Atenção que na sequência vem clichê: esse episódio foi de matar ou morrer !!!!!
The Tomorrow People segue no ritmo do episódio anterior, desenvolvendo o background dos personagens principais da trama.
Já de início, Kill Or Be Killed esclareceu de forma satisfatória e bem didática um de meus maiores questionamentos quanto à trama de TTP: a incapacidade dos Seres do Amanhã de matar. De forma bastante clara e explícita, pudemos ver que o pequeno John Young foi incapaz sequer de segurar a faca quando tinha a intenção de matar o pai adotivo.
Assim sendo, para mim está estabelecido que esse é o principal fator para que um Ser do Amanhã não possa matar: intenção de matar e consciência de que determinada ação possa fazê-lo, o que já fora acertadamente apontado por alguns leitores na review da semana passada.
O quarto episódio da primeira temporada de The Tomorrow People tratou de nos elucidar um pouco sobre o passado de John, de forma que sua personalidade e atuais ações pudessem ser justificadas (ou pelo menos explicadas) para o telespectador. Ao meu ver, a missão foi cumprida de forma satisfatória. O personagem teve uma infância terrível, vivendo em lares adotivos de forma precária.
Agora, imagine-se com 11 anos descobrindo ter superpoderes e tendo o tio Jedikiah querendo te adotar e te treinar (The Pretender, alguém lembra ou sou velho mesmo?!). Quem não gostaria disso?! Gostei que a série estabeleceu Jedikiah como o mais próximo de uma figura paterna que John chegou a ter na vida. Isso cria uma relação de conflitos interessantes que podem ser trabalhados nova e futuramente.
Aliás, adorei a dinâmica familiar de Jedikiah com a cunhada e Stephen. Não tem como odiar o personagem muito bem interpretado por Mark Pellegrino. Ele é interessante, dúbio e convicto que suas razões e motivações são as corretas. Estou bastante ansioso para saber a quem ele responde dentro da ULTRA, quem são seus superiores.
Esse episódio, ao mesmo tempo que tratou de fundamentar a incapacidade dos Seres do Amanhã de matar, terminou por colocá-la em cheque, uma vez que descobrimos que o personagem interpretado por Jason Dohring (o eterno Logan de Veronica Mars PFVR ASSISTÃO! <3) é capaz de fazê-lo, consciente de suas intenções. Killian McCrane foi resultado de uma experiência bem sucedida da ULTRA.
Isso mostrou um paradoxo interessante da personalidade de Jedikiah: ao mesmo tempo que ele acredita que essa incapacidade é um defeito dos Seres do Amanhã, essa desvantagem é favorável para “proteger” os seres humanos dos quais ele tanto diz defender os interesses. Porém, se ele puder resolver essa falha genética tendo Seres do Amanhã capazes de matar no seu time, tudo bem (EUA, alguém ?!). Jedikiah, mais uma vez, se mostra fiel praticante do discurso “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Isso só faz enriquecer o personagem, com várias camadas e nuances, fazendo dele o próximo de quem quero conhecer mais o passado.
Stephen continua como bússola moral e idealista da série. Particularmente não me incomoda quando o episódio não é centrado nele, até prefiro. Ele tem funcionado mais como elo da narrativa, interligando os personagens e as diversas tramas. Um papel muito parecido com o desempenhado pelo dito protagonista de Teen Wolf (Scott), outra série que faço review aqui no SérieManíacos.
Cara não teve muito destaque na trama, já que reinou absoluta como foco do episódio da semana passada. Foi bom para promover um equilíbrio na trama, desenvolvendo outros personagens e histórias, o que foi muito bem justificado pelo fato de ela não poder aparecer em público utilizando seus poderes, que para Jedikiah foram retirados. Mas os roteiristas não perderam a oportunidade de novamente criar um clima (constrangedor para o telespectador) entre ela e Stephen ao final do capítulo, nos empurrando garganta abaixo um forçado triângulo amoroso (além de ser ilegal, já que Stephen ainda é menor de idade!).
Kill Or Be Killed foi um excelente episódio, que serviu para desenvolver um importante personagem da série, assim como confirmar The Tomorrow People como uma série sólida e consistente. Assim como outros programas do canal caçula do conglomerado Time Warner, a série tem nos proporcionado semanalmente entretenimento com qualidade. Espero ansiosamente a confirmação de uma temporada completa!
E que grande cena final entre John e Jedikiah no carro !!! Agora que sabemos que Young pode matar, gostei dele ter mantido, por ora, segredo para Cara e Stephen. Isso é sinal de que quando isso for descoberto, é garantia de conflitos interessantes no futuro. Game on bitches!
Esqueci de algo?! Deixe nos comentários!
Até a próxima semana!
PS.: Veronica Mars é série formadora de toda uma geração de seriadores (anos 2000), que penavam na era pré-DVDs e internet banda larga, relegados a assistir os episódios pela TV por assinatura, ou pior, pelo SBT (eu!). Portanto é obrigatória, principalmente para as gerações posteriores. Super indicada e recomendada! Ano que vem sai o filme. Infelizmente não consegui contribuir para sua realização pelo Kickstarter. Queria tê-lo feito, me sentiria muito orgulhoso de fazer parte dessa iniciativa!














