu e tomou o seu lugar na série, e não é nem pelo fato do possível romance com a protagonista, e sim pelo carisma e pela empatia que seu personagem exala. Eu, sinceramente, não vejo mais New Girl sem Nick Miller.

Se por um lado Nick Miller tomou o lugar de Schmidt na série, no outro Winston Bishop perdeu o lugar que havia conquistado com tanto esforço durante a temporada passada inteira. Em “Halloween”, confesso que seu plot até teve conexão com os demais e sua história não ficou tão desprendida dos outros personagens como tem acontecido ultimamente, mas o personagem, em minha opinião, vem decaindo cada vez mais. Uma pena, pois Lamorne Morrison é um cara extremamente engraçado com um timing muito bacana pra comédia que infelizmente vem sido utilizado de forma errada.

A série acha que nos engana com toda essa história de “devemos sempre dizer como nos sentimos”, ou quando mostra o Nick sempre salvando a Jess e a confortando no final de tudo. Os roteiristas estão sempre enfiando em nossas cabeças que os dois foram feitos um para outro. E posso dizer uma coisa? Está dando muito certo, estou convencida.

Apesar da fórmula batida, o episódio desta semana foi, em minha opinião, um dos melhores da temporada. Como fã de Zooey Deschannel e extrema puxa-saca da série, confesso que tinha grandes expectativas para a segunda temporada, não que eu esteja completamente decepcionada, mas acredito que a série ainda não engrenou. Mas não criemos pânico! Tem muito chão pela frente.

Considerações finais:

– Referências a Woody Allen, tem como não amar?

– Nick na casa assombrada foi uma das partes mais engraçadas do episódio. Não teve jeito, o episódio foi dele.

– Acredito que demos adeus ao Deu… Digo, Sam. Bye, bye, lindeza!

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