
This is The Voice. And this is THE MAN.
Spoilers Abaixo:
Desde que o The Voice começou, não escondo de ninguém que o principal motivo por que vejo o programa são os coaches. Quatro talentos imensuráveis, excelentes mentores e com um feedback pós-apresentações para jurado nenhum botar defeito. Por isso, diante de uma temporada com artistas tão carentes de carisma, não me resta muito a não ser me manter focado nessas quatro figuraças para curtir o programa. E o cara deste episódio foi Blake Shelton, também enfaticamente chamado pelo candidato Casey Muessigman de THE MAN.
E eu vou dizer que acho o apelido merecido. Por mais que eu saiba que a maior parte das garotas suspira por Adam Levine, é evidente que o verdadeiro macho-alfa da bancada é Blake Shelton. Cheio de marra, com excelentes tiradas, envolvimento pleno com seus pupilos e transbordando paixão por seu papel no programa, Blake começou como o único coach desconhecido por mim (e imagino que pela maioria dos brasileiros) e terminou como uma atração à parte e um cara que aprendi a admirar. Aliás, vocês já viram o Blake no Twitter? O cara mata qualquer um de rir!
Estou dizendo tudo isso porque, neste episódio, quem roubou mesmo a cena foi Blake: tivemos pegadinha ao cumprimentar Adam Levine no início da edição, um baita de um moonwalk não apenas divertido como também estilosíssimo, e, por fim, o melhor argumento que já vi no The Voice para trazer um artista para um time. Portanto, chega de enrolação, e vamos ao que interessa:

Samuel Mouton abriu a noite com “Redemption Song” (Bob Marley) e conquistou todos os coaches, com exceção de Blake. Eu vou dizer que me uno a Blake nessa “não virada”, porque, apesar da voz diferente, achei que ele realmente copiou a canção, não foi mais que um karaokê muito bem executado. O próprio Cee Lo comentou que achou que o garoto tinha assimilado o estilo de Bob Marley, embora tenha consertado dizendo que não ficou com a impressão de imitação. Bom, eu fiquei. Mas acho que é uma coisa normal pra um garoto jovem como Samuel, e é possível que ele cresça à medida que seja devidamente orientado.
É hora de relembrar por que o The Voice é tudo de bom, é classudo, é bacana, é música para os nossos ouvidos! Chris Trousdale, ex-membro de boy band (e a gente pensando que havia se livrado delas, né? Pois é, voltaram!), decidiu tentar a sorte no The Voice, e eu, que estava vendo tudo, gostei bastante da performance. Mas reconheço: não dava para passá-lo. O rapaz errou de programa e acabou priorizando a performance, a dança, e por isso em vários momentos a voz e a respiração ficaram comprometidas. Christina Aguilera rapidamente observou que os coaches conseguiram perceber isso e explicou a situação ao rapaz, mas eu confesso que quase chorei junto com a mãe dele, tadinha.
O The Voice não tem roteiros elaborados e cheios de pompa, mas quando as cadeiras não viram nosso coração se parte em vários pedaços, não? Sabem por quê? Porque todos, ali, sem exceção, cantam bem melhor do que nós, e do que estamos acostumados a ver. Chris era uma dessas pessoas e foi embora com a cabeça erguida, muito estilo e clima bacana, conseguindo até mesmo arrancar de Blake THE MAN Shelton um moonwalk que dificilmente os fãs do The Voice vão esquecer.

Vamos ignorar o combo de eliminados (sem esquecer de mencionar que, sinceramente, acho que toda pessoa que canta “Mercy” já deveria ser automaticamente eliminada de qualquer reality show) e seguir em frente para o sensacional Nelly’s Echo (como não simpatizar com alguém que adota um nome desses?). Além de ser muito simpático e ter uma história BEM bacana, o nigeriano mandou muito bem com “Ain’t No Sunshine” (Bill Withers). Christina e Adam viraram e, quando viram que era um cantor negro, careca e simpático, pensaram “Deus do céu, é agora que eu ganho esse The Voice!!!!” e lutaram like Jagger pelo candidato. Mas quem levou a melhor foi Christina. E aí, será que desta vez ela ganha? Meu palpite é não, porque o povo odeia a Christina, mas veremos.

Allison Steel e Crystal Steel são mãe e filha e vocalistas de uma banda de família. Mas, para participar do The Voice, elas se tornaram 2Steel Girls. Devo dizer que só a ideia de um dupla como essa já me envolve um pouco, mas sua interpretação carismática de “Before He Cheats” (Carrie Underwood) fez com que isso se tornasse apenas detalhe. Senti Crystal bastante nervosa e insegura, mas ela crescia em alguns momentos, enquanto Allison foi a fortaleza da dupla durante toda a performance. Blake e Cee Lo viraram, mas THE MAN usou simplesmente o melhor argumento do episódio. Minto, foi o melhor argumento que já vi em qualquer temporada de qualquer The Voice: o mundo do entretenimento é difícil, e ele gostaria de ser a cara que protegesse a relação entre mãe e filha nesse negócio que frequentemente destrói parcerias e amizades. Merecidamente, levou a dupla. Será que essa finalmente vinga? Torço para que sim.
E o pesadelo de todos os candidatos e fãs do The Voice voltou: o combo de classificados! Pobres garotas, ou não passaram das próximas etapas, ou jamais serão votadas nos live shows. A primeira, e melhor delas, foi Lisa Scinta, que cantou uma versão aparentemente muito bacana de “Teenage Dream” (Katy Perry) e foi arrematada por Christina em uma briga com Cee Lo pela artista. A mesmíssima coisa aconteceu no caso de MarissaAnn (por que tudo junto???), 15 aninhos, que cantou “Part Of Me”. Não sei se é porque já tenho ódio automático dessa música pelo fato de ela ter afundado Lindsey Pavao na temporada passada, mas o fato é que achei o trechinho cantado terrível e não entendo como alguém pode ter virado. Por fim, Loren Allred cantou “When Love Takes Over” (David Guetta), e o pobre Cee Lo perdeu mais uma candidata, desta vez para Adam. Não sei o que pensar dela.

E eis que chegamos à melhor blind audition da temporada! Não que a candidata seja tudo isso, mas a audição foi SENSACIONAL! Deu muita raiva ver Domo dizendo que é capaz de dançar como Janet e Michael e de cantar como (muita calma nessa hora!) MARIAH, WHITNEY, CHRISTINA e CELINE!!!! TODAS!!!!! A parte da Lady Gaga não chegou a me afetar muito, confesso. Mas não deixei de ficar curioso com o que viria a seguir, afinal, sabemos que o The Voice é diferente da concorrência, ou seja, em algum nível ela sabia cantar, ou não estaria ali. Aí ela começa com um verso poderosíssimo da facílima “Don’t Cha” (The Pussycat Dolls), escrita pelo próprio Cee Lo.
Mas qual não é a minha surpresa quando eu me vejo realmente envolvido com aquela apresentação? Cee Lo virou antes mesmo de a coreografia começar (sorte de Domo, porque esse início realmente foi a melhor parte da apresentação), e os demais não ousaram apertar o botão depois. Pra mim, está claríssimo que Domo é uma pessoa extremamente convencida e difícil de lidar, mas querem saber? Vou é deixar esses problemas para quem trabalhar com ela e declarar que, diante de um elenco até agora insosso e sem carisma, Domo acabou se tornando uma das minhas favoritas desse programa. Achei toda a apresentação divertidíssima e cheia de personalidade, e concordo com tudo o que Cee Lo disse sobre ela, acho que a garota pode surpreender se analisada como artista. Portanto, podem ter certeza do que eu quero: D to the O to the M to the O para os Live Shows!!

O pimp spot ficou com Nicole Nelson e sua belíssima versão da também belíssima “Hallelujah” (Leonard Cohen). Sinceramente, já enjoei dessa música sendo interpretada e reinterpretada em realities, mas aprendi a não subestimar cantores que a escolhem após vê-la sendo cantada pela incrível Karise Eden, vencedora do The Voice Australia – a única vencedora de uma edição do The Voice que conseguiu se tornar musicalmente relevante, diga-se de passagem. Talvez pelo parâmetro alto, não consegui me envolver de verdade com a apresentação de Nicole, embora eu tenha conseguido enxergar racionalmente a grandeza da apresentação. Só que não sinto, de verdade, que Nicole será uma candidata promissora no programa. Torço para estar enganado, porque é realmente uma grande voz.
Encerrado mais um “dia” (AHAM!) de audições, vamos aos times:
Team Adam: Bryan Keith, Joe Kirkland, Samuel Mouton, Lauren Allred, Nicole Nelson
Team Blake: Terry McDermott, Gracia Harrison, Casey Muessigman, Julio Castillo, 2Steel Girls
Team Cee Lo: Daniel Rosa, Trevin Hunte, Mackenzie Bourg, Domo
Team Xtina: De’Borah, Devyn Deloera, Adriana Louise, Aquile, Nelly’s Echo, Lisa Scinta, MarissaAnn
Christina foi uma verdadeira máquina de arrematar artistas nos dois últimos episódios, mas como duas do time dela são totalmente who?, fica difícil analisar, mas, pensando no restante dos candidatos, acredito que ela ainda esteja com o melhor time, seguida por Adam, Cee Lo e, na lanterna, Blake – lembrando que a estratégia de ter o pior time deu certo na temporada passada, então não subestimemos THE MAN e aguardemos os próximos capítulos. Até lá!





















