
Neste episódio vimos mais uma etapa da construção do relacionamento de Elena com Damon… E como toda construção, ela deve ser feita com calma, tijolo por tijolo…
Que o diga a Charlotte!
Spoilers Abaixo:
E olha que, de tijolo, essa pobre coitada entende… Passou os últimos 80 anos contando todos de New Orleans… Nem o Katrina foi suficiente para parar essa mulher desse árduo trabalho em busca do coração de Damon… Bem capaz que ela recomeçou a contagem depois que a cidade foi reconstruída. Bem capaz.
Isso tudo, é claro, serviu para nos mostrar o poder que a ligação entre um vampiro e seu criador pode ter, uma vez que depois do famigerado final do episódio passado, esta era a trama central a ser desenvolvida nesse 4×08 e, de certa forma, agradou bastante.
Antes de continuar falando sobre o episódio, no entanto, acho necessário fazer um parêntese. Não sei se sou eu que me expresso muito mal ou se são vocês que não sabem mais o que é ler e, pegam uma única frase de minha review e saem me odiando/amando sem entender, de fato, o que eu quis dizer. Digo isso porque, toda a minha indignação na semana passada se deu pelo fato de Julie Plec estar estragando The Vampire Diaries ao colocar o triângulo amoroso no ponto central da série, mas, pelos comentários, a impressão que eu tenho é que fiz uma review todinha de mimimi porque o episódio não foi 100% Delena.
Sempre fui contra o triângulo amoroso e, mesmo torcendo por Delena, o faço porque acredito que é o melhor para a série (passamos a ver melhores lados de Elena e Stefan, por exemplo, quando eles estão separados), não porque eu sou uma adolescente que vê em Damon a imagem do homem perfeito. Então, ao extravasar minha indignação, estava me referindo ao fato de que o triângulo amoroso deixou de ser um elemento da série e passou a ser sua principal trama e, pior ainda, uma trama que além de não poder ser a principal, ainda tem sido guiada por uma roteirista que é imparcial.
O que eu quero é briga, guerras, bruxarias novas e mistérios surpreendentes para nos deixar presos à TVD novamente mas, quando tudo se resume a “quem Elena vai ficar”, The Vampire Diaries perde muito. E essa foi toda a minha indignação. Não é que eu queira Stelena de volta (não quero!), muito menos quero uma cena de sexo ardente entre Damon e Elena (passo, se quiser eu vejo um pornô), o que eu quero é bem simples: quero The Vampire Diaries de volta. E acho que Julie Plec não é capaz de realizar esse meu desejo.
Ainda assim, tivemos um episódio bem movimentado, mesmo tendo o triângulo amoroso no centro da trama. Com a história da ligação, Stefan e Damon foram até New Orleans atrás de uma bruxa que já havia ajudado Damon a se livrar de uma outra vampira ligada à ele e, em Mystic Falls, Elena fazia uma festinha com suas amigas Bonnie e Chatoline. Entre uma cena e outra, as tramas se interligavam com a de Shane, principalmente a dos vampiromens.
Aliás, mesmo sendo incrivelmente canastra em sua atuação, eu daria um Oscar ao Ian Somerhalder pela cara que ele fez ao saber da ligação, quando se lembrou de Charlotte. Adoro essas tramas que tiram os personagens do lugar comum e nos revelam situações passadas que desconhecíamos. Charlotte foi uma adição fantástica à série. Até mesmo por durar tão pouco. Só senti que, pela primeira vez, os flashbacks foram inteiramente desnecessários… Sempre os acho fantásticos, mas senti, pela primeira vez, que a história poderia ter sido contada sem eles.
Ainda assim não prejudicaram e trouxeram de volta Lexi, a BFF de Stefan que, mais uma vez, estava lá paparicando o vampiro. Honestamente, passamos tão pouco tempo com a Lexi que não compreendo essas pessoas que morrem de amores por ela. Sou totalmente indiferente. Acho uma personagem interessante, mas nada demais.
Fato é que, além de trazer Lexi de volta, os flashbacks só serviram para, no final, mostrar que Damon, quando quer, também pode deixar o egoísmo de lado e ser bem altruísta, como quando fez com o irmão em 1942 e como ele deve fazer agora com Elena, na atualidade. Talvez more aí o motivo de eu achar esse flashback sem importância. Tal gesto de altruísmo de Damon serviu apenas para Stefan, uma vez que nós já havíamos visto o vampiro ser altruísta diversas outras vezes.
No presente, no entanto, a visita à New Orleans foi bem interessante, uma vez que, além de vermos Charlotte no seu árduo trabalho de contar tijolos, também vimos Lettie Mae, mãe de Tara, que se cansou dos vampiros de Bon Temps e veio fazer uma pontinha em The Vampire Diaries como uma bruxa que, quando criança, viu a mãe usar Damon para ter o sacrifício de doze almas humanas para que pudesse exercer essa magia que, de acordo com ela, é muito pior que magia negra, chamada “Expressão”.
Mesmo assim, saber que foi enganado não foi tão ruim para Damon, uma vez que a bruxa afirmou que não seria possível desfazer a ligação e deu a resposta que os irmãos Salvatore foram lá buscar, mesmo não sendo aquela que Damon quisesse ouvir. Para livrar Elena dessa ligação, Damon tem que deixa-la ir embora e ordenar que se afaste dele e o esqueça. Na prática é fácil, até vimos Damon fazer isso com Charlotte, que parou de contar tijolos e foi procurar um novo amor… Mas e com Elena? Damon teve coragem de deixa-la ir?
O problema aqui está em outra indagação: Elena quer se afastar de Damon? Mesmo com todas as discussões que aconteceram, principalmente com Chatoline, Elena teve bastante tempo de pensar em seus sentimentos. Outro fator que ajudou bastante em uma decisão da mocinha foi que Tyler – o mestre das ligações entre crias e criadores – afirmou-lhe categoricamente que a ligação não muda o sentimento da pessoa pelo seu criador, mas sim a forma como esta pessoa age.
A própria bruxa afirmou a Damon que só ocorre uma ligação entre um vampiro e aquele que o criou quando a pessoa, quando humana, tinha sentimentos pelo seu criador, sentimentos humanos (inclusive, reparem na cara de diarreia de Stefan ao escutar isso). Ou seja, não há qualquer dúvida de que há sentimento de Elena por Damon e de Damon por Elena, mas todo o drama aqui é plausível, afinal, como mensurar esse sentimento? Não tenho dúvidas de que a cena dos dois no final do episódio passado foi super natural e por livre vontade dos dois, mas temos que ter em mente que pode ter um dia em que Elena não esteja com muita vontade de transar com ele (dor de cabeça também cola pra vampiras?) mas se sinta obrigada a fazê-lo… Por outro lado, pelo tanta que ama ela, Damon não gostaria de passar por essa situação… Isso é estupro!
Ou seja, temos aí uma boa história a ser desenvolvida em The Vampire Diaries, DESDE QUE, ela não seja a PRINCIPAL história a ser desenvolvida. Neste episódio, por exemplo, nem tivemos nada de Jeremy, que vinha com o plot mais interessante da temporada. Até mesmo o Shane, que teve suas cenas no episódio, ficou completamente em segundo plano no episódio.
O que não dá mais, Julie Plec, é continuar deixando tramas boas e envolventes de lado para se focar UNICAMENTE no triângulo (ou casal, agora, já que aparentemente Delena se fixará por um tempo). O que TVD precisa é do equilíbrio que sempre teve e agora parece não ter mais. E isso não é mimimi. Eu comprovo o que estou afirmando… Me digam: entre o suicídio do Padre Quemedo, na Premiere, a quebra das ligações dos vampiromens e a misteriosa chegada de Shane à Mystic Falls, o que, de fato, sabemos dessa trama toda? Nada! Só temos palpites a fazer… E, em qualquer outra temporada de The Vampire Diaries, já teríamos tido umas 3 ou 4 tramas absurdas desenvolvidas. Nesta quarta temporada não, o que temos é a promessa de uma ótima trama e o fim de Stelena e início de Delena.
Ainda assim, agora que temos um caçador (Jeremy), doze vampiromens que não estão ligados à Klaus e são submissos à Tyler e uma bruxa Bennet (Bonnie) disposta a fazer expressão a mando de Shane, acho que, finalmente, teremos uma trama central interessante. E, pescando a informação da bruxa de New Orleans que explicou que expressão “usa do poder do sacrifício humano para trazer a esta dimensão coisas que não deveriam existir aqui”, creio que estamos muito próximos de conhecer Silas e saber qual é o tamanho do perigo que essa enigmática figura pode representar.
P.S.: Damon teve que sacrificar 12 almas pra bruxa poder praticar expressão. Shane precisa de 12 vampiromens para fazer o que quer que seja. E aí, por desencargo de consciência, fui checar uma coisa e descobri: O Padre Quemedo explodiu sua casa com 12 pessoas dentro… Coincidência? Paranóia? Hehe.

Vamos contar?
P.S. 2: Elena agora é uma feliz usuária de Sangguynho. YEY! Damon deveria usar seu poder sobre a moça e obrigá-la a vomitar toda vez que alguém pronunciar o nome Stefan. Ia ser divertido.
P.S. 3: “Estar ligado não muda seus sentimentos por ninguém. A ligação afeta o jeito como você age, não como se sente”. LOCKWOOD, Tyler.
P.S. 4: Ser o macho alfa da lobaiada era o sonho de Tyler desde a época de Titio Mason, não é?
P.S. 5: Alguém me explica a lógica de Elena ao tentar convencer Damon colocando a mão do vampiro sobre seu peito? A não ser que a mina tenha colocado um silicone novo, não faz o menor sentido, uma vez que seu coração não bate mais, não?
P.S. 6: Ainda sobre o PS anterior, se a mina fala, anda, respirae o coração ainda bate, CURA PRA QUÊ né minha gente? Ela tá só com uma dieta diferente!
P.S. 7: Meus parabéns ao Ian Somerhalder que fez aniversário essa semana. Me chocou o fato do cara tá fazendo 34 (ou 33 não lembro) anos. Mei velhinho já! Mesmo assim, parabéns! Você carrega a série nas costas em muitos momentos e tá fazendo, sem sombras de dúvidas, o papel da sua vida!
P.S. 8: Me surgiu uma teoria maluca: a ligação de Elena e Damon não pode ser quebrada, certo? Nem mesmo se Elena e/ou Damon DEIXAREM de ser vampiros? Se não me engano tem uma cura em jogo aí… Se ela existir mesmo, Damon já passa a ser minha primeira aposta!













