
A culpa é sempre do Bart?
Spoilers Abaixo:
Era uma vez uma família excêntrica, que vivia em algum lugar nos EUA, em uma cidadezinha chamada Springfield. Essa família era composta por cinco membros: o pai: um homem gordo, preguiçoso, um pouco estúpido, mas muito devotado a sua família; a mãe: uma mulher conservadora, cuidadosa, muito amorosa e que possui um penteado diferente, que mais serve como mala para guardar objetos; a filha do meio: uma criança prodígio, com uma inteligência elevadíssima, vegetariana, defensora dos direitos humanos e dos animais; a caçula: uma bebê adorável, que mesmo sem nunca ter pronunciado uma única palavra foi a responsável por alguns dos melhores momentos dessa família. E por fim, o filho mais velho: um garoto irresponsável, conhecido por não levar nada a sério, e que por aprontar as mais variadas pegadinhas acabou por ganhar a desconfiança de toda a cidade e também de sua própria família.
Sempre que algo dava errado, a culpa era sempre desse garoto. Ele fazia isso para se divertir. Ele gostava de ver as outras pessoas em situações constrangedoras, ficando embaraçadas e passando muita vergonha. O remorso não o atingia, pois mesmo que as pessoas soubessem que ele era a mente por trás de tudo, ele nunca era pego e quando isso acontecia o castigo não era algo tão horrível assim.
Então, em um belo dia de Páscoa, enquanto a banda infantil tocava, centenas de ovos foram disparados contra a população e a culpa recaiu sobre esse garoto. Ele jurava que não havia cometido tal ato, mas seus precedentes não o ajudavam a se livrar dessa acusação. É realmente muito difícil para uma pessoa desvincular uma imagem negativa de si mesmo, ainda mais quando essa imagem sempre a acompanha. Se esse garoto já havia feito coisas piores antes, não é de se estranhar que agora ele fosse considerado o principal suspeito.
Nós vivemos em uma sociedade onde todos têm direito a se defender, então antes de qualquer acusação ser validada, a irmã resolve apelar para um tribunal juvenil para tentar salvar a preciosa pele amarela de seu irmão. Mas, nós também vivemos em uma sociedade de desconfiança e mesmo que as provas não sejam conclusivas e não comprovem a culpa do jovem, as pessoas ainda continuam o culpando. O jovem sofre e a frase que se aplica a essa situação é: “O teu passado te condena.”.
Quando tudo parece perdido, quando as esperanças praticamente desapareceram, conclusões não são suficientes, o fim trágico de nosso herói se aproxima, eis que surge uma prova de última hora, um herói de idade avançada enfrenta o verdadeiro culpado e isso ajuda a resolver o caso. O pequeno detrator poderia aprender algo com tudo isso e se tornar uma pessoa melhor, mas prefere continuar com sua vida antiga, cometendo seus pequenos delitos e brincadeiras de mau gosto. Sua personalidade é assim e não pode mudar, pois é um contrabalanço em relação aos outros quatro membros da família, e é essa mistura de pessoas tão diferenciadas que os torna tão especiais.
Depois de tudo, a família agora pode voltar a sua rotina e continuar a viver suas desventuras, que ora beiram o incrível e o excepcional, ora beiram o cansaço e a falta de criatividade. Cada um dos membros dessa família continuará com suas características tão únicas, não importando quanto tempo se passe. O que o destino reserva para eles? Talvez mais vinte e quatro temporadas sejam capazes de responder.














